news:

Notícias

Bebê tem cabeça arrancada durante parto em hospital

Publicado por TV Minas em 19/10/2020 às 18h18

foto_principal.jpg

Familiares dizem que profissionais de saúde forçaram um parto normal, mesmo a mãe tendo indicação de cesariana.

 

Uma família do interior do Pará afirma que um bebê teve a cabeça arrancada na hora do parto, na Santa Casa de Misericórdia, em Belém. O caso foi registrado na delegacia de polícia que fica no próprio hospital neste sábado (16).

 

Familiares dizem que profissionais de saúde forçaram um parto normal, mesmo a mãe tendo indicação de cesariana por conta de problemas de saúde do feto.

 

O hospital afirma que houve complicações. A instituição abriu investigação e afastou os funcionários envolvidos.

 

Segundo o marido, Roberto Carlos Feitoza Lemos, a mulher dele, Daira Oliveira de Souza, de 26 anos, estava com oito meses de gravidez e chegou ao hospital por volta das 6h da manhã, transferida de ambulância do município de Ourém, no nordeste do Pará, onde o casal mora.

 

"O médico de Ourém encaminhou para Belém, com um papel que dizia que o bebê só poderia nascer se ela fosse operada", afirma o rapaz, de 25 anos. A jovem estava acompanhada de uma amiga, que teria presenciado toda a situação.

 

Segundo o boletim de ocorrência, a jovem grávida esperou por mais de três horas até ser levada para a sala de parto. "Eles estavam esperando para ver se ela tinha passagem, mesmo sem ela poder ter normal", diz o marido.

 

A amiga relatou à família e à polícia que acompanhou a jovem grávida até a sala de parto e que, por diversas vezes, avisou os profissionais que estavam atendendo que a paciente não poderia ter parto normal.

 

Mesmo assim, os médicos continuaram pedindo para que ela fizesse força. "Eles não deram ouvidos e ficaram mandando ela (sic) fazer força. Fizeram tanta força que a cabeça veio na mão da enfermeira e depois caiu no chão. Só operaram depois, para tirar o resto do corpo", lamenta o marido.

 

Na ocorrência, a amiga diz ainda que a sala de parto estava lotada e que várias pessoas vestidas de "uniforme verde" assistiam tudo. A família afirma que, após o ocorrido, a jovem foi sedada para ser operada para a retirada do corpo da criança.

 

À polícia, a amiga também afirmou que, por duas vezes, as enfermeiras ouviram o coração da criança, sendo uma na chegada ao hospital e outra na hora do parto. Mas, depois do ocorrido, um homem disse que o bebê já estava morto "na barriga" e que não sobreviveria por conta de uma má formação.

 

Segundo o marido, a mulher está chocada e permanece internada, sem previsão de alta. Ela sabe que a criança morreu, mas não em que circunstâncias. "Achamos melhor não contar para ela ainda. Vamos deixar ela (sic) melhorar para contar", diz ele. 

 

 

Pai do Bebê registrou boletim de ocorrência.

 

 

Amanda Lima, amiga que acompanhou a jovem grávida, conta em detalhes o desfecho trágico da tentativa de parto normal:

 

"Depois vieram não sei se médicas ou enfermeiras. Uma, já senhora, ficava apertando a barriga da Daira para o bebê sair, a outra mandava ela fazer força para a cabecinha do bebê sair. A cabecinha do bebê não saiu toda para fora porque a Daira não conseguia fazer força.

 

Ela fazia força, a cabeça saia um pouquinho, mas ela parava de fazer força e a cabeça entrava de novo. Aí essas duas que estavam saíram. Não conseguiram. Veio outra. A sala encheu de enfermeiros e médicos, mais de 10 pessoas.

 

Só que os médicos homens não mexeram com ela, só mulher. Até que uma bem novinha veio e puxou, puxou, puxou, aí saiu com tudo. Caiu no chão a cabecinha do bebê. Elas pegaram rapidamente. Todos eles se assustaram. Eu saí gritando e a Daira desmaiou.

 

A Daira sabe que o bebê morreu, mas ela não sabe que ele teva a cabeça arrancada'', contou Amanda Lima.  

 

Ela contou que esteve o tempo todo com Daira Souza, segurando na mão da jovem durante o trabalho de parto.

