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Sul de Minas

Sem recursos, hospital de Três Corações irá restringir atendimentos

Publicado por TV Minas em 26/11/2015

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Mudança no repasse dos recursos do SUS afeta orçamento da instituição.Hospital São Sebastião é referência de atendimentos para 16 cidades.

 

O Hospital São Sebastião em Três Corações (MG) anunciou nesta quarta-feira (25) que pode começar a fazer restrições no atendimento em dezembro, o que pode durar até 2016. O motivo seria a possível mudança no pagamento dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), que passaria a ser parcelado.

 

A instituição é uma das referências para o atendimento de média complexidade no Sul de Minas e recebe boa parte dos acidentados nas rodovias Fernão Dias e BR-267.

 

Além disso, o hospital atende 16 cidades da região e já convive com o problema de superlotação.

 

Dos 124 leitos, 96 estão ocupados. No total, 12 mil pacientes são atendidos na instituição todos os meses. Cerca de 800 cirurgias sao feitas no local, e por causa da falta de recursos, esse atendimento pode ser prejudicado.

 

"É horrível, porque a cidade já é grande, continua crescendo, e só tem um hospital que atende a gente, fica meio difícil", lamenta a dona de casa Letícia Antenor Souza.

 

 

Atrasos no atendimento

 

Os reflexos do orçamento apertado já começaram a aparecer. Há quase dois meses o aparelho de tomografia está quebrado e o arco cirúrgico também não funciona.

 

A dona de casa Maria das Graças precisa justamente deste último equipamento para fazer uma cirurgia. Ela está internada há 19 dias à espera do procedimento. "É muito difícil ficar esperando, minha mãe doente, sentindo muita dor e não tem condição de fazer nada", reclama a filha, Fernanda Aparecida Soares.

 

 

Horizonte complicado

 

Mas a situação do hospital pode se agravar ainda mais. O Ministério da Saúde já anunciou que vai parcelar o repasse de dezembro em duas vezes. A entidade recebe R$ 800 mil do governo federal e agora vai vir só a metade.

 

"Esse parcelamento implica no quê? Nós temos 13º, os compromissos de encargos, colaboradores, fornecedores e os profissionais médicos que aqui trabalham. Nós estamos traçando um planejamento aqui e se isso vier a ocorrer mesmo, teremos que fazer empréstimo, recorrer aos bancos pra honrar os compromissos com nossos colaboradores e tudo, porque se você estiver com os encargos atrasados, todos os os outros recursos que você precisa fica mais difícil [conseguir]", explica o diretor administrativo financeiro do hospital, Arnaldo Afonso Monteiro.

 

Sem dinheiro em caixa, o hospital começou a cogitar diminuir o atendimento no mês que vem, mas ainda não sabe o que vai fazer com os pacientes que buscam socorro médico.

 

"Nós não sabemos ainda qual atitude tomar, quer dizer, chegou um paciente grave, ele não vai deixar de ser atendido, é lógico, a obrigação nossa é atender, estabilizar o paciente. Mas pra onde vai depois nós não sabemos", explica o presidente do hospital, Ivandro Mikhail Auad.

 

 

Dívida estadual

 

De acordo com a Federação Mineira das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas), existe uma dívida de R$ 1,8 milhão no estado, e isso pode levar os hospitais a fazer restrições de atendimentos a partir do mês que vem em todo o estado. No Sul de Minas, o Hospital São Sebastião é o primeiro a admitir essas restrições a partir de dezembro.

 

Já o Ministério da Saúde disse que tem conversado com a área econômica do governo federal e vem buscando a manutenção do cronograma de pagamentos previsto para este ano.

Mudança no repasse dos recursos do SUS afeta orçamento da instituição.Hospital São Sebastião é referência de atendimentos para 16 cidades.


 


O Hospital São Sebastião em Três Corações (MG) anunciou nesta quarta-feira (25) que pode começar a fazer restrições no atendimento em dezembro, o que pode durar até 2016. O motivo seria a possível mudança no pagamento dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), que passaria a ser parcelado.


 


A instituição é uma das referências para o atendimento de média complexidade no Sul de Minas e recebe boa parte dos acidentados nas rodovias Fernão Dias e BR-267.


 


Além disso, o hospital atende 16 cidades da região e já convive com o problema de superlotação.


 


Dos 124 leitos, 96 estão ocupados. No total, 12 mil pacientes são atendidos na instituição todos os meses. Cerca de 800 cirurgias sao feitas no local, e por causa da falta de recursos, esse atendimento pode ser prejudicado.


 


"É horrível, porque a cidade já é grande, continua crescendo, e só tem um hospital que atende a gente, fica meio difícil", lamenta a dona de casa Letícia Antenor Souza.


 


 


Atrasos no atendimento


 


Os reflexos do orçamento apertado já começaram a aparecer. Há quase dois meses o aparelho de tomografia está quebrado e o arco cirúrgico também não funciona.


 


A dona de casa Maria das Graças precisa justamente deste último equipamento para fazer uma cirurgia. Ela está internada há 19 dias à espera do procedimento. "É muito difícil ficar esperando, minha mãe doente, sentindo muita dor e não tem condição de fazer nada", reclama a filha, Fernanda Aparecida Soares.


