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Ciência & Tecnologia

Coruja bela e rara surpreende observadores em cidade sul-mineira

Publicado por TV Minas em 23/10/2020 às 15h08

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Caburé-acanelado já foi identificado em sete pontos diferentes do município; ave é considerada misteriosa e pouco se sabe sobre seu comportamento.

 

Quando o guia de natureza de Conceição dos Ouros, sul de Minas, Wagner Loureiro, ouviu um som agudo e persistente na mata em 2019 não imaginava que estaria diante de uma ave tão rara e bonita. Esse foi o primeiro contato com uma coruja conhecida como caburé-acanelado (Aegolius harrisii) e, hoje, o admirador conserva lembranças e acumula conquistas relacionadas a essa espécie.

 

“Em abril de 2019, eu estava trabalhando com os bacuraus-tesoura e ouvi a vocalização da ave. Na época não sabia do que se tratava, mas gravei o som e consegui identificar. Alguns dias depois, voltei para o local e consegui fazer a primeira foto da espécie aqui para a região. Se em 2019 encontrei a ave em dois pontos da cidade, agora já são sete pontos onde podemos ver essa espécie aqui”, vibra Wagner.

 

Os achados são tesouros diante da dificuldade em avistar uma ave como essa. Isso ocorre principalmente pelo fato de que ela é muito discreta, tanto nas cores, quanto em suas manifestações sonoras e movimentos. “Às vezes o caburé canta na nossa frente, mas quando passamos a lanterna não conseguimos ver. Por isso até é considerado um ‘fantasminha’ de nossas matas”, explica Loureiro.

 

A ave é tão misteriosa que quase nada se sabe do ponto de vista científico sobre seu comportamento. Os pesquisadores já detectaram apenas que apesar dos quase 20 centímetros de tamanho e da coloração predominantemente amarronzada, essa coruja também conserva detalhes chamativos. A testa e a face em tons amarelos intensos e a íris amarela-esverdeada são elementos que se destacam mesmo em meio às noites, quando se tornam mais ativas.

 

Outra característica importante da espécie é o fato de poder devorar morcegos, auxiliando no controle dessas espécies, e do hábito de se apropriar de cavidades para fazer seus ninhos, ocupando especialmente a “casa” de pica-paus em alturas variadas. Além do Brasil, a ave pode ser vista também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai.

 

Ao observador mineiro que garantiu registros da ave, permanece a sensação de emoção a cada novo encontro. “É muito emocionante estar diante de uma raridade dessa com tanta facilidade. E eu espero que essa espécie venha a ser mais conhecida, mais estudada e, assim, preservada”, torce o guia.

Caburé-acanelado já foi identificado em sete pontos diferentes do município; ave é considerada misteriosa e pouco se sabe sobre seu comportamento.


 


Quando o guia de natureza de Conceição dos Ouros, sul de Minas, Wagner Loureiro, ouviu um som agudo e persistente na mata em 2019 não imaginava que estaria diante de uma ave tão rara e bonita. Esse foi o primeiro contato com uma coruja conhecida como caburé-acanelado (Aegolius harrisii) e, hoje, o admirador conserva lembranças e acumula conquistas relacionadas a essa espécie.


 


“Em abril de 2019, eu estava trabalhando com os bacuraus-tesoura e ouvi a vocalização da ave. Na época não sabia do que se tratava, mas gravei o som e consegui identificar. Alguns dias depois, voltei para o local e consegui fazer a primeira foto da espécie aqui para a região. Se em 2019 encontrei a ave em dois pontos da cidade, agora já são sete pontos onde podemos ver essa espécie aqui”, vibra Wagner.


 


PATROCINADORES

Os achados são tesouros diante da dificuldade em avistar uma ave como essa. Isso ocorre principalmente pelo fato de que ela é muito discreta, tanto nas cores, quanto em suas manifestações sonoras e movimentos. “Às vezes o caburé canta na nossa frente, mas quando passamos a lanterna não conseguimos ver. Por isso até é considerado um ‘fantasminha’ de nossas matas”, explica Loureiro.


 


A ave é tão misteriosa que quase nada se sabe do ponto de vista científico sobre seu comportamento. Os pesquisadores já detectaram apenas que apesar dos quase 20 centímetros de tamanho e da coloração predominantemente amarronzada, essa coruja também conserva detalhes chamativos. A testa e a face em tons amarelos intensos e a íris amarela-esverdeada são elementos que se destacam mesmo em meio às noites, quando se tornam mais ativas.


 


Outra característica importante da espécie é o fato de poder devorar morcegos, auxiliando no controle dessas espécies, e do hábito de se apropriar de cavidades para fazer seus ninhos, ocupando especialmente a “casa” de pica-paus em alturas variadas. Além do Brasil, a ave pode ser vista também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai.


 


Ao observador mineiro que garantiu registros da ave, permanece a sensação de emoção a cada novo encontro. “É muito emocionante estar diante de uma raridade dessa com tanta facilidade. E eu espero que essa espécie venha a ser mais conhecida, mais estudada e, assim, preservada”, torce o guia.


Caburé-acanelado já foi identificado em sete pontos diferentes do município; ave é considerada misteriosa e pouco se sabe sobre seu comportamento.



Quando o guia de natureza de Conceição dos Ouros, sul de Minas, Wagner Loureiro, ouviu um som agudo e persistente na mata em 2019 não imaginava que estaria diante de uma ave tão rara e bonita. Esse foi o primeiro contato com uma coruja conhecida como caburé-acanelado (Aegolius harrisii) e, hoje, o admirador conserva lembranças e acumula conquistas relacionadas a essa espécie.



“Em abril de 2019, eu estava trabalhando com os bacuraus-tesoura e ouvi a vocalização da ave. Na época não sabia do que se tratava, mas gravei o som e consegui identificar. Alguns dias depois, voltei para o local e consegui fazer a primeira foto da espécie aqui para a região. Se em 2019 encontrei a ave em dois pontos da cidade, agora já são sete pontos onde podemos ver essa espécie aqui”, vibra Wagner.



PATROCINADORES

Os achados são tesouros diante da dificuldade em avistar uma ave como essa. Isso ocorre principalmente pelo fato de que ela é muito discreta, tanto nas cores, quanto em suas manifestações sonoras e movimentos. “Às vezes o caburé canta na nossa frente, mas quando passamos a lanterna não conseguimos ver. Por isso até é considerado um ‘fantasminha’ de nossas matas”, explica Loureiro.



A ave é tão misteriosa que quase nada se sabe do ponto de vista científico sobre seu comportamento. Os pesquisadores já detectaram apenas que apesar dos quase 20 centímetros de tamanho e da coloração predominantemente amarronzada, essa coruja também conserva detalhes chamativos. A testa e a face em tons amarelos intensos e a íris amarela-esverdeada são elementos que se destacam mesmo em meio às noites, quando se tornam mais ativas.



Outra característica importante da espécie é o fato de poder devorar morcegos, auxiliando no controle dessas espécies, e do hábito de se apropriar de cavidades para fazer seus ninhos, ocupando especialmente a “casa” de pica-paus em alturas variadas. Além do Brasil, a ave pode ser vista também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai.



Ao observador mineiro que garantiu registros da ave, permanece a sensação de emoção a cada novo encontro. “É muito emocionante estar diante de uma raridade dessa com tanta facilidade. E eu espero que essa espécie venha a ser mais conhecida, mais estudada e, assim, preservada”, torce o guia.



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