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Os primos João Campos e Marília Arraes fizeram a campanha mais quente do país

Publicado por TV Minas em 28/11/2020 às 14h42

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Sem um favorito para a votação de amanhã, a disputa pela prefeitura do Recife, marcada por trocas de pesadas acusações entre os primos Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB), termina hoje expondo uma cisão definitiva no clã do ex-governador falecido Miguel Arraes.

 

Com cenário de empate técnico apontado pelas pesquisas, o esforço extraoficial ganhou importância. Panfletos apócrifos e conteúdo distribuído nas redes, de cunho ofensivo, tornaram-se importantes armas para os apoiadores de ambos os lados. Além disso, petistas e socialistas deflagraram uma guerra jurídica para barrar conteúdo veiculado pela propaganda na TV.

 

A briga familiar também entrou em cena na reta final. Avó de João e tia de Marília, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes recorreu ontem ao site do TCU para publicar uma nota sobre uma de peça de propaganda de Marília Arraes e a eleição do Recife.

 

No comunicado, ela diz que nunca foi atacada pelo seu neto João Campos. Foi uma resposta a um vídeo do PT, que também viralizou nas redes, com fala da própria Ana Arraes, tirada de contexto, sobre o desentendimento entre João Campos e o tio Antônio Campos. Em montagem compartilhada por apoiadores do PT, uma legenda ainda perguntava se o eleitor votaria em alguém que “agrediu a própria avó”.

 

“Não admito a utilização de meu nome, sobretudo em peças com viés claro de fake news, tentando prejudicar alguém da minha família. Nunca fui agredida por nem um dos meus netos, com os quais tenho uma relação de amor profundo e carinho”, escreveu Ana Arraes.

 

 

Batalha jurídica

 

PSB e PT também travam uma batalha jurídica para impedir ataques mútuos. Entre terça e quinta-feira, João Campos teve 26 vitórias. Marília, por sua vez, obteve 18 ganhos de causa.

 

O principal objetivo de Marília era impedir que a campanha de João veiculasse reportagens sobre a suspeita de rachadinha em seu gabinete quando era vereadora, seja na TV ou nas redes sociais. Ela teve vitória em alguns casos. Ontem, por exemplo, a Justiça Eleitoral impediu que integrantes do grupo de WhatsApp Juventude Pernambucana, formado por militantes do PSB, compartilhassem conteúdo que trouxesse a acusação de peculato (desvio de dinheiro público), resultado do crime de rachadinha.

 

Ao pedir a liminar contra os integrantes, a campanha de Marília alegou que o grupo era o “gabinete do ódio” de João Campos. Em decisão, o desembargador Carlos Frederico de Moraes assinalou que o processo de peculato foi arquivado. E, por isso, não deveria ser compartilhado, pois serviria ao propósito de ludibriar o eleitor. Marília só responde a uma ação de improbidade relacionada às suspeitas de seu gabinete, investigada por supostamente contratar funcionários fantasmas.

 

Já João Campos, em uma das vitórias, conseguiu impedir que a prima o associasse à imagem de um homem “machista”. No vídeo, uma apresentadora afirma que “quando quem está na frente é uma candidata mulher, o ataque é mais pesado, mais cruel, porque vem cheio de machismo e desrespeito”.

 

A Justiça também determinou que a campanha do PSB interrompa a divulgação de panfletos contra Marília que foram distribuídos em frente a templos religiosos. “Cristão de verdade não vota em Marília Arraes”, diz o material, estampado com foto da petista.

 

 

Jogo sem regras

 

Em mais um episódio que demonstra a briga fora das regras do jogo, circulou entre eleitores uma composição musical, disseminada pelo WhatsApp, em que João Campos é chamado de “mijão”. Trata-se de uma paródia de áudio que viralizou na campanha de Pendências, no interior do Rio Grande do Norte. Na versão do Recife, o candidato do PSB é tratado como o vilão da capital pernambucana.

 

Ainda na reta final da campanha, segundo reportagem do “Valor”, o secretário de Administração e de Gestão de Pessoas da prefeitura do Recife, Marconi Muzzio, passou a comandar uma equipe de campanha para o deputado João Campos, na qual estariam incluídos servidores públicos comissionados e terceirizados. Em vídeo, ele diz a uma plateia que tem convicção de que se o PSB perder a eleição “vai ter uma mudança radical em todo mundo que está aqui do ponto de vista pessoal”.

