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Banco Central interrompe ciclo de cortes de juros e mantém Selic a 2%

Publicado por TV Minas em 17/09/2020 às 13h06

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É a primeira vez desde julho de 2019 que o Copom não reduz a taxa básica de juros da economia brasileira; decisão já era esperada por economistas.

 

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, manteve, nesta quarta-feira, 16, a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 2% ao ano, encerrando o movimento de nove cortes seguidos iniciado em julho de 2019, quando a taxa estava em 6,5% ao ano. A redução para o nível mais baixo da história foi anunciado no início de agosto. A decisão do colegiado está em linha com o que era esperado por analistas e economistas do mercado.

 

Além disso, de acordo com as projeções, esse patamar de juros a 2% deve ser mantido pelo Banco Central (BC)  neste ano e no próximo para dar tração à retomada das atividades econômicas no pós-pandemia do novo coronavírus. “É esperado alteração na taxa de juros somente em 2022, em um movimento de normalização gradual, ou seja, com o aumento lento da taxa de juros. Com a economia voltando para a normalidade, esses estímulos serão menos necessários”, afirma o economista Maurício Oreng, superintendente de pesquisas macroeconômicas do Santander.

 

No comunicado divulgado nesta quarta, o colegiado afirma que não pretende fazer novos cortes na Selic, a não ser que as projeções de inflação se aproximem da meta estipulada pelo Banco Central. “O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno.

 

Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva.” Mais para frente, o Copom afirma que adotará uma “prescrição futura” como um instrumento de política monetária adicional.

 

“Nesse sentido, e apesar de uma assimetria em seu balanço de riscos, o Copom não pretende reduzir o grau de estímulo monetário, a menos que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estejam suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária, que atualmente inclui o ano-calendário de 2021 e, em grau menor, o de 2022.”

 

A Selic é a principal ferramenta do BC para manter o controle da inflação, medida oficialmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE. Para este ano, o Banco Central espera inflação de 4%, com margem para variar no intervalo entre 2,5% e 5,5%. Em agosto, o IPCA acumulava 2,4% nos últimos 12 meses – ainda abaixo do piso da meta –, pressionado principalmente pela variação dos preços dos combustíveis e dos alimentos.

 

Já outro indicador de inflação, o Índice Geral de Preços (IGP-M), calculado pela FGV, que considera na sua composição o impacto da alta nos preços do atacado – e não somente os preços ao consumidor, como o IPCA – somou alta de 13% nos últimos 12 meses. Apesar do aumento dos indicadores mostrarem guinada mais acentuada no último trimestre, simbolizado pela disparada do arroz, os economistas avaliam que o fenômeno não irá impactar na política monetária do Banco Central. “Foi uma pressão nos preços sazonal e transitória, que não vai superar o piso da meta.

 

É preciso fazer o balanço dos riscos. Houve esse aumento dos preços dos produtos agrícolas, mas é algo que não há muito o que se fazer”, afirma Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos (Acrefi). A mesma opinião é compartilhada por Oreng, que vê no aumento do valor dos alimentos um fator isolado e sem influência em outros produtos. “Tivemos o ajuste de preço relativo de alguns itens por mudança temporárias no perfil de consumo e por questões externas. Inflação é o aumento generalizado em todos os preços, e não vimos isso.”

 

A taxa Selic também incide diretamente no ritmo de consumo dos brasileiros. Com juros mais baixos, o dinheiro fica mais acessível e mantém a economia aquecida. A redução das atividades já era observada desde os últimos anos com a saída lenta do país da crise iniciada no segundo semestre de 2014, o que motivou os sucessivos cortes na Selic mesmo antes da pandemia.

 

Com as medidas de isolamento social impostas pelo novo coronavírus, o consumo ficou ainda mais avariado, porém já apresenta sinais de retomada em alguns setores. Em julho, as vendas no varejo cresceram 5,2% ante o mês anterior, e nos últimos três meses acumulam alta de 8,7%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Já o setor de serviços — o maior empregador do país e responsável por 70% do Produto Interno Bruto (PIB) —, apresentou alta de 2,6% em julho, o segundo mês consecutivo de resultados positivos.

