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El Niño ganha força e será um dos três piores da história, afirma ONU

Publicado por TV Minas em 18/11/2015

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Organização Meteorológica Mundial alerta para ondas de calor e tempestades. Somado a mudança climática, evento leva planeta a 'território desconhecido'.

 

O fenômeno El Niño, o superaquecimento das águas de superfície do Pacífico, deve se fortalecer ainda mais antes do fim do ano e se tornar um dos mais intensos já registrados, afirma a OMM (Organização Meteorológica Mundial).

 

Por ser conectado ao clima global -- associado a secas, tempestades e inundações em outros lugares -- essa anomalia causa preocupação. O atual El Niño já é o mais forte registrado nos últimos 15 anos, e segundo os meteorologistas já está "forte e maduro" em novembro.

 

O El Niño é causado por uma desaceleração dos ventos alísios, que sopram na direção oeste perto do equador. Na falta de algo que transporte o calor na direção do Índico, as águas do Pacífico ficam cozinhando ao sol, sem se moverem muito, e acabam mais quentes.

 

Desta vez, a média de temperatura ao longo de três meses já está 2°C acima do normal. Isso põe o El Niño atual já no mesmo patamar que os de 1972/73, de 1982/83 e de 1997/98
“Agora achamos que ele realmente vai ser um dos três mais fortes já registrados, senão um dos dois mais fortes, mas ainda não sabemos”, disse ontem Michel Jarraud, secretário-geral da OMM, que é um braço da ONU (Organização das Nações Unidas).

 

 

Território desconhecido

 

Segundo a entidade, o mundo está mais bem preparado para enfrentar esse El Niño do que em anos anteriores, e os países mais afetados já estão se antecipando a possíveis impactos na agricultura, nos recursos pesqueiros, na água e na saúde. Planos de gerenciamento de desastres estão sendo renovados.

 

"Apesar disso, o evento atual está ocorrendo em território desconhecido", afirmou Jarraud. "Nosso planeta se alterou drasticamente por causa da mudança climática, a tendência geral a oceanos mais quentes, a perda de gelo marinho ártico e mais de 1 milhão de km² de cobertura de neve de verão no hemisfério norte."

 

"Esse El Niño, que é um fenômeno natural, e a mudança climática, alimentada por humanos, vão interagir e modificar um ao outro de maneiras que nunca experimentamos", afirmou. "Mesmo antes do início do El Niño, temperaturas médias de superfície na Terra já estavam batendo recordes. O El Niño está elevando o calor ainda mais."

 

 

Previsão do tempo

 

Ondas de calor serão mais quentes e mais frequentes e mais lugares ficarão sob risco de inundação, disse Jarraud, enquanto as tempestades mais severas -- como furacões de categorias 4 e 5 -- poderão ocorrer com mais frequência.

 

Além disso, o aumento do nível do mar significa que tsunamis e ressacas terão mais alcance e infligir mais dano quando atingirem a terra, afirmou Jarraud.

 

As condições do El Niño em geral atingem força máxima entre outubro e janeiro e persistem pela maior parte do primeiro trimestre do ano, mas neste ano pode ser diferente.

 

"Antecipamos que o El Niño terá pico dentro dos próximos meses e, progressivamente -- quando entrarmos em maio, junho e julho, quando entrarmos no segundo trimestre --, entrará em condições mais neutras" afirmou Jarraud.

Organização Meteorológica Mundial alerta para ondas de calor e tempestades. Somado a mudança climática, evento leva planeta a 'território desconhecido'.


 


O fenômeno El Niño, o superaquecimento das águas de superfície do Pacífico, deve se fortalecer ainda mais antes do fim do ano e se tornar um dos mais intensos já registrados, afirma a OMM (Organização Meteorológica Mundial).


 


Por ser conectado ao clima global -- associado a secas, tempestades e inundações em outros lugares -- essa anomalia causa preocupação. O atual El Niño já é o mais forte registrado nos últimos 15 anos, e segundo os meteorologistas já está "forte e maduro" em novembro.


 


O El Niño é causado por uma desaceleração dos ventos alísios, que sopram na direção oeste perto do equador. Na falta de algo que transporte o calor na direção do Índico, as águas do Pacífico ficam cozinhando ao sol, sem se moverem muito, e acabam mais quentes.


 


Desta vez, a média de temperatura ao longo de três meses já está 2°C acima do normal. Isso põe o El Niño atual já no mesmo patamar que os de 1972/73, de 1982/83 e de 1997/98
“Agora achamos que ele realmente vai ser um dos três mais fortes já registrados, senão um dos dois mais fortes, mas ainda não sabemos”, disse ontem Michel Jarraud, secretário-geral da OMM, que é um braço da ONU (Organização das Nações Unidas).