PATROCINADORES

 


 


Horizonte complicado


 


Mas a situação do hospital pode se agravar ainda mais. O Ministério da Saúde já anunciou que vai parcelar o repasse de dezembro em duas vezes. A entidade recebe R$ 800 mil do governo federal e agora vai vir só a metade.


 


"Esse parcelamento implica no quê? Nós temos 13º, os compromissos de encargos, colaboradores, fornecedores e os profissionais médicos que aqui trabalham. Nós estamos traçando um planejamento aqui e se isso vier a ocorrer mesmo, teremos que fazer empréstimo, recorrer aos bancos pra honrar os compromissos com nossos colaboradores e tudo, porque se você estiver com os encargos atrasados, todos os os outros recursos que você precisa fica mais difícil [conseguir]", explica o diretor administrativo financeiro do hospital, Arnaldo Afonso Monteiro.


 


Sem dinheiro em caixa, o hospital começou a cogitar diminuir o atendimento no mês que vem, mas ainda não sabe o que vai fazer com os pacientes que buscam socorro médico.


 


"Nós não sabemos ainda qual atitude tomar, quer dizer, chegou um paciente grave, ele não vai deixar de ser atendido, é lógico, a obrigação nossa é atender, estabilizar o paciente. Mas pra onde vai depois nós não sabemos", explica o presidente do hospital, Ivandro Mikhail Auad.


 


 


Dívida estadual


 


De acordo com a Federação Mineira das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas), existe uma dívida de R$ 1,8 milhão no estado, e isso pode levar os hospitais a fazer restrições de atendimentos a partir do mês que vem em todo o estado. No Sul de Minas, o Hospital São Sebastião é o primeiro a admitir essas restrições a partir de dezembro.


 


Já o Ministério da Saúde disse que tem conversado com a área econômica do governo federal e vem buscando a manutenção do cronograma de pagamentos previsto para este ano.


Mudança no repasse dos recursos do SUS afeta orçamento da instituição.Hospital São Sebastião é referência de atendimentos para 16 cidades.



O Hospital São Sebastião em Três Corações (MG) anunciou nesta quarta-feira (25) que pode começar a fazer restrições no atendimento em dezembro, o que pode durar até 2016. O motivo seria a possível mudança no pagamento dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), que passaria a ser parcelado.



A instituição é uma das referências para o atendimento de média complexidade no Sul de Minas e recebe boa parte dos acidentados nas rodovias Fernão Dias e BR-267.



Além disso, o hospital atende 16 cidades da região e já convive com o problema de superlotação.



Dos 124 leitos, 96 estão ocupados. No total, 12 mil pacientes são atendidos na instituição todos os meses. Cerca de 800 cirurgias sao feitas no local, e por causa da falta de recursos, esse atendimento pode ser prejudicado.



"É horrível, porque a cidade já é grande, continua crescendo, e só tem um hospital que atende a gente, fica meio difícil", lamenta a dona de casa Letícia Antenor Souza.



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Atrasos no atendimento



Os reflexos do orçamento apertado já começaram a aparecer. Há quase dois meses o aparelho de tomografia está quebrado e o arco cirúrgico também não funciona.



A dona de casa Maria das Graças precisa justamente deste último equipamento para fazer uma cirurgia. Ela está internada há 19 dias à espera do procedimento. "É muito difícil ficar esperando, minha mãe doente, sentindo muita dor e não tem condição de fazer nada", reclama a filha, Fernanda Aparecida Soares.



Horizonte complicado



Mas a situação do hospital pode se agravar ainda mais. O Ministério da Saúde já anunciou que vai parcelar o repasse de dezembro em duas vezes. A entidade recebe R$ 800 mil do governo federal e agora vai vir só a metade.



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"Esse parcelamento implica no quê? Nós temos 13º, os compromissos de encargos, colaboradores, fornecedores e os profissionais médicos que aqui trabalham. Nós estamos traçando um planejamento aqui e se isso vier a ocorrer mesmo, teremos que fazer empréstimo, recorrer aos bancos pra honrar os compromissos com nossos colaboradores e tudo, porque se você estiver com os encargos atrasados, todos os os outros recursos que você precisa fica mais difícil [conseguir]", explica o diretor administrativo financeiro do hospital, Arnaldo Afonso Monteiro.



Sem dinheiro em caixa, o hospital começou a cogitar diminuir o atendimento no mês que vem, mas ainda não sabe o que vai fazer com os pacientes que buscam socorro médico.



"Nós não sabemos ainda qual atitude tomar, quer dizer, chegou um paciente grave, ele não vai deixar de ser atendido, é lógico, a obrigação nossa é atender, estabilizar o paciente. Mas pra onde vai depois nós não sabemos", explica o presidente do hospital, Ivandro Mikhail Auad.



Dívida estadual



De acordo com a Federação Mineira das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas), existe uma dívida de R$ 1,8 milhão no estado, e isso pode levar os hospitais a fazer restrições de atendimentos a partir do mês que vem em todo o estado. No Sul de Minas, o Hospital São Sebastião é o primeiro a admitir essas restrições a partir de dezembro.



Já o Ministério da Saúde disse que tem conversado com a área econômica do governo federal e vem buscando a manutenção do cronograma de pagamentos previsto para este ano.



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