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Mulher anda com cobra em carrinho de bebê e deixa animal passear solto em jardim

Publicado por TV Minas em 15/09/2020 às 18h40

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Quem é a mulher que leva serpentes para passear?

 

De vez em quando, uma cobra que vive com a dona se cansa de andar apenas no carrinho de bebê. Nesses momentos, a mulher deixa que o animal dê uma voltinha em praças e canteiros da cidade.

 

Um vídeo publicado nas redes sociais, e que viralizou nesta semana, registrou um destes passeios da jiboia.

 

Nas imagens, uma senhora aparece tirando a jiboia de dentro de uma bolsa. Em seguida, ela deixa a cobra na grama, entre as ruas Rio de Janeiro e dos Tupis, no Centro, e fica por perto observando o bicho.

 

 

Cobra dentro de carrinho de bebê, em Belo Horizonte.

 

 

Se você é de Belo Horizonte, provavelmente já viu ou ouviu relatos sobre uma mulher que anda pelas ruas do Centro com suas cobras de estimação. Ela já é quase um patrimônio cultural da cidade e a cena das cobras “passeando” dentro de um carrinho de bebê é comum para quem frequenta a região do Mercado Central.

 

Nas redes sociais, a mesma coisa: de tempos em tempos, viralizam vídeos dos pets peculiares. O que quase ninguém sabe é quem é a dona dos bichos – mas o BHAZ descobriu.

 

Mônica Cunha, a mulher que intriga belo-horizontinos por onde passa, tem 60 anos e é dona de mais cobras do que a maioria das pessoas imagina.

 

Ela vive com cinco animais ao todo – e os nomes são um melhor do que o outro: Tiopatinhas, Lumbriga, Leiditripinha, Tomasturbano e Coronavírus. Ela comprou o primeiro animal de um criadouro há 11 anos e elas são suas grandes companheiras desde então.

 

“Moro com a minha família, mas perdi meu pai, meu irmão, meu avô e minha mãe e as cobras estavam comigo no velório”, contou.

 

Mônica explica ainda que, em casa, a convivência dos pets com a família – o filho, a nora, o irmão e o neto – é tranquila: “Ficam todas soltas pela casa. Todos gostam e acostumaram. Todos trancados na mesma casa e elas soltas, cada um respeitando o espaço do outro”.

 

 

Mulher leva cobra para passear no Centro de Belo Horizonte.

 

 

Cobras noveleiras


Em poucos minutos de conversa, foram várias histórias inusitadas sobre a convivência com os bichos.

 

Mônica conta que faz acessórios como gorrinhos de Natal, que leva as cobras para lanchar no shopping e, às vezes, chega a perder espaço na cama. “Elas deitam na minha cama, veem novela da Record e descem. O pior é quando resolvem não sair, aí nem eu tiro. Um dia dormi no chão, ninguém da minha casa conseguiu tirar ela da cama”, lembra.

 

Situações mais “difíceis” como essa podem acontecer também nos passeios pelo Centro, afinal, conforme lembra Mônica, mesmo sendo animais muito dóceis, as cobras tem momentos mais delicados: “São mansas, mas são imprevisíveis. Tem época que querem cruzar, outras querem mais sossego, outra hora simplesmente não foram com a cara da pessoa…”.

 

Nessas horas, ninguém se atreve a tentar uma aproximação, nem mesmo os familiares que moram com os bichos.

 

 

Belo-horizontina cria cobras há 11 anos.

 

 

“São dóceis demais, mas não pode abusar, até porque bondade tem limites, né? Até um cachorro mais manso um dia morde os outros. Aqui em casa ninguém põe a mão, só eu que sou doidona mesmo”, conta Mônica, que, mesmo sendo mais corajosa, nem sempre consegue escapar das picadas.

 

 

‘São a vida dela’


Das cinco cobras que vivem com a mulher, três foram compradas no Jiboias Brasil, o maior criadouro legalizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis), que fica em Betim, na região metropolitana de BH. Atualmente, o criadouro têm aproximadamente 600 jiboias de espécies variadas.

 

Tiago Lima, biólogo do Jiboias Brasil, ainda tem contato com Mônica e conta que as cobras foram uma grande ajuda na vida da mulher.

