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Manifestação de estudantes termina em tumulto com PM no Centro de SP

Publicado por TV Minas em 10/12/2015

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Grupo que estava entre manifestantes jogou pedras em policiais militares.Bombas de efeito moral foram lançadas e houve correria; há dez detidos.

 

Uma manifestação de estudantes terminou em tumulto com a Polícia Militar na noite desta quarta-feira (9) na região da Praça da República, no Centro de São Paulo. Algumas pessoas que estavam entre os manifestantes jogaram pedras em direção a policiais militares, que revidaram com bombas de efeito moral. Houve correria.

 

A PM informou às 22h45 que uma pessoa foi detida na Praça da República e levada ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro. Outras nove pessoas acabaram detidas na Rua Itacolomi, em Higienópolis. Elas serão conduzidas ao 78º Distrito Policial, nos Jardins. No horário, não havia informações sobre o motivo das detenções.

 

Seis policiais ficaram feridos e foram socorridos no pronto-socorro Vergueiro. Uma jovem que estava entre os manifestantes passou mal e precisou ser carregada.

 

Durante a confusão, um grupo de jovens  espalhou entulhos e lixos que estavam em uma caçamba na Avenida Ipiranga e colocou fogo. Várias barricadas foram montadas ao longo da via para tentar impedir a passagem dos policiais. Pontos de ônibus e telefones públicos foram danificados na região central.

 

Por volta das 21h30, um grupo colocou fogo em lixo na Rua da Consolação, sentido Centro. No horário, os policiais ainda tentavam dispersar os manifestantes com uso de bombas de gás lacrimogêneo.

 

Centenas de estudantes, pais e professores participaram do ato em apoio aos alunos que se mobilizam contra a reorganização da rede estadual de ensino. A concentração começou às 17h no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. O ato foi pacífico até chegar na Praça da República, em frente à sede da Secretaria da Educação, onde houve tumulto.

 

Os manifestantes exigiam também a abertura de uma investigação sobre a atuação dos policiais militares nos protestos estudantis das últimas semanas. Segundo os organizadores, cinco mil pessoas participaram do ato. A PM não divulgou uma estimativa de manifestantes.

 

 

Ato na Paulista

 

A concentração aconteceu no vão livre do Masp no fim da tarde. Às 18h, os manifestantes ocupavam totalmente a via no sentido Consolação da Avenida Paulista.

 

Os estudantes seguiram até a Praça do Ciclista, próxima à esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, retornaram na avenida - bloqueando o sentido Paraíso - e, por volta das 19h, caminhavam de volta em direção ao Masp.

 

Às 19h20, os estudantes acessavam a Avenida Nove de Julho pela Rua Professor Otávio Mendes, ao lado do museu. Às 19h40, os dois sentidos da avenida estavam ocupados pela manifestação. Eles continuavam a caminhada pela via por volta das 20h40. Logo depois, eles chegaram à Praça da República, onde houve a confusão.

 

 

Escolas desocupadas

 

O número de escolas estaduais de São Paulo ocupadas por estudantes caiu para 126 na tarde desta quarta-feira (9), segundo balanço da Secretaria da Educação. Nesta manhã, eram 136 e, na terça-feira (8), a pasta contabilizava 145 unidades de ensino ocupadas.

 

Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) diz que o número reduziu de 137 para 127.

 

Os alunos começaram a deixar os colégios após o anúncio do governo paulista, que decidiu suspender do plano de reorganização das escolas estaduais Como não existe uma liderança única, a decisão de sair é dos alunos de cada escola.

 

Os estudantes da Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto, em Perus, Zona Oeste de São Paulo, por exemplo, desocuparam o colégio na manhã de terça-feira após 19 dias de ocupação.

 

Os alunos receberam representantes da Diretoria de Ensino que vistoriaram o prédio antes da desocupação. Escola mais ´"populosa" da rede pública do ensino na Grande São Paulo, com cerca de 3,3 mil alunos, a Gavião Peixoto retomou as aulas nesta quarta.

