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Reservas cambiais argentinas estão em zero ou perto disso, dizem analistas

Publicado por TV Minas em 21/11/2020 às 01h14

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Cenário pode forçar Banco Central do país a permitir maior desvalorização do peso.

 

As reservas cambiais da Argentina estão em zero ou perto de zero, de acordo com analistas e investidores, forçando o Banco Central do país (BCRA, na sigla em espanhol) a uma escolha difícil: dobrar a aposta nos mecanismos que têm falhado em frear a queda do peso ou permitir que a moeda se desvalorize ainda mais.

 

A pressão para desvalorizar o peso se manteve ao longo de todo o ano e se intensificou na medida em que o governo trabalha para sanar o déficit do orçamento, enquanto a inflação se aproxima dos 40% e a falta de confiança nas políticas econômica e monetária pesam ainda mais sobre a moeda.

 

"Se a população não confia no preço do dólar no patamar em que está, se considera que vai subir e se assusta com a queda das reservas, não haverá escolha a não ser desvalorizar", disse Gabriel Torres, analista da agência classificação de crédito Moody's.

 

A Argentina caminha para uma contração econômica de 12% este ano, em parte devido às medidas tomadas para combater a Covid-19 e com a produção da indústria ainda está cerca de 30% abaixo dos níveis pré-pandemia. A taxa de câmbio oficial do peso caiu 25% este ano, tendo fechado nesta quinta-feira pouco acima de 80 por dólar. A taxa não oficial, porém, está perto de 160.

 

"A Argentina está agora em um ponto pior e terá um caminho mais difícil para acumular liquidez suficiente para pagar passivos de dívidas futuras", avalia Siobhan Morden, chefe de estratégia de renda fixa para a América Latina da Amherst Pierpont Securities. "O estoque de ativos é negativo agora, contra mais de US$ 150 bilhões em pagamentos futuros em dólar".

 

Em um ano, as reservas brutas no país caíram de cerca de US$ 43 bilhões para US$ 39 bilhões, tendo chegado a um pico de US$ 77 bilhões em abril de 2019. Já as reservas líquidas (excluindo compromissos do BC em moedas diferentes do peso) são muito mais baixas, dependendo da fonte consultada.

 

"É impossível para um governo com os recursos limitados como a Argentina lutar contra os fundamentos macroeconômicos", disse Torres, da Moody's.

 

Para ele, a saída é o controle mais rígidos da moeda “porque as reservas continuam caindo e, dependendo da medida usadas, estão se aproximando de zero ou não estão longe disso”.

 

O ministro das Finanças, Martín Guzmán, disse no início deste mês que, em meio ao reempacotamento da dívida de US$ 44 bilhões da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI), buscará um novo acordo com a instituição, o qual poderá implicar em reformas econômicas rigorosas.

 

Essas reformas, segundo ele, podem incluir um afrouxamento dos controles de capital e permitir que o peso flutue com mais liberdade, o que pode ajudar a desacelerar a desvalorização frente ao dólar.

 

“Seria necessária uma revisão da configuração da política monetária, provavelmente sob o pretexto de um novo acordo com o FMI, para evitar um ajuste mais desordenado da moeda no médio prazo”, disse o economista de mercados emergentes da Capital Economics, Nikhil Sanghani, em nota.

 

 

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As reservas cambiais da Argentina estão em zero ou perto de zero, de acordo com analistas e investidores, forçando o Banco Central do país (BCRA, na sigla em espanhol) a uma escolha difícil: dobrar a aposta nos mecanismos que têm falhado em frear a queda do peso ou permitir que a moeda se desvalorize ainda mais.


 


A pressão para desvalorizar o peso se manteve ao longo de todo o ano e se intensificou na medida em que o governo trabalha para sanar o déficit do orçamento, enquanto a inflação se aproxima dos 40% e a falta de confiança nas políticas econômica e monetária pesam ainda mais sobre a moeda.


 


"Se a população não confia no preço do dólar no patamar em que está, se considera que vai subir e se assusta com a queda das reservas, não haverá escolha a não ser desvalorizar", disse Gabriel Torres, analista da agência classificação de crédito Moody's.


 


A Argentina caminha para uma contração econômica de 12% este ano, em parte devido às medidas tomadas para combater a Covid-19 e com a produção da indústria ainda está cerca de 30% abaixo dos níveis pré-pandemia. A taxa de câmbio oficial do peso caiu 25% este ano, tendo fechado nesta quinta-feira pouco acima de 80 por dólar. A taxa não oficial, porém, está perto de 160.