 

“Ela teve um problema de saúde há um tempo que a afetou bastante. Hoje, o benefício que os animais trazem pra ela eu acho algo fora do comum. As cobras hoje são a vida dela. Ela vivem em prol de cuidar das cobras”, contou ao BHAZ.

 

Ele explica ainda que, ao que tudo indica, os animas estão muito bem cuidados: “A gente tem contato, ela está sempre mandando mensagem. Um dos fatores que a gente pode avaliar é como os animais crescem. Comparando até com animais que a gente mantém, os dela cresceram até mais. São sempre muito mansos e se desenvolveram muito bem pro período que ela cria”.

 

 

‘Amor não escolhe’


Sobre o medo que muitas pessoas têm ao ver cobras de estimação, ele tranquiliza: “Não tem risco nenhum, elas são criadas e vendidas como animal de estimação mesmo. Eu gosto muito de comparar como se fosse um estilo musical. Tem pessoas que gostam de funk e tem pessoas que gostam de ouvir música clássica e aquilo faz bem para elas independente do ritmo. Amor a gente não escolhe, né?”.

 

 

Serpente ocupa cama e deixa Mônica sem lugar para dormir.

 

 

E ao que tudo indica, o amor só aumenta. Mesmo já vivendo com cinco cobras, Mônica conta que ainda pretende arrumar um espacinho para mais uma: “Ano que vem vou comprar outra, de uma outra espécie. É linda, linda, mas preciso estudar sobre ela primeiro”.

 

 

Assista ao vídeo:

 

 

Quem é a mulher que leva serpentes para passear?


 


De vez em quando, uma cobra que vive com a dona se cansa de andar apenas no carrinho de bebê. Nesses momentos, a mulher deixa que o animal dê uma voltinha em praças e canteiros da cidade.


 


Um vídeo publicado nas redes sociais, e que viralizou nesta semana, registrou um destes passeios da jiboia.


 


Nas imagens, uma senhora aparece tirando a jiboia de dentro de uma bolsa. Em seguida, ela deixa a cobra na grama, entre as ruas Rio de Janeiro e dos Tupis, no Centro, e fica por perto observando o bicho.


 


 



Cobra dentro de carrinho de bebê, em Belo Horizonte.


 


 


Se você é de Belo Horizonte, provavelmente já viu ou ouviu relatos sobre uma mulher que anda pelas ruas do Centro com suas cobras de estimação. Ela já é quase um patrimônio cultural da cidade e a cena das cobras “passeando” dentro de um carrinho de bebê é comum para quem frequenta a região do Mercado Central.


 


Nas redes sociais, a mesma coisa: de tempos em tempos, viralizam vídeos dos pets peculiares. O que quase ninguém sabe é quem é a dona dos bichos – mas o BHAZ descobriu.


 


Mônica Cunha, a mulher que intriga belo-horizontinos por onde passa, tem 60 anos e é dona de mais cobras do que a maioria das pessoas imagina.


 


Ela vive com cinco animais ao todo – e os nomes são um melhor do que o outro: Tiopatinhas, Lumbriga, Leiditripinha, Tomasturbano e Coronavírus. Ela comprou o primeiro animal de um criadouro há 11 anos e elas são suas grandes companheiras desde então.


 


“Moro com a minha família, mas perdi meu pai, meu irmão, meu avô e minha mãe e as cobras estavam comigo no velório”, contou.


 


Mônica explica ainda que, em casa, a convivência dos pets com a família – o filho, a nora, o irmão e o neto – é tranquila: “Ficam todas soltas pela casa. Todos gostam e acostumaram. Todos trancados na mesma casa e elas soltas, cada um respeitando o espaço do outro”.


 


 



Mulher leva cobra para passear no Centro de Belo Horizonte.


 


 


Cobras noveleiras



Em poucos minutos de conversa, foram várias histórias inusitadas sobre a convivência com os bichos.


 


Mônica conta que faz acessórios como gorrinhos de Natal, que leva as cobras para lanchar no shopping e, às vezes, chega a perder espaço na cama. “Elas deitam na minha cama, veem novela da Record e descem. O pior é quando resolvem não sair, aí nem eu tiro. Um dia dormi no chão, ninguém da minha casa conseguiu tirar ela da cama”, lembra.


