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França se opõe a acordo UE-Mercosul e impõe condições. Veja quais são

Publicado por TV Minas em 20/09/2020 às 15h37 - Atualizado às 12h38

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Após relatório apontar que desmatamento pode avançar com início da parceria, primeiro-ministro francês criticou proposta.

 

O governo francês se posicionou contra o acordo entre Mercosul e União Europeia. Após receber relatório de um comitê de especialistas independentes, alertando para os riscos ambientais que a entrada em vigor do acordo acarretaria,  o primeiro-ministro francês, Jean Castex, se posicionou contra  a concretização da proposta e reforçou que o governo tem "exigências" para a continuidade das negociações.

 

"O desmatamento ameaça a biodiversidade e desregula o clima. O relatório apresentado reforça a posição da França de se opor ao acordo UE-Mercosul, assim como está. Esta decisão é coerente em relação ao engajamento francês e europeu nas causas do meio ambiente", escreveu Castex, em suas redes sociais.

 

A primeira condição imposta pelo governo francês é  o cumprimento do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas. O país também exige que as importações para o bloco dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai) respeitem as normas sanitárias e ambientais europeias.

 

O premier francês lamentou que o projeto do acordo não contém "nenhum dispositivo que permita disciplinar as práticas" dos países do Mercosul de combate ao desmatamento. Paris também afirmou que "isso é o principal ponto que falta neste acordo e o principal motivo pelo qual, no estado atual, as autoridades francesas se opõem ao projeto".

 

Além disso, a França rejeita "a falta de ambição" do texto atual, no que se refere a questões ambientais.

 

Na quarta-feira, mais de 30 ONGs, incluindo o Greenpeace França, exigiram em carta aberta a Macron que ele "enterre definitivamente" o acordo UE-Mercosul, cujo impacto sobre florestas, clima e direitos humanos seria, segundo elas, "desastroso".

 

Em encontro com empresários do setor agrário, o presidente Jair Bolsonaro rebateu as afirmações dos ambientalistas:

 

"Os outros países que nos criticam não têm problemas de queimada porque já queimaram tudo nos seus países", reagiu.

 

O relatório de especialistas franceses mostra que o desmatamento nos países do Mercosul pode crescer 5% ao ano nos primeiros seis anos de vigência da parceria com a UE, o que representa um total de 70 mil hectares.Isso significa que o custo ambiental, medido a partir das emissões suplementares de CO², de US$ 250 por tonelada, supera em muito os benefícios econômicos.

 

A comissão baseia seus cálculos no desflorestamento provocado, principalmente, pela criação de pastos para ampliar a produção de carne nos quatro países do Mercosul.

 

Esse cálculo, no entanto, não é consenso. Alguns consideram que o custo ambiental é subestimado, porque não foram levados em conta outros vetores do desmatamento, como as culturas de soja e milho ou a criação de aves.

Após relatório apontar que desmatamento pode avançar com início da parceria, primeiro-ministro francês criticou proposta.


 


O governo francês se posicionou contra o acordo entre Mercosul e União Europeia. Após receber relatório de um comitê de especialistas independentes, alertando para os riscos ambientais que a entrada em vigor do acordo acarretaria,  o primeiro-ministro francês, Jean Castex, se posicionou contra  a concretização da proposta e reforçou que o governo tem "exigências" para a continuidade das negociações.


 


"O desmatamento ameaça a biodiversidade e desregula o clima. O relatório apresentado reforça a posição da França de se opor ao acordo UE-Mercosul, assim como está. Esta decisão é coerente em relação ao engajamento francês e europeu nas causas do meio ambiente", escreveu Castex, em suas redes sociais.


 


A primeira condição imposta pelo governo francês é  o cumprimento do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas. O país também exige que as importações para o bloco dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai) respeitem as normas sanitárias e ambientais europeias.


 


O premier francês lamentou que o projeto do acordo não contém "nenhum dispositivo que permita disciplinar as práticas" dos países do Mercosul de combate ao desmatamento. Paris também afirmou que "isso é o principal ponto que falta neste acordo e o principal motivo pelo qual, no estado atual, as autoridades francesas se opõem ao projeto".


