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Osho Rachana: comunidade alternativa com 108 pessoas que se isolou na pandemia

Publicado por TV Minas em 21/09/2020 às 14h19

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Grupo está há seis meses confinado em sítio no município gaúcho de Viamão e só vai retomar o convívio social quando houver vacina; até lá, rotina é de meditação, atividades físicas e mutirões de trabalho.

 

Os 108 moradores da comunidade Osho Rachana, localizada na área rural do município gaúcho de Viamão, completaram seis meses de isolamento quase total. Não fosse uma ou outra saída quando imprescindível, o contato com o mundo exterior seria nulo. Eles só deixam o sítio de 42 hectares onde vivem com rotinas de meditação, atividades físicas e discussões sexuais, para comprar comida - mas apenas o que não é produzido no local - ou em casos realmente necessários.

 

Desde 19 de março, o grupo não recebe visitantes em função da pandemia. Essa é a primeira vez que a comunidade, inspirada em comunas autossuficientes idealizadas pelo líder espiritual Osho (o "guru do sexo"), fecha suas portas. E a previsão para reabrir já foi definida: somente quando houver a vacina contra Covid-19.

 

"Só vamos sair dessa posição quando tiver a vacina. Sou do grupo de risco e tem mais gente que também é. Temos crianças aqui. E muitas estão morrendo e tendo sequelas. Sabe o que é perder um filho ou um neto? Acaba a vida. Nós não queremos correr esse risco", afirmou Prem Milan, coordenador-geral da comunidade.

 

Pensando na imunidade, os moradores ingerem diariamente vitaminas C e D e fazem uso de homeopatia gripal. O ozônio, mesmo sem eficácia comprovada contra coronavírus, é substância contumaz em seus hábitos, seja com a água ozonizada ou como desinfetante, principalmente quando alguém precisa ir a outro lugar.

 

Sair do sítio, no entanto, é exceção. Se alguém quisesse continuar trabalhando fora, teria de ficar em uma ala separada. Ninguém se dispôs. Quem não pôde se adaptar ao home office pediu demissão. A maioria se deslocava até o centro da capital Porto Alegre, a cerca de 35 km, em esquemas de carona até o trabalho. Agora, dedicam mais horas aos serviços domésticos, organizados em mutirões.

 

Até a pandemia, cada morador tinha o dever de cumprir quatro horas de trabalho na comunidade. Mas desde a chegada do coronavírus, essa carga horária passou a ser diária. Médico, terapeuta, professor, agrônomo, biólogo ou jornalista, todos ajudam em tarefas que vão de plantação a pintura.

 

O grupo também tem sessões periódicas de meditação, pratica exercícios físicos diariamente e promove assembleias e debates sem pudores. No sítio, usufruem de sauna, ofurô, campos de futebol, piscina e muito espaço. Para viver nesse modelo, é preciso se adequar às regras.

 

A comunidade só aceita pessoas que já tenham tido contato com meditação ou atividades terapêuticas. Casais, em hipótese alguma, moram juntos. Eles estão distribuídos em duas residências maiores -- uma com 35 pessoas e a outra com 24 -- e 12 casas menores, priorizadas a famílias com filhos. Ao todo, 11 crianças vivem no local. Na pandemia, elas têm aulas bem diferentes da educação formal, em meio à natureza e aplicando o conhecimento na prática, embora frequentem a escola em situações normais.

 

 

Meditação é obrigação na comunidade Osho Rachana.

 

"Aqui, a gente só come comida sem veneno. Mais da metade é produção nossa, alimento orgânico, ovos de galinhas. Também não aceitamos usuários de drogas, só se estiver limpo há dois anos pelo menos. Não temos critérios discriminatórios quanto a raça, sexualidade. O que temos são regras. Se eu quero fazer uma associação, por que não posso elaborá-las?", disse Milan.