 


Situações mais “difíceis” como essa podem acontecer também nos passeios pelo Centro, afinal, conforme lembra Mônica, mesmo sendo animais muito dóceis, as cobras tem momentos mais delicados: “São mansas, mas são imprevisíveis. Tem época que querem cruzar, outras querem mais sossego, outra hora simplesmente não foram com a cara da pessoa…”.


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Nessas horas, ninguém se atreve a tentar uma aproximação, nem mesmo os familiares que moram com os bichos.


 


 



Belo-horizontina cria cobras há 11 anos.


 


 


“São dóceis demais, mas não pode abusar, até porque bondade tem limites, né? Até um cachorro mais manso um dia morde os outros. Aqui em casa ninguém põe a mão, só eu que sou doidona mesmo”, conta Mônica, que, mesmo sendo mais corajosa, nem sempre consegue escapar das picadas.


 


 


‘São a vida dela’



Das cinco cobras que vivem com a mulher, três foram compradas no Jiboias Brasil, o maior criadouro legalizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis), que fica em Betim, na região metropolitana de BH. Atualmente, o criadouro têm aproximadamente 600 jiboias de espécies variadas.


 


Tiago Lima, biólogo do Jiboias Brasil, ainda tem contato com Mônica e conta que as cobras foram uma grande ajuda na vida da mulher.


 


“Ela teve um problema de saúde há um tempo que a afetou bastante. Hoje, o benefício que os animais trazem pra ela eu acho algo fora do comum. As cobras hoje são a vida dela. Ela vivem em prol de cuidar das cobras”, contou ao BHAZ.


 


Ele explica ainda que, ao que tudo indica, os animas estão muito bem cuidados: “A gente tem contato, ela está sempre mandando mensagem. Um dos fatores que a gente pode avaliar é como os animais crescem. Comparando até com animais que a gente mantém, os dela cresceram até mais. São sempre muito mansos e se desenvolveram muito bem pro período que ela cria”.


 


 


‘Amor não escolhe’



Sobre o medo que muitas pessoas têm ao ver cobras de estimação, ele tranquiliza: “Não tem risco nenhum, elas são criadas e vendidas como animal de estimação mesmo. Eu gosto muito de comparar como se fosse um estilo musical. Tem pessoas que gostam de funk e tem pessoas que gostam de ouvir música clássica e aquilo faz bem para elas independente do ritmo. Amor a gente não escolhe, né?”.


 


 



Serpente ocupa cama e deixa Mônica sem lugar para dormir.


 


 


E ao que tudo indica, o amor só aumenta. Mesmo já vivendo com cinco cobras, Mônica conta que ainda pretende arrumar um espacinho para mais uma: “Ano que vem vou comprar outra, de uma outra espécie. É linda, linda, mas preciso estudar sobre ela primeiro”.


 


 


Assista ao vídeo:


 



 


Quem é a mulher que leva serpentes para passear?



De vez em quando, uma cobra que vive com a dona se cansa de andar apenas no carrinho de bebê. Nesses momentos, a mulher deixa que o animal dê uma voltinha em praças e canteiros da cidade.



Um vídeo publicado nas redes sociais, e que viralizou nesta semana, registrou um destes passeios da jiboia.



Nas imagens, uma senhora aparece tirando a jiboia de dentro de uma bolsa. Em seguida, ela deixa a cobra na grama, entre as ruas Rio de Janeiro e dos Tupis, no Centro, e fica por perto observando o bicho.





Cobra dentro de carrinho de bebê, em Belo Horizonte.



Se você é de Belo Horizonte, provavelmente já viu ou ouviu relatos sobre uma mulher que anda pelas ruas do Centro com suas cobras de estimação. Ela já é quase um patrimônio cultural da cidade e a cena das cobras “passeando” dentro de um carrinho de bebê é comum para quem frequenta a região do Mercado Central.



Nas redes sociais, a mesma coisa: de tempos em tempos, viralizam vídeos dos pets peculiares. O que quase ninguém sabe é quem é a dona dos bichos – mas o BHAZ descobriu.