 

A saída dos estudantes foi tranquila. Eles recolheram colchões, cobertores, vassouras, produtos de limpeza, alimentos.

 

 

Denúncia de abuso sexual

 

A professora Andreza Delgado, de 20 anos, diz que sofreu abuso sexual de policiais militares após ser presa durante uma manifestação de estudantes contra a reestruturação da rede estadual no dia 3 de dezembro, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.

 

Segundo ela, os abusos aconteceram na viatura e no caminho para a delegacia. Ela foi libertada no dia seguinte, após uma audiência de custódia. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Militar nega todas as acusações.

 

“Eu estava na calçada e depois fui arrastada para a rua antes de ir para o camburão. Foi um policial, não foi uma policial feminina. Eles passavam muito a mão no meu corpo”, contou. 

 

Ela diz que registrou um boletim de ocorrência no 89º Distrito Policial, no Portal do Morumbi, e fez exames no Instituto Médico-Legal (IML). Na nota, a SSP acrescenta que as alegações de Andreza também serão apuradas, tendo sido requisitado exame de corpo de delito.

 

Segundo a SSP, a prisão da jovem foi realizada por lesão corporal, dano qualificado, corrupção de menor, resistência, desacato e desobediência. A ocorrência foi registrada no 14º Distrito Policial, em Pinheiros.

 

 

Suspensão

 

O governador Geraldo Alckmin suspendeu na sexta-feira (4) a reestruturação afetaria mais de 300 mil alunos. Na mesma data também foi divulgado pelo instituto Datafolha que o governador teve seu índice de popularidade mais baixo, com apenas 28% de aprovação.

 

No sábado (5), um decretou oficializou o adiamento das mudanças. Durante os protestos, a Polícia Militar (PM) foi criticada por agir com truculência com os estudantes que interditaram vias públicas da capital paulista.

 

Alckmin disse que irá dialogar com pais e alunos no ano que vem a respeito da reorganização da rede de ensino estadual e que os estudantes permanecerão em suas unidades em 2016.

 

Após o governador suspender a reforma da rede de ensino, o secretário da Educação do Estado de São Paulo, Herman Voorwald, pediu para deixar o cargo. A carta com o pedido de demissão foi entregue ao governador, que aceitou a decisão de Voorwald. Alckmin deve anunciar o nome do novo secretário no início desta semana.

 

O governo paulista defende que a reorganização vai melhorar o ensino. Os alunos, porém, contestam e reclamam que não foram ouvidos pelo governo sobre as mudanças e sobre o fechamento das unidades onde estudam. Em protesto, eles passaram a ocupar, desde 9 de novembro, escolas em todo o estado.

Grupo que estava entre manifestantes jogou pedras em policiais militares.Bombas de efeito moral foram lançadas e houve correria; há dez detidos.


 


Uma manifestação de estudantes terminou em tumulto com a Polícia Militar na noite desta quarta-feira (9) na região da Praça da República, no Centro de São Paulo. Algumas pessoas que estavam entre os manifestantes jogaram pedras em direção a policiais militares, que revidaram com bombas de efeito moral. Houve correria.


 


A PM informou às 22h45 que uma pessoa foi detida na Praça da República e levada ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro. Outras nove pessoas acabaram detidas na Rua Itacolomi, em Higienópolis. Elas serão conduzidas ao 78º Distrito Policial, nos Jardins. No horário, não havia informações sobre o motivo das detenções.


 


Seis policiais ficaram feridos e foram socorridos no pronto-socorro Vergueiro. Uma jovem que estava entre os manifestantes passou mal e precisou ser carregada.


 


Durante a confusão, um grupo de jovens  espalhou entulhos e lixos que estavam em uma caçamba na Avenida Ipiranga e colocou fogo. Várias barricadas foram montadas ao longo da via para tentar impedir a passagem dos policiais. Pontos de ônibus e telefones públicos foram danificados na região central.


