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Ciência & Tecnologia

Mineira é premiada por pesquisa sobre câncer nos Estados Unidos

Publicado por TV Minas em 13/07/2020 às 21h45 - Atualizado às 18h46

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A mineira de Belo Horizonte ganhou o primeiro lugar do prêmio de jovem pesquisador da Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SNMMI).

 

Laboratório fechado, estudos em risco, prejuízo milionário. A pandemia impactou seriamente a rotina da pesquisadora Carolina de Aguiar Ferreira, de 32 anos, que faz pós-doutorado em Boston, nos Estados Unidos.

 

Mas, em meio ao caos, ela tem uma boa notícia para o Brasil e o mundo na área da saúde. A mineira de Belo Horizonte ganhou o primeiro lugar do prêmio de jovem pesquisador da Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SNMMI), com sede na cidade norte-americana de Reston.

 

A pesquisa desenvolve uma forma não invasiva de detectar efeitos colaterais no tratamento de câncer.

 

Carolina vem subindo ano a ano no pódio da SNMMI, entidade internacional que existe há seis décadas e tem mais de 20 mil membros de 65 países, entre médicos, farmacêuticos e técnicos.

 

Em 2018, participando pela primeira vez da premiação, ela ficou em terceiro lugar. Na edição seguinte, assumiu a segunda posição. Em 2020, enfim, recebeu o título de jovem pesquisadora na categoria inovação em imagem molecular. Em dinheiro, o prêmio é quase simbólico, no valor de US$ 500.

 

Para a pesquisadora, o reconhecimento é uma motivação para seguir em frente. "O prêmio é uma validação de todos estes anos de esforço. E é esforço mesmo, muita dedicação e automotivação. Ninguém faz pesquisa pelos benefícios, que são poucos.

 

Faz porque realmente tem paixão pela pesquisa e pelo que a pesquisa pode gerar para a população", afirma. Durante o doutorado, Carolina conta que passava cerca de 100 horas por semana no laboratório.

 

Com a pesquisa, a farmacêutica espera disponibilizar para o mercado um exame de imagem (feito através de material radioativo) que possa detectar precocemente, e de forma não invasiva, efeitos colaterais do tratamento de imunoterapia para o câncer.

 

"A imunoterapia mudou o tratamento de câncer. Hoje em dia, 50% dos casos podem ser tratados dessa forma, só que isso gera muitos efeitos colaterais, infelizmente. Desde a primeira dose até um ano depois de encerrado o tratamento", pontua. Identificando rapidamente sintomas indesejados, o médico pode conduzir o tratamento de forma menos prejudicial possível ao paciente. No momento, o único recurso é a biópsia.

 

 

Paixão cultivada a partir da UFMG

 

Já são 12 anos de pesquisa na área de terapia e diagnóstico de câncer usando radiação. Carolina conta que descobriu o seu amor pela pesquisa no Laboratório de Radioisótopos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que trabalha com materiais radioativos, onde fez iniciação científica durante a graduação. "Eu me apaixonei pela área porque existe uma grande possibilidade de melhorar a saúde da população. Quero contribuir de alguma forma com a sociedade", diz.

 

A pesquisadora, no entanto, tem os pés no chão. Sabe que, para que este exame inovador chegue aos pacientes com câncer, é necessário muito investimento. "Precisamos de um governo que financie estudos clínicos, porque, no fim das contas, isso vai gerar um produto médico que vai impactar muitas vidas."

 

Por enquanto, o avanço se resume a uma patente, dada ao coordenador do laboratório onde ocorre a pesquisa, que abriu uma empresa privada para produzir o material. Os estudos clínicos devem começar ainda neste ano.

 

A pandemia atingiu em cheio as pesquisas. Estudos que Carolina desenvolvia há oito meses foram prejudicados pela interrupção das atividades. Estima-se que o laboratório, em função de ter ficado totalmente fechado por quatro meses, tenha tido um prejuízo de US$ 1 milhão.

 
O objetivo de Carolina é ser professora e comandar o próprio laboratório, de preferência, no Brasil. "Quero pegar o conhecimento que tive a oportunidade de adquirir aqui fora e levar para o meu país. O meu sonho é ver o Brasil valorizar pesquisas, mas estamos longe disso".