Mônica Cunha, a mulher que intriga belo-horizontinos por onde passa, tem 60 anos e é dona de mais cobras do que a maioria das pessoas imagina.



Ela vive com cinco animais ao todo – e os nomes são um melhor do que o outro: Tiopatinhas, Lumbriga, Leiditripinha, Tomasturbano e Coronavírus. Ela comprou o primeiro animal de um criadouro há 11 anos e elas são suas grandes companheiras desde então.



“Moro com a minha família, mas perdi meu pai, meu irmão, meu avô e minha mãe e as cobras estavam comigo no velório”, contou.



Mônica explica ainda que, em casa, a convivência dos pets com a família – o filho, a nora, o irmão e o neto – é tranquila: “Ficam todas soltas pela casa. Todos gostam e acostumaram. Todos trancados na mesma casa e elas soltas, cada um respeitando o espaço do outro”.



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Mulher leva cobra para passear no Centro de Belo Horizonte.



Cobras noveleiras




Em poucos minutos de conversa, foram várias histórias inusitadas sobre a convivência com os bichos.



Mônica conta que faz acessórios como gorrinhos de Natal, que leva as cobras para lanchar no shopping e, às vezes, chega a perder espaço na cama. “Elas deitam na minha cama, veem novela da Record e descem. O pior é quando resolvem não sair, aí nem eu tiro. Um dia dormi no chão, ninguém da minha casa conseguiu tirar ela da cama”, lembra.



Situações mais “difíceis” como essa podem acontecer também nos passeios pelo Centro, afinal, conforme lembra Mônica, mesmo sendo animais muito dóceis, as cobras tem momentos mais delicados: “São mansas, mas são imprevisíveis. Tem época que querem cruzar, outras querem mais sossego, outra hora simplesmente não foram com a cara da pessoa…”.



Nessas horas, ninguém se atreve a tentar uma aproximação, nem mesmo os familiares que moram com os bichos.





Belo-horizontina cria cobras há 11 anos.



“São dóceis demais, mas não pode abusar, até porque bondade tem limites, né? Até um cachorro mais manso um dia morde os outros. Aqui em casa ninguém põe a mão, só eu que sou doidona mesmo”, conta Mônica, que, mesmo sendo mais corajosa, nem sempre consegue escapar das picadas.



‘São a vida dela’



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Das cinco cobras que vivem com a mulher, três foram compradas no Jiboias Brasil, o maior criadouro legalizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis), que fica em Betim, na região metropolitana de BH. Atualmente, o criadouro têm aproximadamente 600 jiboias de espécies variadas.



Tiago Lima, biólogo do Jiboias Brasil, ainda tem contato com Mônica e conta que as cobras foram uma grande ajuda na vida da mulher.



“Ela teve um problema de saúde há um tempo que a afetou bastante. Hoje, o benefício que os animais trazem pra ela eu acho algo fora do comum. As cobras hoje são a vida dela. Ela vivem em prol de cuidar das cobras”, contou ao BHAZ.



Ele explica ainda que, ao que tudo indica, os animas estão muito bem cuidados: “A gente tem contato, ela está sempre mandando mensagem. Um dos fatores que a gente pode avaliar é como os animais crescem. Comparando até com animais que a gente mantém, os dela cresceram até mais. São sempre muito mansos e se desenvolveram muito bem pro período que ela cria”.



‘Amor não escolhe’




Sobre o medo que muitas pessoas têm ao ver cobras de estimação, ele tranquiliza: “Não tem risco nenhum, elas são criadas e vendidas como animal de estimação mesmo. Eu gosto muito de comparar como se fosse um estilo musical. Tem pessoas que gostam de funk e tem pessoas que gostam de ouvir música clássica e aquilo faz bem para elas independente do ritmo. Amor a gente não escolhe, né?”.





Serpente ocupa cama e deixa Mônica sem lugar para dormir.



E ao que tudo indica, o amor só aumenta. Mesmo já vivendo com cinco cobras, Mônica conta que ainda pretende arrumar um espacinho para mais uma: “Ano que vem vou comprar outra, de uma outra espécie. É linda, linda, mas preciso estudar sobre ela primeiro”.



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