 

 

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Sem um favorito para a votação de amanhã, a disputa pela prefeitura do Recife, marcada por trocas de pesadas acusações entre os primos Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB), termina hoje expondo uma cisão definitiva no clã do ex-governador falecido Miguel Arraes.


 


Com cenário de empate técnico apontado pelas pesquisas, o esforço extraoficial ganhou importância. Panfletos apócrifos e conteúdo distribuído nas redes, de cunho ofensivo, tornaram-se importantes armas para os apoiadores de ambos os lados. Além disso, petistas e socialistas deflagraram uma guerra jurídica para barrar conteúdo veiculado pela propaganda na TV.


 


A briga familiar também entrou em cena na reta final. Avó de João e tia de Marília, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes recorreu ontem ao site do TCU para publicar uma nota sobre uma de peça de propaganda de Marília Arraes e a eleição do Recife.


 


No comunicado, ela diz que nunca foi atacada pelo seu neto João Campos. Foi uma resposta a um vídeo do PT, que também viralizou nas redes, com fala da própria Ana Arraes, tirada de contexto, sobre o desentendimento entre João Campos e o tio Antônio Campos. Em montagem compartilhada por apoiadores do PT, uma legenda ainda perguntava se o eleitor votaria em alguém que “agrediu a própria avó”.


 


“Não admito a utilização de meu nome, sobretudo em peças com viés claro de fake news, tentando prejudicar alguém da minha família. Nunca fui agredida por nem um dos meus netos, com os quais tenho uma relação de amor profundo e carinho”, escreveu Ana Arraes.


 


 


Batalha jurídica


 


PSB e PT também travam uma batalha jurídica para impedir ataques mútuos. Entre terça e quinta-feira, João Campos teve 26 vitórias. Marília, por sua vez, obteve 18 ganhos de causa.


 


O principal objetivo de Marília era impedir que a campanha de João veiculasse reportagens sobre a suspeita de rachadinha em seu gabinete quando era vereadora, seja na TV ou nas redes sociais. Ela teve vitória em alguns casos. Ontem, por exemplo, a Justiça Eleitoral impediu que integrantes do grupo de WhatsApp Juventude Pernambucana, formado por militantes do PSB, compartilhassem conteúdo que trouxesse a acusação de peculato (desvio de dinheiro público), resultado do crime de rachadinha.


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Ao pedir a liminar contra os integrantes, a campanha de Marília alegou que o grupo era o “gabinete do ódio” de João Campos. Em decisão, o desembargador Carlos Frederico de Moraes assinalou que o processo de peculato foi arquivado. E, por isso, não deveria ser compartilhado, pois serviria ao propósito de ludibriar o eleitor. Marília só responde a uma ação de improbidade relacionada às suspeitas de seu gabinete, investigada por supostamente contratar funcionários fantasmas.


 


Já João Campos, em uma das vitórias, conseguiu impedir que a prima o associasse à imagem de um homem “machista”. No vídeo, uma apresentadora afirma que “quando quem está na frente é uma candidata mulher, o ataque é mais pesado, mais cruel, porque vem cheio de machismo e desrespeito”.


 


A Justiça também determinou que a campanha do PSB interrompa a divulgação de panfletos contra Marília que foram distribuídos em frente a templos religiosos. “Cristão de verdade não vota em Marília Arraes”, diz o material, estampado com foto da petista.


 


 


Jogo sem regras


 


Em mais um episódio que demonstra a briga fora das regras do jogo, circulou entre eleitores uma composição musical, disseminada pelo WhatsApp, em que João Campos é chamado de “mijão”. Trata-se de uma paródia de áudio que viralizou na campanha de Pendências, no interior do Rio Grande do Norte. Na versão do Recife, o candidato do PSB é tratado como o vilão da capital pernambucana.


 


Ainda na reta final da campanha, segundo reportagem do “Valor”, o secretário de Administração e de Gestão de Pessoas da prefeitura do Recife, Marconi Muzzio, passou a comandar uma equipe de campanha para o deputado João Campos, na qual estariam incluídos servidores públicos comissionados e terceirizados. Em vídeo, ele diz a uma plateia que tem convicção de que se o PSB perder a eleição “vai ter uma mudança radical em todo mundo que está aqui do ponto de vista pessoal”.