 

“A redução da Selic teve efeito direto na economia, mas é difícil medir quanto. Juros menores darão tração maior quando a recuperação começar. Mudou algo nos últimos meses, mas tende a alterar ainda mais no processo de retomada das atividades e dar sustentação para a demanda no pós-pandemia”, afirma Oreng.

 

 

O que é Copom

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) é um órgão constituído em 1996 no âmbito do Banco Central do Brasil com as finalidades de estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa básica de juros da economia brasileira. Tem, ainda, a competência específica de regular a liquidez da economia, por meio dos instrumentos de política monetária. O Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do colegiado, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

 

 

O que é Selic

 

A Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Os juros são usados pelo Banco Central como uma ferramenta para tentar controlar a inflação, pois a alta ou a queda dos juros influencia o consumo das famílias e a tomada de crédito no país. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a cair. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo. A Selic tem influência em todas as taxas de juros do país, como a dos empréstimos, financiamentos e das aplicações financeiras.

 

Quando o BC altera a meta da Selic para baixo, a rentabilidade dos títulos atrelados a ela cai e, com isso, o custo dos bancos também diminui. Assim, uma redução da Selic, por exemplo, deve fazer com que os juros cobrados pelas instituições financeiras em empréstimos também caiam. O contrário ocorre quando a Selic sobe: o custo dos bancos aumenta e eles passam a cobrar mais pelos empréstimos.

É a primeira vez desde julho de 2019 que o Copom não reduz a taxa básica de juros da economia brasileira; decisão já era esperada por economistas.


 


O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, manteve, nesta quarta-feira, 16, a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 2% ao ano, encerrando o movimento de nove cortes seguidos iniciado em julho de 2019, quando a taxa estava em 6,5% ao ano. A redução para o nível mais baixo da história foi anunciado no início de agosto. A decisão do colegiado está em linha com o que era esperado por analistas e economistas do mercado.


 


Além disso, de acordo com as projeções, esse patamar de juros a 2% deve ser mantido pelo Banco Central (BC)  neste ano e no próximo para dar tração à retomada das atividades econômicas no pós-pandemia do novo coronavírus. “É esperado alteração na taxa de juros somente em 2022, em um movimento de normalização gradual, ou seja, com o aumento lento da taxa de juros. Com a economia voltando para a normalidade, esses estímulos serão menos necessários”, afirma o economista Maurício Oreng, superintendente de pesquisas macroeconômicas do Santander.


 


No comunicado divulgado nesta quarta, o colegiado afirma que não pretende fazer novos cortes na Selic, a não ser que as projeções de inflação se aproximem da meta estipulada pelo Banco Central. “O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno.


 


Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva.” Mais para frente, o Copom afirma que adotará uma “prescrição futura” como um instrumento de política monetária adicional.


 


“Nesse sentido, e apesar de uma assimetria em seu balanço de riscos, o Copom não pretende reduzir o grau de estímulo monetário, a menos que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estejam suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária, que atualmente inclui o ano-calendário de 2021 e, em grau menor, o de 2022.”


 


A Selic é a principal ferramenta do BC para manter o controle da inflação, medida oficialmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE. Para este ano, o Banco Central espera inflação de 4%, com margem para variar no intervalo entre 2,5% e 5,5%. Em agosto, o IPCA acumulava 2,4% nos últimos 12 meses – ainda abaixo do piso da meta –, pressionado principalmente pela variação dos preços dos combustíveis e dos alimentos.


 


Já outro indicador de inflação, o Índice Geral de Preços (IGP-M), calculado pela FGV, que considera na sua composição o impacto da alta nos preços do atacado – e não somente os preços ao consumidor, como o IPCA – somou alta de 13% nos últimos 12 meses. Apesar do aumento dos indicadores mostrarem guinada mais acentuada no último trimestre, simbolizado pela disparada do arroz, os economistas avaliam que o fenômeno não irá impactar na política monetária do Banco Central. “Foi uma pressão nos preços sazonal e transitória, que não vai superar o piso da meta.