 


Além disso, a França rejeita "a falta de ambição" do texto atual, no que se refere a questões ambientais.


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Na quarta-feira, mais de 30 ONGs, incluindo o Greenpeace França, exigiram em carta aberta a Macron que ele "enterre definitivamente" o acordo UE-Mercosul, cujo impacto sobre florestas, clima e direitos humanos seria, segundo elas, "desastroso".


 


Em encontro com empresários do setor agrário, o presidente Jair Bolsonaro rebateu as afirmações dos ambientalistas:


 


"Os outros países que nos criticam não têm problemas de queimada porque já queimaram tudo nos seus países", reagiu.


 


O relatório de especialistas franceses mostra que o desmatamento nos países do Mercosul pode crescer 5% ao ano nos primeiros seis anos de vigência da parceria com a UE, o que representa um total de 70 mil hectares.Isso significa que o custo ambiental, medido a partir das emissões suplementares de CO², de US$ 250 por tonelada, supera em muito os benefícios econômicos.


 


A comissão baseia seus cálculos no desflorestamento provocado, principalmente, pela criação de pastos para ampliar a produção de carne nos quatro países do Mercosul.


 


Esse cálculo, no entanto, não é consenso. Alguns consideram que o custo ambiental é subestimado, porque não foram levados em conta outros vetores do desmatamento, como as culturas de soja e milho ou a criação de aves.


Após relatório apontar que desmatamento pode avançar com início da parceria, primeiro-ministro francês criticou proposta.



O governo francês se posicionou contra o acordo entre Mercosul e União Europeia. Após receber relatório de um comitê de especialistas independentes, alertando para os riscos ambientais que a entrada em vigor do acordo acarretaria,  o primeiro-ministro francês, Jean Castex, se posicionou contra  a concretização da proposta e reforçou que o governo tem "exigências" para a continuidade das negociações.



"O desmatamento ameaça a biodiversidade e desregula o clima. O relatório apresentado reforça a posição da França de se opor ao acordo UE-Mercosul, assim como está. Esta decisão é coerente em relação ao engajamento francês e europeu nas causas do meio ambiente", escreveu Castex, em suas redes sociais.



A primeira condição imposta pelo governo francês é  o cumprimento do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas. O país também exige que as importações para o bloco dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai) respeitem as normas sanitárias e ambientais europeias.



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O premier francês lamentou que o projeto do acordo não contém "nenhum dispositivo que permita disciplinar as práticas" dos países do Mercosul de combate ao desmatamento. Paris também afirmou que "isso é o principal ponto que falta neste acordo e o principal motivo pelo qual, no estado atual, as autoridades francesas se opõem ao projeto".



Além disso, a França rejeita "a falta de ambição" do texto atual, no que se refere a questões ambientais.



Na quarta-feira, mais de 30 ONGs, incluindo o Greenpeace França, exigiram em carta aberta a Macron que ele "enterre definitivamente" o acordo UE-Mercosul, cujo impacto sobre florestas, clima e direitos humanos seria, segundo elas, "desastroso".



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Em encontro com empresários do setor agrário, o presidente Jair Bolsonaro rebateu as afirmações dos ambientalistas:



"Os outros países que nos criticam não têm problemas de queimada porque já queimaram tudo nos seus países", reagiu.



O relatório de especialistas franceses mostra que o desmatamento nos países do Mercosul pode crescer 5% ao ano nos primeiros seis anos de vigência da parceria com a UE, o que representa um total de 70 mil hectares.Isso significa que o custo ambiental, medido a partir das emissões suplementares de CO², de US$ 250 por tonelada, supera em muito os benefícios econômicos.



A comissão baseia seus cálculos no desflorestamento provocado, principalmente, pela criação de pastos para ampliar a produção de carne nos quatro países do Mercosul.



Esse cálculo, no entanto, não é consenso. Alguns consideram que o custo ambiental é subestimado, porque não foram levados em conta outros vetores do desmatamento, como as culturas de soja e milho ou a criação de aves.



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