 

O modelo se baseou na comunidade Humaniversity, situada na Holanda. Com o tempo, no entanto, a Osho Rachana foi ganhando uma cara mais brasileira, menos rígida. A experiência europeia apregoava uma rotina estrita de trabalho e concedia privilégios conforme uma hierarquia estabelecida. Por aqui, o lema é "trabalha para viver, não viver para trabalhar".

 

A comunidade gaúcha começou em 2004 com 18 pessoas. Em 15 anos, esse número sextuplicou. O que não mudou desde então é a filosofia básica, preconizada pelo líder indiano Osho, e resumida em três palavras: viver, amar e transar.

 

"Se você não transa, você é questionado. Para nós, é fundamental ter uma vida sexual saudável. Um grande perturbador das pessoas é essa frustração sexual. Isso leva a inveja, raiva, destruição. Não obrigamos ninguém a transar, mas questionamos quem não tem parceiro", disse Milan. "Não temos amor escravo. Somos pessoas livres, não reprimidas ou bagaceiras. Todos os relacionamentos aqui duram mais do que na sociedade".

 

É justamente para preservar esse estilo de vida que os moradores têm se precavido. A cada mês, pelo menos cinco pessoas fazem os testes de Covid-19. Todos deram negativo até agora.

 

"Nós levamos muito a sério essa doença. Não queremos ficar doente e não vamos ficar", afirmou Prem Milan. "Vamos tirar um ano das nossas vidas. Nunca mais vamos ter essa oportunidade. Como é viver 24 horas por dia numa bolha?".

 

 

Grupo realiza diariamente atividades físicas e culturais.

Grupo está há seis meses confinado em sítio no município gaúcho de Viamão e só vai retomar o convívio social quando houver vacina; até lá, rotina é de meditação, atividades físicas e mutirões de trabalho.


 


Os 108 moradores da comunidade Osho Rachana, localizada na área rural do município gaúcho de Viamão, completaram seis meses de isolamento quase total. Não fosse uma ou outra saída quando imprescindível, o contato com o mundo exterior seria nulo. Eles só deixam o sítio de 42 hectares onde vivem com rotinas de meditação, atividades físicas e discussões sexuais, para comprar comida - mas apenas o que não é produzido no local - ou em casos realmente necessários.


 


Desde 19 de março, o grupo não recebe visitantes em função da pandemia. Essa é a primeira vez que a comunidade, inspirada em comunas autossuficientes idealizadas pelo líder espiritual Osho (o "guru do sexo"), fecha suas portas. E a previsão para reabrir já foi definida: somente quando houver a vacina contra Covid-19.


 


"Só vamos sair dessa posição quando tiver a vacina. Sou do grupo de risco e tem mais gente que também é. Temos crianças aqui. E muitas estão morrendo e tendo sequelas. Sabe o que é perder um filho ou um neto? Acaba a vida. Nós não queremos correr esse risco", afirmou Prem Milan, coordenador-geral da comunidade.


 


Pensando na imunidade, os moradores ingerem diariamente vitaminas C e D e fazem uso de homeopatia gripal. O ozônio, mesmo sem eficácia comprovada contra coronavírus, é substância contumaz em seus hábitos, seja com a água ozonizada ou como desinfetante, principalmente quando alguém precisa ir a outro lugar.


 


Sair do sítio, no entanto, é exceção. Se alguém quisesse continuar trabalhando fora, teria de ficar em uma ala separada. Ninguém se dispôs. Quem não pôde se adaptar ao home office pediu demissão. A maioria se deslocava até o centro da capital Porto Alegre, a cerca de 35 km, em esquemas de carona até o trabalho. Agora, dedicam mais horas aos serviços domésticos, organizados em mutirões.


 


Até a pandemia, cada morador tinha o dever de cumprir quatro horas de trabalho na comunidade. Mas desde a chegada do coronavírus, essa carga horária passou a ser diária. Médico, terapeuta, professor, agrônomo, biólogo ou jornalista, todos ajudam em tarefas que vão de plantação a pintura.