 


Por volta das 21h30, um grupo colocou fogo em lixo na Rua da Consolação, sentido Centro. No horário, os policiais ainda tentavam dispersar os manifestantes com uso de bombas de gás lacrimogêneo.


 


Centenas de estudantes, pais e professores participaram do ato em apoio aos alunos que se mobilizam contra a reorganização da rede estadual de ensino. A concentração começou às 17h no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. O ato foi pacífico até chegar na Praça da República, em frente à sede da Secretaria da Educação, onde houve tumulto.


 


Os manifestantes exigiam também a abertura de uma investigação sobre a atuação dos policiais militares nos protestos estudantis das últimas semanas. Segundo os organizadores, cinco mil pessoas participaram do ato. A PM não divulgou uma estimativa de manifestantes.


 


 


Ato na Paulista


 


A concentração aconteceu no vão livre do Masp no fim da tarde. Às 18h, os manifestantes ocupavam totalmente a via no sentido Consolação da Avenida Paulista.


 


Os estudantes seguiram até a Praça do Ciclista, próxima à esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, retornaram na avenida - bloqueando o sentido Paraíso - e, por volta das 19h, caminhavam de volta em direção ao Masp.


 


Às 19h20, os estudantes acessavam a Avenida Nove de Julho pela Rua Professor Otávio Mendes, ao lado do museu. Às 19h40, os dois sentidos da avenida estavam ocupados pela manifestação. Eles continuavam a caminhada pela via por volta das 20h40. Logo depois, eles chegaram à Praça da República, onde houve a confusão.


 


 


Escolas desocupadas


 


O número de escolas estaduais de São Paulo ocupadas por estudantes caiu para 126 na tarde desta quarta-feira (9), segundo balanço da Secretaria da Educação. Nesta manhã, eram 136 e, na terça-feira (8), a pasta contabilizava 145 unidades de ensino ocupadas.


 


Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) diz que o número reduziu de 137 para 127.


 


PATROCINADORES

Os alunos começaram a deixar os colégios após o anúncio do governo paulista, que decidiu suspender do plano de reorganização das escolas estaduais Como não existe uma liderança única, a decisão de sair é dos alunos de cada escola.


 


Os estudantes da Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto, em Perus, Zona Oeste de São Paulo, por exemplo, desocuparam o colégio na manhã de terça-feira após 19 dias de ocupação.


 


Os alunos receberam representantes da Diretoria de Ensino que vistoriaram o prédio antes da desocupação. Escola mais ´"populosa" da rede pública do ensino na Grande São Paulo, com cerca de 3,3 mil alunos, a Gavião Peixoto retomou as aulas nesta quarta.


 


A saída dos estudantes foi tranquila. Eles recolheram colchões, cobertores, vassouras, produtos de limpeza, alimentos.


 


 


Denúncia de abuso sexual


 


A professora Andreza Delgado, de 20 anos, diz que sofreu abuso sexual de policiais militares após ser presa durante uma manifestação de estudantes contra a reestruturação da rede estadual no dia 3 de dezembro, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.


 


Segundo ela, os abusos aconteceram na viatura e no caminho para a delegacia. Ela foi libertada no dia seguinte, após uma audiência de custódia. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Militar nega todas as acusações.


 


“Eu estava na calçada e depois fui arrastada para a rua antes de ir para o camburão. Foi um policial, não foi uma policial feminina. Eles passavam muito a mão no meu corpo”, contou. 


 


Ela diz que registrou um boletim de ocorrência no 89º Distrito Policial, no Portal do Morumbi, e fez exames no Instituto Médico-Legal (IML). Na nota, a SSP acrescenta que as alegações de Andreza também serão apuradas, tendo sido requisitado exame de corpo de delito.


 


Segundo a SSP, a prisão da jovem foi realizada por lesão corporal, dano qualificado, corrupção de menor, resistência, desacato e desobediência. A ocorrência foi registrada no 14º Distrito Policial, em Pinheiros.


