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Esporte

Brasil vence a primeira nas eliminatórias: 3 a 1 na Venezuela

Publicado por TV Minas em 14/10/2015

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Willian (duas vezes) e Ricardo Oliveira marcam na vitória em Fortaleza.

 

Se o que se buscava em Fortaleza eram três pontos e sinais de evolução coletiva, a vitória sobre a Venezuela serviu para, ao menos, abrandar boa parte das inquietações nacionais. Claro que os progressos na capacidade de articular jogadas e na ampliação do repertório do time precisam ser postos à prova contra um rival mais poderoso. Claro, também, que o desempenho não foi uniforme durante os 90 minutos de jogo. Mas os 3 a 1 foram construídos num jogo que apresentou cenas que pareciam respostas a cobranças postas sobre a seleção. Vamos a elas.

 

Eram 36 segundos quando Willian abriu o placar. Mais do que paz, o gol trouxe outros sinais. Elias tentava uma jogada pela direita. Ou seja, o tão cobrado envolvimento de um volante nas ações ofensivas. Ele errou o passe, mas veio a intervenção de Luiz Gustavo. Ou seja, a pressão no campo ofensivo, as linhas mais adiantadas e um time mais compacto. A finalização da jogada coube ao melhor jogador em campo. Willian foi uma válvula de escape. Trocou passes, arrancou driblando, penetrou em velocidade, cadenciou quando foi preciso. Jogou em todos os ritmos. Bem em todos os ritmos.

 

Já aos 12 minutos um lance que começou na direita, numa saída de bola sob pressão, caiu nos pés de Willian, chegou a Filipe Luís na esquerda e foi parar na área, em cruzamento para Ricardo Oliveira perder. Foi o momento do manejo da bola, dos passes de área a área.

 

Por fim, eram 41 minutos quando Luiz Gustavo, outro protagonista do que se viu de evolução tática da seleção, acelerou a jogada para Filipe Luís arrancar, Oscar fazer o corta luz e Willian marcar o 2 a 0. Não foi só o gol que chamou atenção. Mas a presença de cinco homens na área no fim da jogada.

 

Então correu tudo às mil maravilhas? Não. Nem sempre o jogo fluiu, em especial pelo centro do campo. O que tornava a saída de bola difícil em alguns momentos. Outra explicação talvez tivesse relação com questões individuais, como a imprecisão de alguns jogadores. A exceção do corta-luz do primeiro gol, Oscar jogava mal novamente. E o aproveitamento de Douglas Costa era, novamente, abaixo do ideal. Para dificultar a saída de bola, Elias ainda é outro jogador com dificuldade para encontrar seu papel na construção do jogo.

 

Sem a bola, a seleção que pressionou bem no campo rival teve dificuldade de marcar quando a jogada chegava à entrada de sua área. Sem falar nas bolas pelo alto. O perigo se anunciou no primeiro tempo e se concretizou no segundo. Seijas assustou aos 13 e Santos marcou o gol venezuelano aos 18.

 

Técnico, tático e emocional caminham juntos no futebol brasileiro atual, num país tão machucado por duras derrotas. Tanto que, embora o Brasil dominasse, instalou-se a preocupação de que a insegurança dominasse o time. Ou que o pânico da arquibancada chegasse ao campo. Nestas horas, revela-se como o país olha para o seu futebol com a capacidade de ir de um extremo a outro.

 

 

Um certo mau humor ameaçou dominar o Castelão. E aí surgiu outra resposta positiva às inquietações do país. O time não perdeu a rédea da situação. Luiz Gustavo continuou se apresentando na área rival e perdeu um gol. Willian continuou clareando o campo quando o time se via pressionado. Até que um contra-ataque construído em passes bem executados acabou no passe de Douglas Costa para o gol de Ricardo Oliveira.

 

O que fez o mesmo Castelão que ameaçava se impacientar? Esperou a primeira troca de passes da seleção e gritou olé. Eis o mundo real. Não há margem de erro para a seleção atual. É preciso vencer e jogar bem. Um passo foi dado.

