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Argentinos vão às urnas para eleger novo presidente

Publicado por TV Minas em 22/11/2015

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Quando o novo presidente tomar posse, no dia 10 de dezembro, chegará ao fim 12 anos da era Kirchner na Argentina.

 

Neste domingo, pela primeira vez na história do país, os argentinos vão às urnas para escolher o presidente no segundo turno das eleições. Os institutos de pesquisa de opinião da Argentina dão vantagem ao conservador Mauricio Macri, sobre o governista Daniel Scioli, da Frente para a Vitória (FPV).

 

No pleito realizado em 25 de outubro, Scioli obteve 36,8% dos votos, contra 34,3% de Macri. O resultado levou a disputa para o segundo turno, contrariando as pesquisas que apontavam uma definição logo no primeiro turno. E a surpresa veio também com a virada na campanha. A última estimativa para domingo da consultoria Management & Fit dava a Macri 46% dos votos, contra 40% de Scioli no segundo turno. A incerteza fica por conta do grande número de indecisos: cerca de 10% dos 32 milhões de eleitores argentinos.

 

A eleição encerra 12 anos de governo do casal Kirchner, de esquerda. Com uma inflação extraoficial de 20% a 30%, o país parou de crescer a taxas de 8% como no melhor período dos governos do casal. O consumo permanece alto, mas o nível real da pobreza no país é motivo de polêmica. A eleição põe fim a uma era iniciada com o falecido marido da presidente, Néstor Kirchner (2003-2007). O casal emergiu com o tom esquerdista durante a pior crise da história do país, em 2001.

 

Desde que Néstor Kirchner assumiu a Casa Rosada, a Argentina adotou uma série de medidas protecionistas, aproximou-se dos países bolivarianos e se voltou contra veículos de imprensa independentes. Nenhum dos candidatos hoje na disputa dá sinais de que manterá esse estilo de governo, apesar dos 40% de aprovação de Cristina Kirchner entre a população.

 

Contudo, o que tem se observado durante as campanhas dos dois candidatos é uma disputa entre dois modelos econômicos distintos. Macri propõe abertura de mercado e a fixação do valor do peso "pelo mercado", enquanto Daniel Scioli o acusa de incentivar uma "mega-desvalorização" da moeda local e insiste na liberação progressiva da banda cambial. "A Argentina está sob pressão para desvalorizar o peso, o que deve ser feito independente do vitorioso. O país terá de negociar um retorno ao mercado de capitais internacional", diz o professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFRGS, Rodrigo Stumpf González.

 

Apoiado por Cristina, o peronista moderado Scioli se apresenta como a continuidade da gestão que já dura mais de uma década, mas que, diferentemente dela, tem boas relações com os mercados e o empresariado. O candidato e atual governador da província de Buenos Aires afirma que corrigirá o rumo do governo, mas sem cair nas políticas liberais, que, segundo ele, representam uma "volta ao passado".

 

Macri se apresenta como a "verdadeira mudança". Já afirmou que quer melhorar as relações com os países vizinhos e impulsionar o Mercosul, acelerando acordos com outros blocos, como a União Europeia. "A eleição do Macri representa uma mudança no pêndulo ideológico da América Latina", diz Marcus Vinicius de Freitas, professor de Relações Internacionais da FAAP.

 

O presidente eleito neste domingo tomará posse no próximo dia 10 de dezembro.

Quando o novo presidente tomar posse, no dia 10 de dezembro, chegará ao fim 12 anos da era Kirchner na Argentina.


 


Neste domingo, pela primeira vez na história do país, os argentinos vão às urnas para escolher o presidente no segundo turno das eleições. Os institutos de pesquisa de opinião da Argentina dão vantagem ao conservador Mauricio Macri, sobre o governista Daniel Scioli, da Frente para a Vitória (FPV).


 


No pleito realizado em 25 de outubro, Scioli obteve 36,8% dos votos, contra 34,3% de Macri. O resultado levou a disputa para o segundo turno, contrariando as pesquisas que apontavam uma definição logo no primeiro turno. E a surpresa veio também com a virada na campanha. A última estimativa para domingo da consultoria Management & Fit dava a Macri 46% dos votos, contra 40% de Scioli no segundo turno. A incerteza fica por conta do grande número de indecisos: cerca de 10% dos 32 milhões de eleitores argentinos.


 


A eleição encerra 12 anos de governo do casal Kirchner, de esquerda. Com uma inflação extraoficial de 20% a 30%, o país parou de crescer a taxas de 8% como no melhor período dos governos do casal. O consumo permanece alto, mas o nível real da pobreza no país é motivo de polêmica. A eleição põe fim a uma era iniciada com o falecido marido da presidente, Néstor Kirchner (2003-2007). O casal emergiu com o tom esquerdista durante a pior crise da história do país, em 2001.