 


É preciso fazer o balanço dos riscos. Houve esse aumento dos preços dos produtos agrícolas, mas é algo que não há muito o que se fazer”, afirma Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos (Acrefi). A mesma opinião é compartilhada por Oreng, que vê no aumento do valor dos alimentos um fator isolado e sem influência em outros produtos. “Tivemos o ajuste de preço relativo de alguns itens por mudança temporárias no perfil de consumo e por questões externas. Inflação é o aumento generalizado em todos os preços, e não vimos isso.”


PATROCINADORES

 


A taxa Selic também incide diretamente no ritmo de consumo dos brasileiros. Com juros mais baixos, o dinheiro fica mais acessível e mantém a economia aquecida. A redução das atividades já era observada desde os últimos anos com a saída lenta do país da crise iniciada no segundo semestre de 2014, o que motivou os sucessivos cortes na Selic mesmo antes da pandemia.


 


Com as medidas de isolamento social impostas pelo novo coronavírus, o consumo ficou ainda mais avariado, porém já apresenta sinais de retomada em alguns setores. Em julho, as vendas no varejo cresceram 5,2% ante o mês anterior, e nos últimos três meses acumulam alta de 8,7%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Já o setor de serviços — o maior empregador do país e responsável por 70% do Produto Interno Bruto (PIB) —, apresentou alta de 2,6% em julho, o segundo mês consecutivo de resultados positivos.


 


“A redução da Selic teve efeito direto na economia, mas é difícil medir quanto. Juros menores darão tração maior quando a recuperação começar. Mudou algo nos últimos meses, mas tende a alterar ainda mais no processo de retomada das atividades e dar sustentação para a demanda no pós-pandemia”, afirma Oreng.


 


 


O que é Copom


 


O Comitê de Política Monetária (Copom) é um órgão constituído em 1996 no âmbito do Banco Central do Brasil com as finalidades de estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa básica de juros da economia brasileira. Tem, ainda, a competência específica de regular a liquidez da economia, por meio dos instrumentos de política monetária. O Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do colegiado, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.


 


 


O que é Selic


 


A Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Os juros são usados pelo Banco Central como uma ferramenta para tentar controlar a inflação, pois a alta ou a queda dos juros influencia o consumo das famílias e a tomada de crédito no país. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a cair. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo. A Selic tem influência em todas as taxas de juros do país, como a dos empréstimos, financiamentos e das aplicações financeiras.


 


Quando o BC altera a meta da Selic para baixo, a rentabilidade dos títulos atrelados a ela cai e, com isso, o custo dos bancos também diminui. Assim, uma redução da Selic, por exemplo, deve fazer com que os juros cobrados pelas instituições financeiras em empréstimos também caiam. O contrário ocorre quando a Selic sobe: o custo dos bancos aumenta e eles passam a cobrar mais pelos empréstimos.


É a primeira vez desde julho de 2019 que o Copom não reduz a taxa básica de juros da economia brasileira; decisão já era esperada por economistas.



O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, manteve, nesta quarta-feira, 16, a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 2% ao ano, encerrando o movimento de nove cortes seguidos iniciado em julho de 2019, quando a taxa estava em 6,5% ao ano. A redução para o nível mais baixo da história foi anunciado no início de agosto. A decisão do colegiado está em linha com o que era esperado por analistas e economistas do mercado.



Além disso, de acordo com as projeções, esse patamar de juros a 2% deve ser mantido pelo Banco Central (BC)  neste ano e no próximo para dar tração à retomada das atividades econômicas no pós-pandemia do novo coronavírus. “É esperado alteração na taxa de juros somente em 2022, em um movimento de normalização gradual, ou seja, com o aumento lento da taxa de juros. Com a economia voltando para a normalidade, esses estímulos serão menos necessários”, afirma o economista Maurício Oreng, superintendente de pesquisas macroeconômicas do Santander.



No comunicado divulgado nesta quarta, o colegiado afirma que não pretende fazer novos cortes na Selic, a não ser que as projeções de inflação se aproximem da meta estipulada pelo Banco Central. “O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno.



Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva.” Mais para frente, o Copom afirma que adotará uma “prescrição futura” como um instrumento de política monetária adicional.



“Nesse sentido, e apesar de uma assimetria em seu balanço de riscos, o Copom não pretende reduzir o grau de estímulo monetário, a menos que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estejam suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária, que atualmente inclui o ano-calendário de 2021 e, em grau menor, o de 2022.”



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A Selic é a principal ferramenta do BC para manter o controle da inflação, medida oficialmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE. Para este ano, o Banco Central espera inflação de 4%, com margem para variar no intervalo entre 2,5% e 5,5%. Em agosto, o IPCA acumulava 2,4% nos últimos 12 meses – ainda abaixo do piso da meta –, pressionado principalmente pela variação dos preços dos combustíveis e dos alimentos.



Já outro indicador de inflação, o Índice Geral de Preços (IGP-M), calculado pela FGV, que considera na sua composição o impacto da alta nos preços do atacado – e não somente os preços ao consumidor, como o IPCA – somou alta de 13% nos últimos 12 meses. Apesar do aumento dos indicadores mostrarem guinada mais acentuada no último trimestre, simbolizado pela disparada do arroz, os economistas avaliam que o fenômeno não irá impactar na política monetária do Banco Central. “Foi uma pressão nos preços sazonal e transitória, que não vai superar o piso da meta.



É preciso fazer o balanço dos riscos. Houve esse aumento dos preços dos produtos agrícolas, mas é algo que não há muito o que se fazer”, afirma Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos (Acrefi). A mesma opinião é compartilhada por Oreng, que vê no aumento do valor dos alimentos um fator isolado e sem influência em outros produtos. “Tivemos o ajuste de preço relativo de alguns itens por mudança temporárias no perfil de consumo e por questões externas. Inflação é o aumento generalizado em todos os preços, e não vimos isso.”



A taxa Selic também incide diretamente no ritmo de consumo dos brasileiros. Com juros mais baixos, o dinheiro fica mais acessível e mantém a economia aquecida. A redução das atividades já era observada desde os últimos anos com a saída lenta do país da crise iniciada no segundo semestre de 2014, o que motivou os sucessivos cortes na Selic mesmo antes da pandemia.



Com as medidas de isolamento social impostas pelo novo coronavírus, o consumo ficou ainda mais avariado, porém já apresenta sinais de retomada em alguns setores. Em julho, as vendas no varejo cresceram 5,2% ante o mês anterior, e nos últimos três meses acumulam alta de 8,7%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Já o setor de serviços — o maior empregador do país e responsável por 70% do Produto Interno Bruto (PIB) —, apresentou alta de 2,6% em julho, o segundo mês consecutivo de resultados positivos.



PATROCINADORES

“A redução da Selic teve efeito direto na economia, mas é difícil medir quanto. Juros menores darão tração maior quando a recuperação começar. Mudou algo nos últimos meses, mas tende a alterar ainda mais no processo de retomada das atividades e dar sustentação para a demanda no pós-pandemia”, afirma Oreng.



O que é Copom



O Comitê de Política Monetária (Copom) é um órgão constituído em 1996 no âmbito do Banco Central do Brasil com as finalidades de estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa básica de juros da economia brasileira. Tem, ainda, a competência específica de regular a liquidez da economia, por meio dos instrumentos de política monetária. O Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do colegiado, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.



O que é Selic



A Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Os juros são usados pelo Banco Central como uma ferramenta para tentar controlar a inflação, pois a alta ou a queda dos juros influencia o consumo das famílias e a tomada de crédito no país. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a cair. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo. A Selic tem influência em todas as taxas de juros do país, como a dos empréstimos, financiamentos e das aplicações financeiras.



Quando o BC altera a meta da Selic para baixo, a rentabilidade dos títulos atrelados a ela cai e, com isso, o custo dos bancos também diminui. Assim, uma redução da Selic, por exemplo, deve fazer com que os juros cobrados pelas instituições financeiras em empréstimos também caiam. O contrário ocorre quando a Selic sobe: o custo dos bancos aumenta e eles passam a cobrar mais pelos empréstimos.



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