 

 

Willian, à direita, é abraçado ao fazer 1 a 0 para o Brasil 

Willian (duas vezes) e Ricardo Oliveira marcam na vitória em Fortaleza.


 


Se o que se buscava em Fortaleza eram três pontos e sinais de evolução coletiva, a vitória sobre a Venezuela serviu para, ao menos, abrandar boa parte das inquietações nacionais. Claro que os progressos na capacidade de articular jogadas e na ampliação do repertório do time precisam ser postos à prova contra um rival mais poderoso. Claro, também, que o desempenho não foi uniforme durante os 90 minutos de jogo. Mas os 3 a 1 foram construídos num jogo que apresentou cenas que pareciam respostas a cobranças postas sobre a seleção. Vamos a elas.


 


Eram 36 segundos quando Willian abriu o placar. Mais do que paz, o gol trouxe outros sinais. Elias tentava uma jogada pela direita. Ou seja, o tão cobrado envolvimento de um volante nas ações ofensivas. Ele errou o passe, mas veio a intervenção de Luiz Gustavo. Ou seja, a pressão no campo ofensivo, as linhas mais adiantadas e um time mais compacto. A finalização da jogada coube ao melhor jogador em campo. Willian foi uma válvula de escape. Trocou passes, arrancou driblando, penetrou em velocidade, cadenciou quando foi preciso. Jogou em todos os ritmos. Bem em todos os ritmos.


 


Já aos 12 minutos um lance que começou na direita, numa saída de bola sob pressão, caiu nos pés de Willian, chegou a Filipe Luís na esquerda e foi parar na área, em cruzamento para Ricardo Oliveira perder. Foi o momento do manejo da bola, dos passes de área a área.


 


Por fim, eram 41 minutos quando Luiz Gustavo, outro protagonista do que se viu de evolução tática da seleção, acelerou a jogada para Filipe Luís arrancar, Oscar fazer o corta luz e Willian marcar o 2 a 0. Não foi só o gol que chamou atenção. Mas a presença de cinco homens na área no fim da jogada.


 


Então correu tudo às mil maravilhas? Não. Nem sempre o jogo fluiu, em especial pelo centro do campo. O que tornava a saída de bola difícil em alguns momentos. Outra explicação talvez tivesse relação com questões individuais, como a imprecisão de alguns jogadores. A exceção do corta-luz do primeiro gol, Oscar jogava mal novamente. E o aproveitamento de Douglas Costa era, novamente, abaixo do ideal. Para dificultar a saída de bola, Elias ainda é outro jogador com dificuldade para encontrar seu papel na construção do jogo.


PATROCINADORES

 


Sem a bola, a seleção que pressionou bem no campo rival teve dificuldade de marcar quando a jogada chegava à entrada de sua área. Sem falar nas bolas pelo alto. O perigo se anunciou no primeiro tempo e se concretizou no segundo. Seijas assustou aos 13 e Santos marcou o gol venezuelano aos 18.


 


Técnico, tático e emocional caminham juntos no futebol brasileiro atual, num país tão machucado por duras derrotas. Tanto que, embora o Brasil dominasse, instalou-se a preocupação de que a insegurança dominasse o time. Ou que o pânico da arquibancada chegasse ao campo. Nestas horas, revela-se como o país olha para o seu futebol com a capacidade de ir de um extremo a outro.


 


 


Um certo mau humor ameaçou dominar o Castelão. E aí surgiu outra resposta positiva às inquietações do país. O time não perdeu a rédea da situação. Luiz Gustavo continuou se apresentando na área rival e perdeu um gol. Willian continuou clareando o campo quando o time se via pressionado. Até que um contra-ataque construído em passes bem executados acabou no passe de Douglas Costa para o gol de Ricardo Oliveira.


 


O que fez o mesmo Castelão que ameaçava se impacientar? Esperou a primeira troca de passes da seleção e gritou olé. Eis o mundo real. Não há margem de erro para a seleção atual. É preciso vencer e jogar bem. Um passo foi dado.