 


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Desde que Néstor Kirchner assumiu a Casa Rosada, a Argentina adotou uma série de medidas protecionistas, aproximou-se dos países bolivarianos e se voltou contra veículos de imprensa independentes. Nenhum dos candidatos hoje na disputa dá sinais de que manterá esse estilo de governo, apesar dos 40% de aprovação de Cristina Kirchner entre a população.


 


Contudo, o que tem se observado durante as campanhas dos dois candidatos é uma disputa entre dois modelos econômicos distintos. Macri propõe abertura de mercado e a fixação do valor do peso "pelo mercado", enquanto Daniel Scioli o acusa de incentivar uma "mega-desvalorização" da moeda local e insiste na liberação progressiva da banda cambial. "A Argentina está sob pressão para desvalorizar o peso, o que deve ser feito independente do vitorioso. O país terá de negociar um retorno ao mercado de capitais internacional", diz o professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFRGS, Rodrigo Stumpf González.


 


Apoiado por Cristina, o peronista moderado Scioli se apresenta como a continuidade da gestão que já dura mais de uma década, mas que, diferentemente dela, tem boas relações com os mercados e o empresariado. O candidato e atual governador da província de Buenos Aires afirma que corrigirá o rumo do governo, mas sem cair nas políticas liberais, que, segundo ele, representam uma "volta ao passado".


 


Macri se apresenta como a "verdadeira mudança". Já afirmou que quer melhorar as relações com os países vizinhos e impulsionar o Mercosul, acelerando acordos com outros blocos, como a União Europeia. "A eleição do Macri representa uma mudança no pêndulo ideológico da América Latina", diz Marcus Vinicius de Freitas, professor de Relações Internacionais da FAAP.


 


O presidente eleito neste domingo tomará posse no próximo dia 10 de dezembro.


Quando o novo presidente tomar posse, no dia 10 de dezembro, chegará ao fim 12 anos da era Kirchner na Argentina.



Neste domingo, pela primeira vez na história do país, os argentinos vão às urnas para escolher o presidente no segundo turno das eleições. Os institutos de pesquisa de opinião da Argentina dão vantagem ao conservador Mauricio Macri, sobre o governista Daniel Scioli, da Frente para a Vitória (FPV).



No pleito realizado em 25 de outubro, Scioli obteve 36,8% dos votos, contra 34,3% de Macri. O resultado levou a disputa para o segundo turno, contrariando as pesquisas que apontavam uma definição logo no primeiro turno. E a surpresa veio também com a virada na campanha. A última estimativa para domingo da consultoria Management & Fit dava a Macri 46% dos votos, contra 40% de Scioli no segundo turno. A incerteza fica por conta do grande número de indecisos: cerca de 10% dos 32 milhões de eleitores argentinos.



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A eleição encerra 12 anos de governo do casal Kirchner, de esquerda. Com uma inflação extraoficial de 20% a 30%, o país parou de crescer a taxas de 8% como no melhor período dos governos do casal. O consumo permanece alto, mas o nível real da pobreza no país é motivo de polêmica. A eleição põe fim a uma era iniciada com o falecido marido da presidente, Néstor Kirchner (2003-2007). O casal emergiu com o tom esquerdista durante a pior crise da história do país, em 2001.



Desde que Néstor Kirchner assumiu a Casa Rosada, a Argentina adotou uma série de medidas protecionistas, aproximou-se dos países bolivarianos e se voltou contra veículos de imprensa independentes. Nenhum dos candidatos hoje na disputa dá sinais de que manterá esse estilo de governo, apesar dos 40% de aprovação de Cristina Kirchner entre a população.



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Contudo, o que tem se observado durante as campanhas dos dois candidatos é uma disputa entre dois modelos econômicos distintos. Macri propõe abertura de mercado e a fixação do valor do peso "pelo mercado", enquanto Daniel Scioli o acusa de incentivar uma "mega-desvalorização" da moeda local e insiste na liberação progressiva da banda cambial. "A Argentina está sob pressão para desvalorizar o peso, o que deve ser feito independente do vitorioso. O país terá de negociar um retorno ao mercado de capitais internacional", diz o professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFRGS, Rodrigo Stumpf González.



Apoiado por Cristina, o peronista moderado Scioli se apresenta como a continuidade da gestão que já dura mais de uma década, mas que, diferentemente dela, tem boas relações com os mercados e o empresariado. O candidato e atual governador da província de Buenos Aires afirma que corrigirá o rumo do governo, mas sem cair nas políticas liberais, que, segundo ele, representam uma "volta ao passado".



Macri se apresenta como a "verdadeira mudança". Já afirmou que quer melhorar as relações com os países vizinhos e impulsionar o Mercosul, acelerando acordos com outros blocos, como a União Europeia. "A eleição do Macri representa uma mudança no pêndulo ideológico da América Latina", diz Marcus Vinicius de Freitas, professor de Relações Internacionais da FAAP.



O presidente eleito neste domingo tomará posse no próximo dia 10 de dezembro.



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