 

Segundo Amanda, a equipe que assistiu o trabalho de parto demorou a intervir e quando o fez insistiu no parto natural.

 

"Eles nos deixaram sozinhas dentro da sala por muito tempo. Ela (enfermeira) falou: olha, a gente só vai vir aqui depois que a cabecinha já estiver saindo para fora'', disse Amanda Lima, referindo-se a situações comuns em trabalho de parto normal, pois que são as mães e as próprias crianças que protagonizam, de fato, o nascimento do bebê nessa modalidade.

 

O bebê foi o segundo filho de Daira, de 26 anos de idade, que segue internada na Santa Casa. Ela já tem um menino de 10 anos. 

 

O governador do Pará, Helder Barbalho, usou suas redes sociais para informar que mandou afastar todos os envolvidos que participaram do parto e pediu à Polícia Civil para apurar o caso.

 

Em nota, a Santa Casa do Pará informou que lamenta profundamente o ocorrido e que a gestante vinda de Ourém recebeu atendimento da equipe assim que deu entrada. 

 

Em relação ao bebê, o texto diz que, “por conta de ser prematuro e de múltiplas deformações fetais e apresentar tecido amolecido, foram realizadas diversas manobras para a retirada do mesmo, ainda assim houveram (sic) complicações na extração fetal”.

 

O hospital também afirma que está dando todo apoio à família e já abriu uma investigação sobre o atendimento para tomar as devidas providências.

 

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as causas e identificar os responsáveis, para eventuais punições.

Familiares dizem que profissionais de saúde forçaram um parto normal, mesmo a mãe tendo indicação de cesariana.


 


Uma família do interior do Pará afirma que um bebê teve a cabeça arrancada na hora do parto, na Santa Casa de Misericórdia, em Belém. O caso foi registrado na delegacia de polícia que fica no próprio hospital neste sábado (16).


 


Familiares dizem que profissionais de saúde forçaram um parto normal, mesmo a mãe tendo indicação de cesariana por conta de problemas de saúde do feto.


 


O hospital afirma que houve complicações. A instituição abriu investigação e afastou os funcionários envolvidos.


 


Segundo o marido, Roberto Carlos Feitoza Lemos, a mulher dele, Daira Oliveira de Souza, de 26 anos, estava com oito meses de gravidez e chegou ao hospital por volta das 6h da manhã, transferida de ambulância do município de Ourém, no nordeste do Pará, onde o casal mora.


 


"O médico de Ourém encaminhou para Belém, com um papel que dizia que o bebê só poderia nascer se ela fosse operada", afirma o rapaz, de 25 anos. A jovem estava acompanhada de uma amiga, que teria presenciado toda a situação.


 


Segundo o boletim de ocorrência, a jovem grávida esperou por mais de três horas até ser levada para a sala de parto. "Eles estavam esperando para ver se ela tinha passagem, mesmo sem ela poder ter normal", diz o marido.


 


A amiga relatou à família e à polícia que acompanhou a jovem grávida até a sala de parto e que, por diversas vezes, avisou os profissionais que estavam atendendo que a paciente não poderia ter parto normal.


 


Mesmo assim, os médicos continuaram pedindo para que ela fizesse força. "Eles não deram ouvidos e ficaram mandando ela (sic) fazer força. Fizeram tanta força que a cabeça veio na mão da enfermeira e depois caiu no chão. Só operaram depois, para tirar o resto do corpo", lamenta o marido.


 


Na ocorrência, a amiga diz ainda que a sala de parto estava lotada e que várias pessoas vestidas de "uniforme verde" assistiam tudo. A família afirma que, após o ocorrido, a jovem foi sedada para ser operada para a retirada do corpo da criança.


 


À polícia, a amiga também afirmou que, por duas vezes, as enfermeiras ouviram o coração da criança, sendo uma na chegada ao hospital e outra na hora do parto. Mas, depois do ocorrido, um homem disse que o bebê já estava morto "na barriga" e que não sobreviveria por conta de uma má formação.


 


Segundo o marido, a mulher está chocada e permanece internada, sem previsão de alta. Ela sabe que a criança morreu, mas não em que circunstâncias. "Achamos melhor não contar para ela ainda. Vamos deixar ela (sic) melhorar para contar", diz ele. 


