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Sul de Minas

Pesquisa clona jequitibás para preservar espécie no Sul de Minas

Publicado por TV Minas em 22/10/2015

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Professor e estudantes da Unifal-MG coletam sementes para clonagem. Cinco árvores foram escolhidas para serem acompanhadas pela equipe.

 

Um professor e estudantes da Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG) estão fazendo uma pesquisa para clonar os maiores jequitibás do Sul de Minas. O trabalho busca preservar a espécie, uma das mais altas do país, que está em risco de extinção. Cinco jequitibás foram escolhidos e serão acompanhados pela equipe universitária.

 

Nas terras do produtor Carlos Henrique Martins Ribeiro, em Paraguaçu (MG), está uma das árvores escolhidas para serem analisadas pela equipe. O grande jequitibá rosa, também conhecido como jequitibá rei, tem 49 metros de altura e vem sendo preservado há muito tempo pela família do produtor.

 

“Ele é do tempo do meu bisavô, que preservou ele e depois passou para o meu avô. Meu avô ‘repartiu’ as terras, [o jequitibá] ‘saiu’ pro meu pai aqui, que preservou ele, e hoje ele está no que é meu. E nós vamos preservar ele também, com amor e carinho”, promete.

 

O nome "jequitibá" vem do tupi e significa "gigante da floresta". Fazendo jus à espécie, algumas árvores centenárias chegam a passar dos 50 metros. Com o risco de extinção, o pesquisador Pedro Miguel Santos e alguns estudantes vêm desenvolvendo o trabalho de preservação.

 

“Pela pesquisa em internet, jornais, pesquisa popular, foram os melhores que eu encontrei e os mais velhos. Alguns são patrimônio cultural e turístico também”, explica o pesquisador sobre a escolha das árvores.

 

A equipe toma medidas de cada uma das cinco árvores escolhidas para a pesquisa, coletando amostras de tecido vegetal e, principalmente, reunindo sementes para a produção de mudas. O trabalho não é fácil. Os estudantes não podem simplesmente pegar os frutos que estão no chão, porque muitos já estão sem sementes ou podem ter sido contaminados. A coleta tem que ser feita no próprio jequitibá.

 

Para chegar até lá, a equipe usa até o arco e flecha, e são várias tentativas até conseguirem passar a corda pelos galhos pra fazer a escalada.

 

A subida leva em torno de 10 minutos e o esforço compensa na chegada, quando o pesquisador encontra o que queria: as sementes.

 

Todo o material coletado é entregue para a equipe de solo, que prepara as amostras com álcool e depois com hipoclorito de sódio, pra evitar a contaminação. As sementes permanecem dentro do fruto pra serem retiradas apenas no laboratório, aonde o professor que vem orientando o projeto ajuda na multiplicação in vitro.

 

“[No laboratório], vai ser feito um novo procedimento de assepsia e a introdução do material vegetal em novos em um meio de cultura. Após essa inoculação, esse material será germinado in vitro justamente para termos o germoplasma da árvore, que será utilizado para clonagem e produção de novas mudas”, explica o orientador da pós-graduação, Breno Régis Santos.
A expectativa é que em até seis meses a equipe consiga mudas, inclusive, clonadas e prontas para o plantio.

Professor e estudantes da Unifal-MG coletam sementes para clonagem. Cinco árvores foram escolhidas para serem acompanhadas pela equipe.


 


Um professor e estudantes da Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG) estão fazendo uma pesquisa para clonar os maiores jequitibás do Sul de Minas. O trabalho busca preservar a espécie, uma das mais altas do país, que está em risco de extinção. Cinco jequitibás foram escolhidos e serão acompanhados pela equipe universitária.


 


Nas terras do produtor Carlos Henrique Martins Ribeiro, em Paraguaçu (MG), está uma das árvores escolhidas para serem analisadas pela equipe. O grande jequitibá rosa, também conhecido como jequitibá rei, tem 49 metros de altura e vem sendo preservado há muito tempo pela família do produtor.


 


“Ele é do tempo do meu bisavô, que preservou ele e depois passou para o meu avô. Meu avô ‘repartiu’ as terras, [o jequitibá] ‘saiu’ pro meu pai aqui, que preservou ele, e hoje ele está no que é meu. E nós vamos preservar ele também, com amor e carinho”, promete.


 


O nome "jequitibá" vem do tupi e significa "gigante da floresta". Fazendo jus à espécie, algumas árvores centenárias chegam a passar dos 50 metros. Com o risco de extinção, o pesquisador Pedro Miguel Santos e alguns estudantes vêm desenvolvendo o trabalho de preservação.