 


O grupo também tem sessões periódicas de meditação, pratica exercícios físicos diariamente e promove assembleias e debates sem pudores. No sítio, usufruem de sauna, ofurô, campos de futebol, piscina e muito espaço. Para viver nesse modelo, é preciso se adequar às regras.


 


A comunidade só aceita pessoas que já tenham tido contato com meditação ou atividades terapêuticas. Casais, em hipótese alguma, moram juntos. Eles estão distribuídos em duas residências maiores -- uma com 35 pessoas e a outra com 24 -- e 12 casas menores, priorizadas a famílias com filhos. Ao todo, 11 crianças vivem no local. Na pandemia, elas têm aulas bem diferentes da educação formal, em meio à natureza e aplicando o conhecimento na prática, embora frequentem a escola em situações normais.


 


PATROCINADORES

 



Meditação é obrigação na comunidade Osho Rachana.


 


"Aqui, a gente só come comida sem veneno. Mais da metade é produção nossa, alimento orgânico, ovos de galinhas. Também não aceitamos usuários de drogas, só se estiver limpo há dois anos pelo menos. Não temos critérios discriminatórios quanto a raça, sexualidade. O que temos são regras. Se eu quero fazer uma associação, por que não posso elaborá-las?", disse Milan.


 


O modelo se baseou na comunidade Humaniversity, situada na Holanda. Com o tempo, no entanto, a Osho Rachana foi ganhando uma cara mais brasileira, menos rígida. A experiência europeia apregoava uma rotina estrita de trabalho e concedia privilégios conforme uma hierarquia estabelecida. Por aqui, o lema é "trabalha para viver, não viver para trabalhar".


 


A comunidade gaúcha começou em 2004 com 18 pessoas. Em 15 anos, esse número sextuplicou. O que não mudou desde então é a filosofia básica, preconizada pelo líder indiano Osho, e resumida em três palavras: viver, amar e transar.


 


"Se você não transa, você é questionado. Para nós, é fundamental ter uma vida sexual saudável. Um grande perturbador das pessoas é essa frustração sexual. Isso leva a inveja, raiva, destruição. Não obrigamos ninguém a transar, mas questionamos quem não tem parceiro", disse Milan. "Não temos amor escravo. Somos pessoas livres, não reprimidas ou bagaceiras. Todos os relacionamentos aqui duram mais do que na sociedade".


 


É justamente para preservar esse estilo de vida que os moradores têm se precavido. A cada mês, pelo menos cinco pessoas fazem os testes de Covid-19. Todos deram negativo até agora.


 


"Nós levamos muito a sério essa doença. Não queremos ficar doente e não vamos ficar", afirmou Prem Milan. "Vamos tirar um ano das nossas vidas. Nunca mais vamos ter essa oportunidade. Como é viver 24 horas por dia numa bolha?".


 


 



Grupo realiza diariamente atividades físicas e culturais.


Grupo está há seis meses confinado em sítio no município gaúcho de Viamão e só vai retomar o convívio social quando houver vacina; até lá, rotina é de meditação, atividades físicas e mutirões de trabalho.



Os 108 moradores da comunidade Osho Rachana, localizada na área rural do município gaúcho de Viamão, completaram seis meses de isolamento quase total. Não fosse uma ou outra saída quando imprescindível, o contato com o mundo exterior seria nulo. Eles só deixam o sítio de 42 hectares onde vivem com rotinas de meditação, atividades físicas e discussões sexuais, para comprar comida - mas apenas o que não é produzido no local - ou em casos realmente necessários.



Desde 19 de março, o grupo não recebe visitantes em função da pandemia. Essa é a primeira vez que a comunidade, inspirada em comunas autossuficientes idealizadas pelo líder espiritual Osho (o "guru do sexo"), fecha suas portas. E a previsão para reabrir já foi definida: somente quando houver a vacina contra Covid-19.



"Só vamos sair dessa posição quando tiver a vacina. Sou do grupo de risco e tem mais gente que também é. Temos crianças aqui. E muitas estão morrendo e tendo sequelas. Sabe o que é perder um filho ou um neto? Acaba a vida. Nós não queremos correr esse risco", afirmou Prem Milan, coordenador-geral da comunidade.