 

Patrocinador:

A mineira de Belo Horizonte ganhou o primeiro lugar do prêmio de jovem pesquisador da Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SNMMI).


 


Laboratório fechado, estudos em risco, prejuízo milionário. A pandemia impactou seriamente a rotina da pesquisadora Carolina de Aguiar Ferreira, de 32 anos, que faz pós-doutorado em Boston, nos Estados Unidos.


 


Mas, em meio ao caos, ela tem uma boa notícia para o Brasil e o mundo na área da saúde. A mineira de Belo Horizonte ganhou o primeiro lugar do prêmio de jovem pesquisador da Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SNMMI), com sede na cidade norte-americana de Reston.


 


A pesquisa desenvolve uma forma não invasiva de detectar efeitos colaterais no tratamento de câncer.


 


Carolina vem subindo ano a ano no pódio da SNMMI, entidade internacional que existe há seis décadas e tem mais de 20 mil membros de 65 países, entre médicos, farmacêuticos e técnicos.


 


Em 2018, participando pela primeira vez da premiação, ela ficou em terceiro lugar. Na edição seguinte, assumiu a segunda posição. Em 2020, enfim, recebeu o título de jovem pesquisadora na categoria inovação em imagem molecular. Em dinheiro, o prêmio é quase simbólico, no valor de US$ 500.


 


Para a pesquisadora, o reconhecimento é uma motivação para seguir em frente. "O prêmio é uma validação de todos estes anos de esforço. E é esforço mesmo, muita dedicação e automotivação. Ninguém faz pesquisa pelos benefícios, que são poucos.


 


Faz porque realmente tem paixão pela pesquisa e pelo que a pesquisa pode gerar para a população", afirma. Durante o doutorado, Carolina conta que passava cerca de 100 horas por semana no laboratório.


 


Com a pesquisa, a farmacêutica espera disponibilizar para o mercado um exame de imagem (feito através de material radioativo) que possa detectar precocemente, e de forma não invasiva, efeitos colaterais do tratamento de imunoterapia para o câncer.


PATROCINADORES

 


"A imunoterapia mudou o tratamento de câncer. Hoje em dia, 50% dos casos podem ser tratados dessa forma, só que isso gera muitos efeitos colaterais, infelizmente. Desde a primeira dose até um ano depois de encerrado o tratamento", pontua. Identificando rapidamente sintomas indesejados, o médico pode conduzir o tratamento de forma menos prejudicial possível ao paciente. No momento, o único recurso é a biópsia.


 


 


Paixão cultivada a partir da UFMG


 


Já são 12 anos de pesquisa na área de terapia e diagnóstico de câncer usando radiação. Carolina conta que descobriu o seu amor pela pesquisa no Laboratório de Radioisótopos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que trabalha com materiais radioativos, onde fez iniciação científica durante a graduação. "Eu me apaixonei pela área porque existe uma grande possibilidade de melhorar a saúde da população. Quero contribuir de alguma forma com a sociedade", diz.


 


A pesquisadora, no entanto, tem os pés no chão. Sabe que, para que este exame inovador chegue aos pacientes com câncer, é necessário muito investimento. "Precisamos de um governo que financie estudos clínicos, porque, no fim das contas, isso vai gerar um produto médico que vai impactar muitas vidas."


 


Por enquanto, o avanço se resume a uma patente, dada ao coordenador do laboratório onde ocorre a pesquisa, que abriu uma empresa privada para produzir o material. Os estudos clínicos devem começar ainda neste ano.


 


A pandemia atingiu em cheio as pesquisas. Estudos que Carolina desenvolvia há oito meses foram prejudicados pela interrupção das atividades. Estima-se que o laboratório, em função de ter ficado totalmente fechado por quatro meses, tenha tido um prejuízo de US$ 1 milhão.


 
O objetivo de Carolina é ser professora e comandar o próprio laboratório, de preferência, no Brasil. "Quero pegar o conhecimento que tive a oportunidade de adquirir aqui fora e levar para o meu país. O meu sonho é ver o Brasil valorizar pesquisas, mas estamos longe disso".


