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Aras ataca procuradores, imprensa e diz ter provas de irregularidade no MPF

Publicado por TV Minas em 01/08/2020 às 13h49

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Procurador-geral da República se irritou ao ser alvo de carta assinada por colegas rebatendo críticas que ele fez contra a Lava-Jato.

 

Terminou em discussão uma reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF), realizada por videoconferência, nesta sexta-feira (31). Em um discurso forte, sem poupar nomes e alegando ter provas contra irregularidades, o procurador-geral da República, Augusto Aras, acusou colegas de criarem fake news contra ele e de fazerem oposição a sua gestão.

 

O procurador-geral afirmou que tem provas em relação a acusações que fez sobre eventuais irregularidades nas equipes que integram a operação Lava-Jato e disse esperar que os órgãos competentes atuem e encontrem os envolvidos.

 

"Coragem nunca me faltou, e neste sentido, quero começar a dizer ao conselheiro Nicolao Dino, pessoa que eu sempre tive excelente relacionamento profissional e pessoal, que não me dirigi em um evento acadêmico, se não pautado em fatos e provas. Fatos que se encontram sob investigação na corregedoria e no Conselho Nacional do Ministério Público. Cabe a eles, apurarem a verdade, a extensão, a profundidade e os autores, e os coautores e o participes. Me acostumei e falar com provas, e tenho provas. E essas provas estão depositadas em órgãos competentes”, disse Aras.

 

 

Ele subiu o tom após uma carta ser lida pelo procurador Nicolao Dino. No texto, assinado pelos subprocuradores Nicolau Dino, Nívio de Freitas Silva Filho, José Adonis Callou de Sá e Luiza Cristina Fonseca Frischeinsen, as declarações de Aras contra a Lava-Jato são rebatidas. "A fala de S. Exa. (Augusto Aras) não constrói e em nada contribui para o que denominou de “correção de rumos”. Por isso, não se pode deixar de lamentar o resultado negativo para a Instituição como um todo – expressando, por que não dizer, nossa perplexidade –, principalmente por se tratar de graves afirmações articuladas por seu Chefe, que a representa perante a sociedade e os demais órgãos de Estado", dz um trecho da carta.

 

Aras afirmou que informações falsas sobre ele foram publicadas na imprensa e criticou entrevistas de procuradores nos jornais. “Existe a peçonha da covardia de não mostrar a cara, mostrar a sua assinatura. Todas as matérias que saem na imprensa, é um procurador ou procuradora que passa. O anonimato, mais que inconstitucional e ilegal, é covarde. Eu não tenho receio de desagradar", completou.

 

Ao terminar sua fala, mesmo diante do pedido dos demais integrantes do conselho para se manifestarem, Aras encerrou a sessão. "Doutor Nicolau, o senhor não vai gostar de ver uma fake news sobre sua família. Muito menos a doutora Luiza, que talvez não tenha família, ou talvez tenha”, disse ele se referindo aos colegas que estavam na reunião.

 

Por fim, o chefe do Ministério Público afirmou que vai dedicar o resto de seu mandato para corrigir irregularidades. “Me faltam 14 meses, e eu prometo a vocês que vou cumprir meu dever. Não vou deixar nenhuma irregularidade ou aparelhamento prevalecer. Falo em nome próprio e falarei sempre em nome próprio, não preciso de escudos", concluiu, deixando a sala onde era realizada a transmissão.

 

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Procurador-geral da República se irritou ao ser alvo de carta assinada por colegas rebatendo críticas que ele fez contra a Lava-Jato.


 


Terminou em discussão uma reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF), realizada por videoconferência, nesta sexta-feira (31). Em um discurso forte, sem poupar nomes e alegando ter provas contra irregularidades, o procurador-geral da República, Augusto Aras, acusou colegas de criarem fake news contra ele e de fazerem oposição a sua gestão.


 


O procurador-geral afirmou que tem provas em relação a acusações que fez sobre eventuais irregularidades nas equipes que integram a operação Lava-Jato e disse esperar que os órgãos competentes atuem e encontrem os envolvidos.


 


"Coragem nunca me faltou, e neste sentido, quero começar a dizer ao conselheiro Nicolao Dino, pessoa que eu sempre tive excelente relacionamento profissional e pessoal, que não me dirigi em um evento acadêmico, se não pautado em fatos e provas. Fatos que se encontram sob investigação na corregedoria e no Conselho Nacional do Ministério Público. Cabe a eles, apurarem a verdade, a extensão, a profundidade e os autores, e os coautores e o participes. Me acostumei e falar com provas, e tenho provas. E essas provas estão depositadas em órgãos competentes”, disse Aras.