Pensando na imunidade, os moradores ingerem diariamente vitaminas C e D e fazem uso de homeopatia gripal. O ozônio, mesmo sem eficácia comprovada contra coronavírus, é substância contumaz em seus hábitos, seja com a água ozonizada ou como desinfetante, principalmente quando alguém precisa ir a outro lugar.



Sair do sítio, no entanto, é exceção. Se alguém quisesse continuar trabalhando fora, teria de ficar em uma ala separada. Ninguém se dispôs. Quem não pôde se adaptar ao home office pediu demissão. A maioria se deslocava até o centro da capital Porto Alegre, a cerca de 35 km, em esquemas de carona até o trabalho. Agora, dedicam mais horas aos serviços domésticos, organizados em mutirões.



PATROCINADORES

Até a pandemia, cada morador tinha o dever de cumprir quatro horas de trabalho na comunidade. Mas desde a chegada do coronavírus, essa carga horária passou a ser diária. Médico, terapeuta, professor, agrônomo, biólogo ou jornalista, todos ajudam em tarefas que vão de plantação a pintura.



O grupo também tem sessões periódicas de meditação, pratica exercícios físicos diariamente e promove assembleias e debates sem pudores. No sítio, usufruem de sauna, ofurô, campos de futebol, piscina e muito espaço. Para viver nesse modelo, é preciso se adequar às regras.



A comunidade só aceita pessoas que já tenham tido contato com meditação ou atividades terapêuticas. Casais, em hipótese alguma, moram juntos. Eles estão distribuídos em duas residências maiores -- uma com 35 pessoas e a outra com 24 -- e 12 casas menores, priorizadas a famílias com filhos. Ao todo, 11 crianças vivem no local. Na pandemia, elas têm aulas bem diferentes da educação formal, em meio à natureza e aplicando o conhecimento na prática, embora frequentem a escola em situações normais.





Meditação é obrigação na comunidade Osho Rachana.



"Aqui, a gente só come comida sem veneno. Mais da metade é produção nossa, alimento orgânico, ovos de galinhas. Também não aceitamos usuários de drogas, só se estiver limpo há dois anos pelo menos. Não temos critérios discriminatórios quanto a raça, sexualidade. O que temos são regras. Se eu quero fazer uma associação, por que não posso elaborá-las?", disse Milan.



PATROCINADORES

O modelo se baseou na comunidade Humaniversity, situada na Holanda. Com o tempo, no entanto, a Osho Rachana foi ganhando uma cara mais brasileira, menos rígida. A experiência europeia apregoava uma rotina estrita de trabalho e concedia privilégios conforme uma hierarquia estabelecida. Por aqui, o lema é "trabalha para viver, não viver para trabalhar".



A comunidade gaúcha começou em 2004 com 18 pessoas. Em 15 anos, esse número sextuplicou. O que não mudou desde então é a filosofia básica, preconizada pelo líder indiano Osho, e resumida em três palavras: viver, amar e transar.



"Se você não transa, você é questionado. Para nós, é fundamental ter uma vida sexual saudável. Um grande perturbador das pessoas é essa frustração sexual. Isso leva a inveja, raiva, destruição. Não obrigamos ninguém a transar, mas questionamos quem não tem parceiro", disse Milan. "Não temos amor escravo. Somos pessoas livres, não reprimidas ou bagaceiras. Todos os relacionamentos aqui duram mais do que na sociedade".



É justamente para preservar esse estilo de vida que os moradores têm se precavido. A cada mês, pelo menos cinco pessoas fazem os testes de Covid-19. Todos deram negativo até agora.



"Nós levamos muito a sério essa doença. Não queremos ficar doente e não vamos ficar", afirmou Prem Milan. "Vamos tirar um ano das nossas vidas. Nunca mais vamos ter essa oportunidade. Como é viver 24 horas por dia numa bolha?".





Grupo realiza diariamente atividades físicas e culturais.



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