 


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A mineira de Belo Horizonte ganhou o primeiro lugar do prêmio de jovem pesquisador da Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SNMMI).



Laboratório fechado, estudos em risco, prejuízo milionário. A pandemia impactou seriamente a rotina da pesquisadora Carolina de Aguiar Ferreira, de 32 anos, que faz pós-doutorado em Boston, nos Estados Unidos.



Mas, em meio ao caos, ela tem uma boa notícia para o Brasil e o mundo na área da saúde. A mineira de Belo Horizonte ganhou o primeiro lugar do prêmio de jovem pesquisador da Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SNMMI), com sede na cidade norte-americana de Reston.



A pesquisa desenvolve uma forma não invasiva de detectar efeitos colaterais no tratamento de câncer.



Carolina vem subindo ano a ano no pódio da SNMMI, entidade internacional que existe há seis décadas e tem mais de 20 mil membros de 65 países, entre médicos, farmacêuticos e técnicos.



Em 2018, participando pela primeira vez da premiação, ela ficou em terceiro lugar. Na edição seguinte, assumiu a segunda posição. Em 2020, enfim, recebeu o título de jovem pesquisadora na categoria inovação em imagem molecular. Em dinheiro, o prêmio é quase simbólico, no valor de US$ 500.



PATROCINADORES

Para a pesquisadora, o reconhecimento é uma motivação para seguir em frente. "O prêmio é uma validação de todos estes anos de esforço. E é esforço mesmo, muita dedicação e automotivação. Ninguém faz pesquisa pelos benefícios, que são poucos.



Faz porque realmente tem paixão pela pesquisa e pelo que a pesquisa pode gerar para a população", afirma. Durante o doutorado, Carolina conta que passava cerca de 100 horas por semana no laboratório.



Com a pesquisa, a farmacêutica espera disponibilizar para o mercado um exame de imagem (feito através de material radioativo) que possa detectar precocemente, e de forma não invasiva, efeitos colaterais do tratamento de imunoterapia para o câncer.



"A imunoterapia mudou o tratamento de câncer. Hoje em dia, 50% dos casos podem ser tratados dessa forma, só que isso gera muitos efeitos colaterais, infelizmente. Desde a primeira dose até um ano depois de encerrado o tratamento", pontua. Identificando rapidamente sintomas indesejados, o médico pode conduzir o tratamento de forma menos prejudicial possível ao paciente. No momento, o único recurso é a biópsia.



Paixão cultivada a partir da UFMG



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Já são 12 anos de pesquisa na área de terapia e diagnóstico de câncer usando radiação. Carolina conta que descobriu o seu amor pela pesquisa no Laboratório de Radioisótopos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que trabalha com materiais radioativos, onde fez iniciação científica durante a graduação. "Eu me apaixonei pela área porque existe uma grande possibilidade de melhorar a saúde da população. Quero contribuir de alguma forma com a sociedade", diz.



A pesquisadora, no entanto, tem os pés no chão. Sabe que, para que este exame inovador chegue aos pacientes com câncer, é necessário muito investimento. "Precisamos de um governo que financie estudos clínicos, porque, no fim das contas, isso vai gerar um produto médico que vai impactar muitas vidas."



Por enquanto, o avanço se resume a uma patente, dada ao coordenador do laboratório onde ocorre a pesquisa, que abriu uma empresa privada para produzir o material. Os estudos clínicos devem começar ainda neste ano.



A pandemia atingiu em cheio as pesquisas. Estudos que Carolina desenvolvia há oito meses foram prejudicados pela interrupção das atividades. Estima-se que o laboratório, em função de ter ficado totalmente fechado por quatro meses, tenha tido um prejuízo de US$ 1 milhão.



 
O objetivo de Carolina é ser professora e comandar o próprio laboratório, de preferência, no Brasil. "Quero pegar o conhecimento que tive a oportunidade de adquirir aqui fora e levar para o meu país. O meu sonho é ver o Brasil valorizar pesquisas, mas estamos longe disso".



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