 


"A Argentina está agora em um ponto pior e terá um caminho mais difícil para acumular liquidez suficiente para pagar passivos de dívidas futuras", avalia Siobhan Morden, chefe de estratégia de renda fixa para a América Latina da Amherst Pierpont Securities. "O estoque de ativos é negativo agora, contra mais de US$ 150 bilhões em pagamentos futuros em dólar".


 


Em um ano, as reservas brutas no país caíram de cerca de US$ 43 bilhões para US$ 39 bilhões, tendo chegado a um pico de US$ 77 bilhões em abril de 2019. Já as reservas líquidas (excluindo compromissos do BC em moedas diferentes do peso) são muito mais baixas, dependendo da fonte consultada.


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"É impossível para um governo com os recursos limitados como a Argentina lutar contra os fundamentos macroeconômicos", disse Torres, da Moody's.


 


Para ele, a saída é o controle mais rígidos da moeda “porque as reservas continuam caindo e, dependendo da medida usadas, estão se aproximando de zero ou não estão longe disso”.


 


O ministro das Finanças, Martín Guzmán, disse no início deste mês que, em meio ao reempacotamento da dívida de US$ 44 bilhões da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI), buscará um novo acordo com a instituição, o qual poderá implicar em reformas econômicas rigorosas.


 


Essas reformas, segundo ele, podem incluir um afrouxamento dos controles de capital e permitir que o peso flutue com mais liberdade, o que pode ajudar a desacelerar a desvalorização frente ao dólar.


 


“Seria necessária uma revisão da configuração da política monetária, provavelmente sob o pretexto de um novo acordo com o FMI, para evitar um ajuste mais desordenado da moeda no médio prazo”, disse o economista de mercados emergentes da Capital Economics, Nikhil Sanghani, em nota.


 


 


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Cenário pode forçar Banco Central do país a permitir maior desvalorização do peso.



As reservas cambiais da Argentina estão em zero ou perto de zero, de acordo com analistas e investidores, forçando o Banco Central do país (BCRA, na sigla em espanhol) a uma escolha difícil: dobrar a aposta nos mecanismos que têm falhado em frear a queda do peso ou permitir que a moeda se desvalorize ainda mais.



A pressão para desvalorizar o peso se manteve ao longo de todo o ano e se intensificou na medida em que o governo trabalha para sanar o déficit do orçamento, enquanto a inflação se aproxima dos 40% e a falta de confiança nas políticas econômica e monetária pesam ainda mais sobre a moeda.



"Se a população não confia no preço do dólar no patamar em que está, se considera que vai subir e se assusta com a queda das reservas, não haverá escolha a não ser desvalorizar", disse Gabriel Torres, analista da agência classificação de crédito Moody's.



A Argentina caminha para uma contração econômica de 12% este ano, em parte devido às medidas tomadas para combater a Covid-19 e com a produção da indústria ainda está cerca de 30% abaixo dos níveis pré-pandemia. A taxa de câmbio oficial do peso caiu 25% este ano, tendo fechado nesta quinta-feira pouco acima de 80 por dólar. A taxa não oficial, porém, está perto de 160.



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"A Argentina está agora em um ponto pior e terá um caminho mais difícil para acumular liquidez suficiente para pagar passivos de dívidas futuras", avalia Siobhan Morden, chefe de estratégia de renda fixa para a América Latina da Amherst Pierpont Securities. "O estoque de ativos é negativo agora, contra mais de US$ 150 bilhões em pagamentos futuros em dólar".



Em um ano, as reservas brutas no país caíram de cerca de US$ 43 bilhões para US$ 39 bilhões, tendo chegado a um pico de US$ 77 bilhões em abril de 2019. Já as reservas líquidas (excluindo compromissos do BC em moedas diferentes do peso) são muito mais baixas, dependendo da fonte consultada.



"É impossível para um governo com os recursos limitados como a Argentina lutar contra os fundamentos macroeconômicos", disse Torres, da Moody's.



Para ele, a saída é o controle mais rígidos da moeda “porque as reservas continuam caindo e, dependendo da medida usadas, estão se aproximando de zero ou não estão longe disso”.



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O ministro das Finanças, Martín Guzmán, disse no início deste mês que, em meio ao reempacotamento da dívida de US$ 44 bilhões da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI), buscará um novo acordo com a instituição, o qual poderá implicar em reformas econômicas rigorosas.



Essas reformas, segundo ele, podem incluir um afrouxamento dos controles de capital e permitir que o peso flutue com mais liberdade, o que pode ajudar a desacelerar a desvalorização frente ao dólar.



“Seria necessária uma revisão da configuração da política monetária, provavelmente sob o pretexto de um novo acordo com o FMI, para evitar um ajuste mais desordenado da moeda no médio prazo”, disse o economista de mercados emergentes da Capital Economics, Nikhil Sanghani, em nota.



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