 


 


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Sem um favorito para a votação de amanhã, a disputa pela prefeitura do Recife, marcada por trocas de pesadas acusações entre os primos Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB), termina hoje expondo uma cisão definitiva no clã do ex-governador falecido Miguel Arraes.



Com cenário de empate técnico apontado pelas pesquisas, o esforço extraoficial ganhou importância. Panfletos apócrifos e conteúdo distribuído nas redes, de cunho ofensivo, tornaram-se importantes armas para os apoiadores de ambos os lados. Além disso, petistas e socialistas deflagraram uma guerra jurídica para barrar conteúdo veiculado pela propaganda na TV.



A briga familiar também entrou em cena na reta final. Avó de João e tia de Marília, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes recorreu ontem ao site do TCU para publicar uma nota sobre uma de peça de propaganda de Marília Arraes e a eleição do Recife.



No comunicado, ela diz que nunca foi atacada pelo seu neto João Campos. Foi uma resposta a um vídeo do PT, que também viralizou nas redes, com fala da própria Ana Arraes, tirada de contexto, sobre o desentendimento entre João Campos e o tio Antônio Campos. Em montagem compartilhada por apoiadores do PT, uma legenda ainda perguntava se o eleitor votaria em alguém que “agrediu a própria avó”.



“Não admito a utilização de meu nome, sobretudo em peças com viés claro de fake news, tentando prejudicar alguém da minha família. Nunca fui agredida por nem um dos meus netos, com os quais tenho uma relação de amor profundo e carinho”, escreveu Ana Arraes.



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PSB e PT também travam uma batalha jurídica para impedir ataques mútuos. Entre terça e quinta-feira, João Campos teve 26 vitórias. Marília, por sua vez, obteve 18 ganhos de causa.



O principal objetivo de Marília era impedir que a campanha de João veiculasse reportagens sobre a suspeita de rachadinha em seu gabinete quando era vereadora, seja na TV ou nas redes sociais. Ela teve vitória em alguns casos. Ontem, por exemplo, a Justiça Eleitoral impediu que integrantes do grupo de WhatsApp Juventude Pernambucana, formado por militantes do PSB, compartilhassem conteúdo que trouxesse a acusação de peculato (desvio de dinheiro público), resultado do crime de rachadinha.



Ao pedir a liminar contra os integrantes, a campanha de Marília alegou que o grupo era o “gabinete do ódio” de João Campos. Em decisão, o desembargador Carlos Frederico de Moraes assinalou que o processo de peculato foi arquivado. E, por isso, não deveria ser compartilhado, pois serviria ao propósito de ludibriar o eleitor. Marília só responde a uma ação de improbidade relacionada às suspeitas de seu gabinete, investigada por supostamente contratar funcionários fantasmas.



Já João Campos, em uma das vitórias, conseguiu impedir que a prima o associasse à imagem de um homem “machista”. No vídeo, uma apresentadora afirma que “quando quem está na frente é uma candidata mulher, o ataque é mais pesado, mais cruel, porque vem cheio de machismo e desrespeito”.



A Justiça também determinou que a campanha do PSB interrompa a divulgação de panfletos contra Marília que foram distribuídos em frente a templos religiosos. “Cristão de verdade não vota em Marília Arraes”, diz o material, estampado com foto da petista.



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Em mais um episódio que demonstra a briga fora das regras do jogo, circulou entre eleitores uma composição musical, disseminada pelo WhatsApp, em que João Campos é chamado de “mijão”. Trata-se de uma paródia de áudio que viralizou na campanha de Pendências, no interior do Rio Grande do Norte. Na versão do Recife, o candidato do PSB é tratado como o vilão da capital pernambucana.



Ainda na reta final da campanha, segundo reportagem do “Valor”, o secretário de Administração e de Gestão de Pessoas da prefeitura do Recife, Marconi Muzzio, passou a comandar uma equipe de campanha para o deputado João Campos, na qual estariam incluídos servidores públicos comissionados e terceirizados. Em vídeo, ele diz a uma plateia que tem convicção de que se o PSB perder a eleição “vai ter uma mudança radical em todo mundo que está aqui do ponto de vista pessoal”.



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