 


 


Willian, à direita, é abraçado ao fazer 1 a 0 para o Brasil 


Willian (duas vezes) e Ricardo Oliveira marcam na vitória em Fortaleza.



Se o que se buscava em Fortaleza eram três pontos e sinais de evolução coletiva, a vitória sobre a Venezuela serviu para, ao menos, abrandar boa parte das inquietações nacionais. Claro que os progressos na capacidade de articular jogadas e na ampliação do repertório do time precisam ser postos à prova contra um rival mais poderoso. Claro, também, que o desempenho não foi uniforme durante os 90 minutos de jogo. Mas os 3 a 1 foram construídos num jogo que apresentou cenas que pareciam respostas a cobranças postas sobre a seleção. Vamos a elas.



Eram 36 segundos quando Willian abriu o placar. Mais do que paz, o gol trouxe outros sinais. Elias tentava uma jogada pela direita. Ou seja, o tão cobrado envolvimento de um volante nas ações ofensivas. Ele errou o passe, mas veio a intervenção de Luiz Gustavo. Ou seja, a pressão no campo ofensivo, as linhas mais adiantadas e um time mais compacto. A finalização da jogada coube ao melhor jogador em campo. Willian foi uma válvula de escape. Trocou passes, arrancou driblando, penetrou em velocidade, cadenciou quando foi preciso. Jogou em todos os ritmos. Bem em todos os ritmos.



Já aos 12 minutos um lance que começou na direita, numa saída de bola sob pressão, caiu nos pés de Willian, chegou a Filipe Luís na esquerda e foi parar na área, em cruzamento para Ricardo Oliveira perder. Foi o momento do manejo da bola, dos passes de área a área.



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Por fim, eram 41 minutos quando Luiz Gustavo, outro protagonista do que se viu de evolução tática da seleção, acelerou a jogada para Filipe Luís arrancar, Oscar fazer o corta luz e Willian marcar o 2 a 0. Não foi só o gol que chamou atenção. Mas a presença de cinco homens na área no fim da jogada.



Então correu tudo às mil maravilhas? Não. Nem sempre o jogo fluiu, em especial pelo centro do campo. O que tornava a saída de bola difícil em alguns momentos. Outra explicação talvez tivesse relação com questões individuais, como a imprecisão de alguns jogadores. A exceção do corta-luz do primeiro gol, Oscar jogava mal novamente. E o aproveitamento de Douglas Costa era, novamente, abaixo do ideal. Para dificultar a saída de bola, Elias ainda é outro jogador com dificuldade para encontrar seu papel na construção do jogo.



Sem a bola, a seleção que pressionou bem no campo rival teve dificuldade de marcar quando a jogada chegava à entrada de sua área. Sem falar nas bolas pelo alto. O perigo se anunciou no primeiro tempo e se concretizou no segundo. Seijas assustou aos 13 e Santos marcou o gol venezuelano aos 18.



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Técnico, tático e emocional caminham juntos no futebol brasileiro atual, num país tão machucado por duras derrotas. Tanto que, embora o Brasil dominasse, instalou-se a preocupação de que a insegurança dominasse o time. Ou que o pânico da arquibancada chegasse ao campo. Nestas horas, revela-se como o país olha para o seu futebol com a capacidade de ir de um extremo a outro.



Um certo mau humor ameaçou dominar o Castelão. E aí surgiu outra resposta positiva às inquietações do país. O time não perdeu a rédea da situação. Luiz Gustavo continuou se apresentando na área rival e perdeu um gol. Willian continuou clareando o campo quando o time se via pressionado. Até que um contra-ataque construído em passes bem executados acabou no passe de Douglas Costa para o gol de Ricardo Oliveira.



O que fez o mesmo Castelão que ameaçava se impacientar? Esperou a primeira troca de passes da seleção e gritou olé. Eis o mundo real. Não há margem de erro para a seleção atual. É preciso vencer e jogar bem. Um passo foi dado.



Willian, à direita, é abraçado ao fazer 1 a 0 para o Brasil 



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