 


 


Suspensão


 


O governador Geraldo Alckmin suspendeu na sexta-feira (4) a reestruturação afetaria mais de 300 mil alunos. Na mesma data também foi divulgado pelo instituto Datafolha que o governador teve seu índice de popularidade mais baixo, com apenas 28% de aprovação.


 


No sábado (5), um decretou oficializou o adiamento das mudanças. Durante os protestos, a Polícia Militar (PM) foi criticada por agir com truculência com os estudantes que interditaram vias públicas da capital paulista.


 


Alckmin disse que irá dialogar com pais e alunos no ano que vem a respeito da reorganização da rede de ensino estadual e que os estudantes permanecerão em suas unidades em 2016.


 


Após o governador suspender a reforma da rede de ensino, o secretário da Educação do Estado de São Paulo, Herman Voorwald, pediu para deixar o cargo. A carta com o pedido de demissão foi entregue ao governador, que aceitou a decisão de Voorwald. Alckmin deve anunciar o nome do novo secretário no início desta semana.


 


O governo paulista defende que a reorganização vai melhorar o ensino. Os alunos, porém, contestam e reclamam que não foram ouvidos pelo governo sobre as mudanças e sobre o fechamento das unidades onde estudam. Em protesto, eles passaram a ocupar, desde 9 de novembro, escolas em todo o estado.


Grupo que estava entre manifestantes jogou pedras em policiais militares.Bombas de efeito moral foram lançadas e houve correria; há dez detidos.



Uma manifestação de estudantes terminou em tumulto com a Polícia Militar na noite desta quarta-feira (9) na região da Praça da República, no Centro de São Paulo. Algumas pessoas que estavam entre os manifestantes jogaram pedras em direção a policiais militares, que revidaram com bombas de efeito moral. Houve correria.



A PM informou às 22h45 que uma pessoa foi detida na Praça da República e levada ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro. Outras nove pessoas acabaram detidas na Rua Itacolomi, em Higienópolis. Elas serão conduzidas ao 78º Distrito Policial, nos Jardins. No horário, não havia informações sobre o motivo das detenções.



Seis policiais ficaram feridos e foram socorridos no pronto-socorro Vergueiro. Uma jovem que estava entre os manifestantes passou mal e precisou ser carregada.



Durante a confusão, um grupo de jovens  espalhou entulhos e lixos que estavam em uma caçamba na Avenida Ipiranga e colocou fogo. Várias barricadas foram montadas ao longo da via para tentar impedir a passagem dos policiais. Pontos de ônibus e telefones públicos foram danificados na região central.



Por volta das 21h30, um grupo colocou fogo em lixo na Rua da Consolação, sentido Centro. No horário, os policiais ainda tentavam dispersar os manifestantes com uso de bombas de gás lacrimogêneo.



Centenas de estudantes, pais e professores participaram do ato em apoio aos alunos que se mobilizam contra a reorganização da rede estadual de ensino. A concentração começou às 17h no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. O ato foi pacífico até chegar na Praça da República, em frente à sede da Secretaria da Educação, onde houve tumulto.



Os manifestantes exigiam também a abertura de uma investigação sobre a atuação dos policiais militares nos protestos estudantis das últimas semanas. Segundo os organizadores, cinco mil pessoas participaram do ato. A PM não divulgou uma estimativa de manifestantes.



Ato na Paulista



A concentração aconteceu no vão livre do Masp no fim da tarde. Às 18h, os manifestantes ocupavam totalmente a via no sentido Consolação da Avenida Paulista.



PATROCINADORES

Os estudantes seguiram até a Praça do Ciclista, próxima à esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, retornaram na avenida - bloqueando o sentido Paraíso - e, por volta das 19h, caminhavam de volta em direção ao Masp.