 


PATROCINADORES

“Pela pesquisa em internet, jornais, pesquisa popular, foram os melhores que eu encontrei e os mais velhos. Alguns são patrimônio cultural e turístico também”, explica o pesquisador sobre a escolha das árvores.


 


A equipe toma medidas de cada uma das cinco árvores escolhidas para a pesquisa, coletando amostras de tecido vegetal e, principalmente, reunindo sementes para a produção de mudas. O trabalho não é fácil. Os estudantes não podem simplesmente pegar os frutos que estão no chão, porque muitos já estão sem sementes ou podem ter sido contaminados. A coleta tem que ser feita no próprio jequitibá.


 


Para chegar até lá, a equipe usa até o arco e flecha, e são várias tentativas até conseguirem passar a corda pelos galhos pra fazer a escalada.


 


A subida leva em torno de 10 minutos e o esforço compensa na chegada, quando o pesquisador encontra o que queria: as sementes.


 


Todo o material coletado é entregue para a equipe de solo, que prepara as amostras com álcool e depois com hipoclorito de sódio, pra evitar a contaminação. As sementes permanecem dentro do fruto pra serem retiradas apenas no laboratório, aonde o professor que vem orientando o projeto ajuda na multiplicação in vitro.


 


“[No laboratório], vai ser feito um novo procedimento de assepsia e a introdução do material vegetal em novos em um meio de cultura. Após essa inoculação, esse material será germinado in vitro justamente para termos o germoplasma da árvore, que será utilizado para clonagem e produção de novas mudas”, explica o orientador da pós-graduação, Breno Régis Santos.
A expectativa é que em até seis meses a equipe consiga mudas, inclusive, clonadas e prontas para o plantio.


Professor e estudantes da Unifal-MG coletam sementes para clonagem. Cinco árvores foram escolhidas para serem acompanhadas pela equipe.



Um professor e estudantes da Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG) estão fazendo uma pesquisa para clonar os maiores jequitibás do Sul de Minas. O trabalho busca preservar a espécie, uma das mais altas do país, que está em risco de extinção. Cinco jequitibás foram escolhidos e serão acompanhados pela equipe universitária.



Nas terras do produtor Carlos Henrique Martins Ribeiro, em Paraguaçu (MG), está uma das árvores escolhidas para serem analisadas pela equipe. O grande jequitibá rosa, também conhecido como jequitibá rei, tem 49 metros de altura e vem sendo preservado há muito tempo pela família do produtor.



“Ele é do tempo do meu bisavô, que preservou ele e depois passou para o meu avô. Meu avô ‘repartiu’ as terras, [o jequitibá] ‘saiu’ pro meu pai aqui, que preservou ele, e hoje ele está no que é meu. E nós vamos preservar ele também, com amor e carinho”, promete.



PATROCINADORES

O nome "jequitibá" vem do tupi e significa "gigante da floresta". Fazendo jus à espécie, algumas árvores centenárias chegam a passar dos 50 metros. Com o risco de extinção, o pesquisador Pedro Miguel Santos e alguns estudantes vêm desenvolvendo o trabalho de preservação.



“Pela pesquisa em internet, jornais, pesquisa popular, foram os melhores que eu encontrei e os mais velhos. Alguns são patrimônio cultural e turístico também”, explica o pesquisador sobre a escolha das árvores.



A equipe toma medidas de cada uma das cinco árvores escolhidas para a pesquisa, coletando amostras de tecido vegetal e, principalmente, reunindo sementes para a produção de mudas. O trabalho não é fácil. Os estudantes não podem simplesmente pegar os frutos que estão no chão, porque muitos já estão sem sementes ou podem ter sido contaminados. A coleta tem que ser feita no próprio jequitibá.



PATROCINADORES

Para chegar até lá, a equipe usa até o arco e flecha, e são várias tentativas até conseguirem passar a corda pelos galhos pra fazer a escalada.



A subida leva em torno de 10 minutos e o esforço compensa na chegada, quando o pesquisador encontra o que queria: as sementes.



Todo o material coletado é entregue para a equipe de solo, que prepara as amostras com álcool e depois com hipoclorito de sódio, pra evitar a contaminação. As sementes permanecem dentro do fruto pra serem retiradas apenas no laboratório, aonde o professor que vem orientando o projeto ajuda na multiplicação in vitro.



“[No laboratório], vai ser feito um novo procedimento de assepsia e a introdução do material vegetal em novos em um meio de cultura. Após essa inoculação, esse material será germinado in vitro justamente para termos o germoplasma da árvore, que será utilizado para clonagem e produção de novas mudas”, explica o orientador da pós-graduação, Breno Régis Santos.
A expectativa é que em até seis meses a equipe consiga mudas, inclusive, clonadas e prontas para o plantio.



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