 


 


Ele subiu o tom após uma carta ser lida pelo procurador Nicolao Dino. No texto, assinado pelos subprocuradores Nicolau Dino, Nívio de Freitas Silva Filho, José Adonis Callou de Sá e Luiza Cristina Fonseca Frischeinsen, as declarações de Aras contra a Lava-Jato são rebatidas. "A fala de S. Exa. (Augusto Aras) não constrói e em nada contribui para o que denominou de “correção de rumos”. Por isso, não se pode deixar de lamentar o resultado negativo para a Instituição como um todo – expressando, por que não dizer, nossa perplexidade –, principalmente por se tratar de graves afirmações articuladas por seu Chefe, que a representa perante a sociedade e os demais órgãos de Estado", dz um trecho da carta.


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Aras afirmou que informações falsas sobre ele foram publicadas na imprensa e criticou entrevistas de procuradores nos jornais. “Existe a peçonha da covardia de não mostrar a cara, mostrar a sua assinatura. Todas as matérias que saem na imprensa, é um procurador ou procuradora que passa. O anonimato, mais que inconstitucional e ilegal, é covarde. Eu não tenho receio de desagradar", completou.


 


Ao terminar sua fala, mesmo diante do pedido dos demais integrantes do conselho para se manifestarem, Aras encerrou a sessão. "Doutor Nicolau, o senhor não vai gostar de ver uma fake news sobre sua família. Muito menos a doutora Luiza, que talvez não tenha família, ou talvez tenha”, disse ele se referindo aos colegas que estavam na reunião.


 


Por fim, o chefe do Ministério Público afirmou que vai dedicar o resto de seu mandato para corrigir irregularidades. “Me faltam 14 meses, e eu prometo a vocês que vou cumprir meu dever. Não vou deixar nenhuma irregularidade ou aparelhamento prevalecer. Falo em nome próprio e falarei sempre em nome próprio, não preciso de escudos", concluiu, deixando a sala onde era realizada a transmissão.


 


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Procurador-geral da República se irritou ao ser alvo de carta assinada por colegas rebatendo críticas que ele fez contra a Lava-Jato.



Terminou em discussão uma reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF), realizada por videoconferência, nesta sexta-feira (31). Em um discurso forte, sem poupar nomes e alegando ter provas contra irregularidades, o procurador-geral da República, Augusto Aras, acusou colegas de criarem fake news contra ele e de fazerem oposição a sua gestão.



O procurador-geral afirmou que tem provas em relação a acusações que fez sobre eventuais irregularidades nas equipes que integram a operação Lava-Jato e disse esperar que os órgãos competentes atuem e encontrem os envolvidos.



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Ele subiu o tom após uma carta ser lida pelo procurador Nicolao Dino. No texto, assinado pelos subprocuradores Nicolau Dino, Nívio de Freitas Silva Filho, José Adonis Callou de Sá e Luiza Cristina Fonseca Frischeinsen, as declarações de Aras contra a Lava-Jato são rebatidas. "A fala de S. Exa. (Augusto Aras) não constrói e em nada contribui para o que denominou de “correção de rumos”. Por isso, não se pode deixar de lamentar o resultado negativo para a Instituição como um todo – expressando, por que não dizer, nossa perplexidade –, principalmente por se tratar de graves afirmações articuladas por seu Chefe, que a representa perante a sociedade e os demais órgãos de Estado", dz um trecho da carta.



Aras afirmou que informações falsas sobre ele foram publicadas na imprensa e criticou entrevistas de procuradores nos jornais. “Existe a peçonha da covardia de não mostrar a cara, mostrar a sua assinatura. Todas as matérias que saem na imprensa, é um procurador ou procuradora que passa. O anonimato, mais que inconstitucional e ilegal, é covarde. Eu não tenho receio de desagradar", completou.



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Ao terminar sua fala, mesmo diante do pedido dos demais integrantes do conselho para se manifestarem, Aras encerrou a sessão. "Doutor Nicolau, o senhor não vai gostar de ver uma fake news sobre sua família. Muito menos a doutora Luiza, que talvez não tenha família, ou talvez tenha”, disse ele se referindo aos colegas que estavam na reunião.



Por fim, o chefe do Ministério Público afirmou que vai dedicar o resto de seu mandato para corrigir irregularidades. “Me faltam 14 meses, e eu prometo a vocês que vou cumprir meu dever. Não vou deixar nenhuma irregularidade ou aparelhamento prevalecer. Falo em nome próprio e falarei sempre em nome próprio, não preciso de escudos", concluiu, deixando a sala onde era realizada a transmissão.



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