 


 



Pai do Bebê registrou boletim de ocorrência.


 


PATROCINADORES

 


Amanda Lima, amiga que acompanhou a jovem grávida, conta em detalhes o desfecho trágico da tentativa de parto normal:


 


"Depois vieram não sei se médicas ou enfermeiras. Uma, já senhora, ficava apertando a barriga da Daira para o bebê sair, a outra mandava ela fazer força para a cabecinha do bebê sair. A cabecinha do bebê não saiu toda para fora porque a Daira não conseguia fazer força.


 


Ela fazia força, a cabeça saia um pouquinho, mas ela parava de fazer força e a cabeça entrava de novo. Aí essas duas que estavam saíram. Não conseguiram. Veio outra. A sala encheu de enfermeiros e médicos, mais de 10 pessoas.


 


Só que os médicos homens não mexeram com ela, só mulher. Até que uma bem novinha veio e puxou, puxou, puxou, aí saiu com tudo. Caiu no chão a cabecinha do bebê. Elas pegaram rapidamente. Todos eles se assustaram. Eu saí gritando e a Daira desmaiou.


 


A Daira sabe que o bebê morreu, mas ela não sabe que ele teva a cabeça arrancada'', contou Amanda Lima.  


 


Ela contou que esteve o tempo todo com Daira Souza, segurando na mão da jovem durante o trabalho de parto.


 


Segundo Amanda, a equipe que assistiu o trabalho de parto demorou a intervir e quando o fez insistiu no parto natural.


 


"Eles nos deixaram sozinhas dentro da sala por muito tempo. Ela (enfermeira) falou: olha, a gente só vai vir aqui depois que a cabecinha já estiver saindo para fora'', disse Amanda Lima, referindo-se a situações comuns em trabalho de parto normal, pois que são as mães e as próprias crianças que protagonizam, de fato, o nascimento do bebê nessa modalidade.


 


O bebê foi o segundo filho de Daira, de 26 anos de idade, que segue internada na Santa Casa. Ela já tem um menino de 10 anos. 


 


O governador do Pará, Helder Barbalho, usou suas redes sociais para informar que mandou afastar todos os envolvidos que participaram do parto e pediu à Polícia Civil para apurar o caso.


 


Em nota, a Santa Casa do Pará informou que lamenta profundamente o ocorrido e que a gestante vinda de Ourém recebeu atendimento da equipe assim que deu entrada. 


 


Em relação ao bebê, o texto diz que, “por conta de ser prematuro e de múltiplas deformações fetais e apresentar tecido amolecido, foram realizadas diversas manobras para a retirada do mesmo, ainda assim houveram (sic) complicações na extração fetal”.


 


O hospital também afirma que está dando todo apoio à família e já abriu uma investigação sobre o atendimento para tomar as devidas providências.


 


A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as causas e identificar os responsáveis, para eventuais punições.


Familiares dizem que profissionais de saúde forçaram um parto normal, mesmo a mãe tendo indicação de cesariana.



Uma família do interior do Pará afirma que um bebê teve a cabeça arrancada na hora do parto, na Santa Casa de Misericórdia, em Belém. O caso foi registrado na delegacia de polícia que fica no próprio hospital neste sábado (16).



Familiares dizem que profissionais de saúde forçaram um parto normal, mesmo a mãe tendo indicação de cesariana por conta de problemas de saúde do feto.



O hospital afirma que houve complicações. A instituição abriu investigação e afastou os funcionários envolvidos.



Segundo o marido, Roberto Carlos Feitoza Lemos, a mulher dele, Daira Oliveira de Souza, de 26 anos, estava com oito meses de gravidez e chegou ao hospital por volta das 6h da manhã, transferida de ambulância do município de Ourém, no nordeste do Pará, onde o casal mora.



"O médico de Ourém encaminhou para Belém, com um papel que dizia que o bebê só poderia nascer se ela fosse operada", afirma o rapaz, de 25 anos. A jovem estava acompanhada de uma amiga, que teria presenciado toda a situação.



Segundo o boletim de ocorrência, a jovem grávida esperou por mais de três horas até ser levada para a sala de parto. "Eles estavam esperando para ver se ela tinha passagem, mesmo sem ela poder ter normal", diz o marido.