 


 


Território desconhecido


 


Segundo a entidade, o mundo está mais bem preparado para enfrentar esse El Niño do que em anos anteriores, e os países mais afetados já estão se antecipando a possíveis impactos na agricultura, nos recursos pesqueiros, na água e na saúde. Planos de gerenciamento de desastres estão sendo renovados.


PATROCINADORES

 


"Apesar disso, o evento atual está ocorrendo em território desconhecido", afirmou Jarraud. "Nosso planeta se alterou drasticamente por causa da mudança climática, a tendência geral a oceanos mais quentes, a perda de gelo marinho ártico e mais de 1 milhão de km² de cobertura de neve de verão no hemisfério norte."


 


"Esse El Niño, que é um fenômeno natural, e a mudança climática, alimentada por humanos, vão interagir e modificar um ao outro de maneiras que nunca experimentamos", afirmou. "Mesmo antes do início do El Niño, temperaturas médias de superfície na Terra já estavam batendo recordes. O El Niño está elevando o calor ainda mais."


 


 


Previsão do tempo


 


Ondas de calor serão mais quentes e mais frequentes e mais lugares ficarão sob risco de inundação, disse Jarraud, enquanto as tempestades mais severas -- como furacões de categorias 4 e 5 -- poderão ocorrer com mais frequência.


 


Além disso, o aumento do nível do mar significa que tsunamis e ressacas terão mais alcance e infligir mais dano quando atingirem a terra, afirmou Jarraud.


 


As condições do El Niño em geral atingem força máxima entre outubro e janeiro e persistem pela maior parte do primeiro trimestre do ano, mas neste ano pode ser diferente.


 


"Antecipamos que o El Niño terá pico dentro dos próximos meses e, progressivamente -- quando entrarmos em maio, junho e julho, quando entrarmos no segundo trimestre --, entrará em condições mais neutras" afirmou Jarraud.


Organização Meteorológica Mundial alerta para ondas de calor e tempestades. Somado a mudança climática, evento leva planeta a 'território desconhecido'.



O fenômeno El Niño, o superaquecimento das águas de superfície do Pacífico, deve se fortalecer ainda mais antes do fim do ano e se tornar um dos mais intensos já registrados, afirma a OMM (Organização Meteorológica Mundial).



Por ser conectado ao clima global -- associado a secas, tempestades e inundações em outros lugares -- essa anomalia causa preocupação. O atual El Niño já é o mais forte registrado nos últimos 15 anos, e segundo os meteorologistas já está "forte e maduro" em novembro.



O El Niño é causado por uma desaceleração dos ventos alísios, que sopram na direção oeste perto do equador. Na falta de algo que transporte o calor na direção do Índico, as águas do Pacífico ficam cozinhando ao sol, sem se moverem muito, e acabam mais quentes.



Desta vez, a média de temperatura ao longo de três meses já está 2°C acima do normal. Isso põe o El Niño atual já no mesmo patamar que os de 1972/73, de 1982/83 e de 1997/98
“Agora achamos que ele realmente vai ser um dos três mais fortes já registrados, senão um dos dois mais fortes, mas ainda não sabemos”, disse ontem Michel Jarraud, secretário-geral da OMM, que é um braço da ONU (Organização das Nações Unidas).



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Território desconhecido



Segundo a entidade, o mundo está mais bem preparado para enfrentar esse El Niño do que em anos anteriores, e os países mais afetados já estão se antecipando a possíveis impactos na agricultura, nos recursos pesqueiros, na água e na saúde. Planos de gerenciamento de desastres estão sendo renovados.



"Apesar disso, o evento atual está ocorrendo em território desconhecido", afirmou Jarraud. "Nosso planeta se alterou drasticamente por causa da mudança climática, a tendência geral a oceanos mais quentes, a perda de gelo marinho ártico e mais de 1 milhão de km² de cobertura de neve de verão no hemisfério norte."



"Esse El Niño, que é um fenômeno natural, e a mudança climática, alimentada por humanos, vão interagir e modificar um ao outro de maneiras que nunca experimentamos", afirmou. "Mesmo antes do início do El Niño, temperaturas médias de superfície na Terra já estavam batendo recordes. O El Niño está elevando o calor ainda mais."



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Previsão do tempo



Ondas de calor serão mais quentes e mais frequentes e mais lugares ficarão sob risco de inundação, disse Jarraud, enquanto as tempestades mais severas -- como furacões de categorias 4 e 5 -- poderão ocorrer com mais frequência.



Além disso, o aumento do nível do mar significa que tsunamis e ressacas terão mais alcance e infligir mais dano quando atingirem a terra, afirmou Jarraud.



As condições do El Niño em geral atingem força máxima entre outubro e janeiro e persistem pela maior parte do primeiro trimestre do ano, mas neste ano pode ser diferente.



"Antecipamos que o El Niño terá pico dentro dos próximos meses e, progressivamente -- quando entrarmos em maio, junho e julho, quando entrarmos no segundo trimestre --, entrará em condições mais neutras" afirmou Jarraud.



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