Às 19h20, os estudantes acessavam a Avenida Nove de Julho pela Rua Professor Otávio Mendes, ao lado do museu. Às 19h40, os dois sentidos da avenida estavam ocupados pela manifestação. Eles continuavam a caminhada pela via por volta das 20h40. Logo depois, eles chegaram à Praça da República, onde houve a confusão.



Escolas desocupadas



O número de escolas estaduais de São Paulo ocupadas por estudantes caiu para 126 na tarde desta quarta-feira (9), segundo balanço da Secretaria da Educação. Nesta manhã, eram 136 e, na terça-feira (8), a pasta contabilizava 145 unidades de ensino ocupadas.



Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) diz que o número reduziu de 137 para 127.



Os alunos começaram a deixar os colégios após o anúncio do governo paulista, que decidiu suspender do plano de reorganização das escolas estaduais Como não existe uma liderança única, a decisão de sair é dos alunos de cada escola.



Os estudantes da Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto, em Perus, Zona Oeste de São Paulo, por exemplo, desocuparam o colégio na manhã de terça-feira após 19 dias de ocupação.



Os alunos receberam representantes da Diretoria de Ensino que vistoriaram o prédio antes da desocupação. Escola mais ´"populosa" da rede pública do ensino na Grande São Paulo, com cerca de 3,3 mil alunos, a Gavião Peixoto retomou as aulas nesta quarta.



A saída dos estudantes foi tranquila. Eles recolheram colchões, cobertores, vassouras, produtos de limpeza, alimentos.



Denúncia de abuso sexual



PATROCINADORES

A professora Andreza Delgado, de 20 anos, diz que sofreu abuso sexual de policiais militares após ser presa durante uma manifestação de estudantes contra a reestruturação da rede estadual no dia 3 de dezembro, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.



Segundo ela, os abusos aconteceram na viatura e no caminho para a delegacia. Ela foi libertada no dia seguinte, após uma audiência de custódia. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Militar nega todas as acusações.



“Eu estava na calçada e depois fui arrastada para a rua antes de ir para o camburão. Foi um policial, não foi uma policial feminina. Eles passavam muito a mão no meu corpo”, contou. 



Ela diz que registrou um boletim de ocorrência no 89º Distrito Policial, no Portal do Morumbi, e fez exames no Instituto Médico-Legal (IML). Na nota, a SSP acrescenta que as alegações de Andreza também serão apuradas, tendo sido requisitado exame de corpo de delito.



Segundo a SSP, a prisão da jovem foi realizada por lesão corporal, dano qualificado, corrupção de menor, resistência, desacato e desobediência. A ocorrência foi registrada no 14º Distrito Policial, em Pinheiros.



Suspensão



O governador Geraldo Alckmin suspendeu na sexta-feira (4) a reestruturação afetaria mais de 300 mil alunos. Na mesma data também foi divulgado pelo instituto Datafolha que o governador teve seu índice de popularidade mais baixo, com apenas 28% de aprovação.



No sábado (5), um decretou oficializou o adiamento das mudanças. Durante os protestos, a Polícia Militar (PM) foi criticada por agir com truculência com os estudantes que interditaram vias públicas da capital paulista.



Alckmin disse que irá dialogar com pais e alunos no ano que vem a respeito da reorganização da rede de ensino estadual e que os estudantes permanecerão em suas unidades em 2016.



Após o governador suspender a reforma da rede de ensino, o secretário da Educação do Estado de São Paulo, Herman Voorwald, pediu para deixar o cargo. A carta com o pedido de demissão foi entregue ao governador, que aceitou a decisão de Voorwald. Alckmin deve anunciar o nome do novo secretário no início desta semana.



O governo paulista defende que a reorganização vai melhorar o ensino. Os alunos, porém, contestam e reclamam que não foram ouvidos pelo governo sobre as mudanças e sobre o fechamento das unidades onde estudam. Em protesto, eles passaram a ocupar, desde 9 de novembro, escolas em todo o estado.



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