A amiga relatou à família e à polícia que acompanhou a jovem grávida até a sala de parto e que, por diversas vezes, avisou os profissionais que estavam atendendo que a paciente não poderia ter parto normal.



Mesmo assim, os médicos continuaram pedindo para que ela fizesse força. "Eles não deram ouvidos e ficaram mandando ela (sic) fazer força. Fizeram tanta força que a cabeça veio na mão da enfermeira e depois caiu no chão. Só operaram depois, para tirar o resto do corpo", lamenta o marido.



PATROCINADORES

Na ocorrência, a amiga diz ainda que a sala de parto estava lotada e que várias pessoas vestidas de "uniforme verde" assistiam tudo. A família afirma que, após o ocorrido, a jovem foi sedada para ser operada para a retirada do corpo da criança.



À polícia, a amiga também afirmou que, por duas vezes, as enfermeiras ouviram o coração da criança, sendo uma na chegada ao hospital e outra na hora do parto. Mas, depois do ocorrido, um homem disse que o bebê já estava morto "na barriga" e que não sobreviveria por conta de uma má formação.



Segundo o marido, a mulher está chocada e permanece internada, sem previsão de alta. Ela sabe que a criança morreu, mas não em que circunstâncias. "Achamos melhor não contar para ela ainda. Vamos deixar ela (sic) melhorar para contar", diz ele. 





Pai do Bebê registrou boletim de ocorrência.



Amanda Lima, amiga que acompanhou a jovem grávida, conta em detalhes o desfecho trágico da tentativa de parto normal:



"Depois vieram não sei se médicas ou enfermeiras. Uma, já senhora, ficava apertando a barriga da Daira para o bebê sair, a outra mandava ela fazer força para a cabecinha do bebê sair. A cabecinha do bebê não saiu toda para fora porque a Daira não conseguia fazer força.



Ela fazia força, a cabeça saia um pouquinho, mas ela parava de fazer força e a cabeça entrava de novo. Aí essas duas que estavam saíram. Não conseguiram. Veio outra. A sala encheu de enfermeiros e médicos, mais de 10 pessoas.



Só que os médicos homens não mexeram com ela, só mulher. Até que uma bem novinha veio e puxou, puxou, puxou, aí saiu com tudo. Caiu no chão a cabecinha do bebê. Elas pegaram rapidamente. Todos eles se assustaram. Eu saí gritando e a Daira desmaiou.



PATROCINADORES

A Daira sabe que o bebê morreu, mas ela não sabe que ele teva a cabeça arrancada'', contou Amanda Lima.  



Ela contou que esteve o tempo todo com Daira Souza, segurando na mão da jovem durante o trabalho de parto.



Segundo Amanda, a equipe que assistiu o trabalho de parto demorou a intervir e quando o fez insistiu no parto natural.



"Eles nos deixaram sozinhas dentro da sala por muito tempo. Ela (enfermeira) falou: olha, a gente só vai vir aqui depois que a cabecinha já estiver saindo para fora'', disse Amanda Lima, referindo-se a situações comuns em trabalho de parto normal, pois que são as mães e as próprias crianças que protagonizam, de fato, o nascimento do bebê nessa modalidade.



O bebê foi o segundo filho de Daira, de 26 anos de idade, que segue internada na Santa Casa. Ela já tem um menino de 10 anos. 



O governador do Pará, Helder Barbalho, usou suas redes sociais para informar que mandou afastar todos os envolvidos que participaram do parto e pediu à Polícia Civil para apurar o caso.



Em nota, a Santa Casa do Pará informou que lamenta profundamente o ocorrido e que a gestante vinda de Ourém recebeu atendimento da equipe assim que deu entrada. 



Em relação ao bebê, o texto diz que, “por conta de ser prematuro e de múltiplas deformações fetais e apresentar tecido amolecido, foram realizadas diversas manobras para a retirada do mesmo, ainda assim houveram (sic) complicações na extração fetal”.



O hospital também afirma que está dando todo apoio à família e já abriu uma investigação sobre o atendimento para tomar as devidas providências.



A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as causas e identificar os responsáveis, para eventuais punições.



Veja Também