news:

Notícias

Mulher é eleita pela primeira vez na Arábia Saudita

Publicado por TV Minas em 12/12/2015

foto_principal.jpg

Salma Al Oteibi Hizab Bent competiu com sete homens e duas mulheres. País era o último país no mundo a negar às mulheres o direito de voto.

 

Uma mulher saudita foi eleita neste domingo (13) na região de Meca (oeste), um tímido passo em direção à igualdade de gênero neste reino ultraconservador da Arábia Saudita, de acordo com a comissão eleitoral local do país. Estas são as primeiras eleições abertas a mulheres eleitoras e candidatas.

 

Salma Al Oteibi Hizab Bent ganhou um assento no Conselho Municipal Madrakah, cidade na região de Meca, o primeiro lugar sagrado do Islã , disse o presidente da Comissão Eleitoral, Osama Al Bar, ao relatar os primeiros resultados do pleito municipal.

 

A Arábia Saudita, governada por uma versão rígida do Islã, é um dos países mais restritivos do mundo para as mulheres que não têm direito de dirigir e precisam da aprovação de um homem para o trabalho ou viagens.

 

No sábado (12), os eleitores escolheram entre 6.000 homens e 900 mulheres autorizados a aparecer pela primeira vez. Todos eles aspirar a um lugar nos 284 assembleias municipais compostas apenas por representantes eleitos, mas com potência limitada.

 

No seu distrito, Salma Al Oteibi Bent Hizab competiu com sete homens e duas mulheres, de acordo com Osama Al Bar.

 

"A participação das mulheres nos conselhos municipais" testemunha entre outras coisas "a preocupação e o interesse do Estado em envolver ainda mais esses conselhos no desenvolvimento do país", acrescentou o presidente da Comissão Eleitoral local.

 

Os colégios eleitorais abriram às 8h (3h de Brasília) e um jornalista da AFP constatou o início da votação no centro de Riad, com um movimento muito fraco.

 

Mais de 900 mulheres, junto a cerca de 6 mil homens, buscavam ocupar uma cadeira nas assembleias locais, enquanto lidam com poderes limitados em termos de circulação, jardins públicos e coleta de lixo.

 

A Arábia Saudita era o último país no mundo a negar às mulheres o direito de voto.
Algumas mulheres afirmaram que o registro de eleitoras foi complicado em razão dos obstáculos burocráticos, da falta de informação e porque as mulheres são proibidas de dirigir, o que dificulta a locomoção.

 

Em um contexto onde menos de um eleitor em cada dez é mulher, poucas mulheres sauditas esperam ser eleitas.

 

No país, as mulheres devem se vestir de preto da cabeça aos pés quando estão em público e necessitam da permissão de um membro masculino de sua família para viajar, trabalhar e se casar.
Para algumas, o simples fato de ter feito campanha já é uma vitória em si.

 

"Para dizer a verdade, eu não me candidatei para ganhar", afirma Badreldin al-Sawari, uma pediatra do centro de Riad, que entrou na disputa por patriotismo e para provar que o Islã dá direito às mulheres.

 

"Os homens e as mulheres têm os mesmos direitos em muitos domínios", assegura, com um verso do Alcorão como apoio, afirmando ter recebido muito apoio durante sua campanha.
Outras mulheres não tiveram uma experiência positiva.

 

Lujain Hathlul, uma ativista presa 2 meses após tentar, em dezembro de 2014, de entrar no país dirigindo seu veículo a partir dos Emirados Árabe Unidos, teve sua candidatura rejeitada.
Nassima al-Sadah, ativista dos direitos Humanos da cidade de Qatif (leste), indicou à AFP que também contestou na justiça a negação de sua candidatura.

 

Uma professora que vive no nordeste do país e que não quis ser identificada explica como sua candidata preferida foi excluída por acusações de religiosos.

 

"Teve que se retirar porque os religiosos disseram que uma mulher não pode participar das eleições. Não creio que as mulheres ganharão muito poder caso vençam", lamenta.

 

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch saudou as eleições como um passo para uma maior participação das mulheres na vida política, sublinhando que "a Arábia Saudita continua a discriminar as mulheres através de uma miríade de leis, políticas e práticas".

 

A situação dos direitos humanos no reino saudita, liderado pela família real dos Al-Saud, é acompanhada de perto por muitos países ocidentais e ONGs.

 

Um tímido processo de abertura começou sob o reinado do rei Abdallah (2005-2015), o predecessor de Salman, que em 2011 concedeu às mulheres sauditas o direito de voto e de elegibilidade.

 

Hossaini, otimista, espera que pelo menos 10% das candidatas conquistem um assento. Em seguida, acrescentou: "até mesmo uma vitória seria um progresso."

Salma Al Oteibi Hizab Bent competiu com sete homens e duas mulheres. País era o último país no mundo a negar às mulheres o direito de voto.


 


Uma mulher saudita foi eleita neste domingo (13) na região de Meca (oeste), um tímido passo em direção à igualdade de gênero neste reino ultraconservador da Arábia Saudita, de acordo com a comissão eleitoral local do país. Estas são as primeiras eleições abertas a mulheres eleitoras e candidatas.


 


Salma Al Oteibi Hizab Bent ganhou um assento no Conselho Municipal Madrakah, cidade na região de Meca, o primeiro lugar sagrado do Islã , disse o presidente da Comissão Eleitoral, Osama Al Bar, ao relatar os primeiros resultados do pleito municipal.


 


A Arábia Saudita, governada por uma versão rígida do Islã, é um dos países mais restritivos do mundo para as mulheres que não têm direito de dirigir e precisam da aprovação de um homem para o trabalho ou viagens.


 


No sábado (12), os eleitores escolheram entre 6.000 homens e 900 mulheres autorizados a aparecer pela primeira vez. Todos eles aspirar a um lugar nos 284 assembleias municipais compostas apenas por representantes eleitos, mas com potência limitada.


 


No seu distrito, Salma Al Oteibi Bent Hizab competiu com sete homens e duas mulheres, de acordo com Osama Al Bar.


 


"A participação das mulheres nos conselhos municipais" testemunha entre outras coisas "a preocupação e o interesse do Estado em envolver ainda mais esses conselhos no desenvolvimento do país", acrescentou o presidente da Comissão Eleitoral local.


 


Os colégios eleitorais abriram às 8h (3h de Brasília) e um jornalista da AFP constatou o início da votação no centro de Riad, com um movimento muito fraco.


 


Mais de 900 mulheres, junto a cerca de 6 mil homens, buscavam ocupar uma cadeira nas assembleias locais, enquanto lidam com poderes limitados em termos de circulação, jardins públicos e coleta de lixo.


 


A Arábia Saudita era o último país no mundo a negar às mulheres o direito de voto.
Algumas mulheres afirmaram que o registro de eleitoras foi complicado em razão dos obstáculos burocráticos, da falta de informação e porque as mulheres são proibidas de dirigir, o que dificulta a locomoção.


 


PATROCINADORES

Em um contexto onde menos de um eleitor em cada dez é mulher, poucas mulheres sauditas esperam ser eleitas.


 


No país, as mulheres devem se vestir de preto da cabeça aos pés quando estão em público e necessitam da permissão de um membro masculino de sua família para viajar, trabalhar e se casar.
Para algumas, o simples fato de ter feito campanha já é uma vitória em si.


 


"Para dizer a verdade, eu não me candidatei para ganhar", afirma Badreldin al-Sawari, uma pediatra do centro de Riad, que entrou na disputa por patriotismo e para provar que o Islã dá direito às mulheres.


 


"Os homens e as mulheres têm os mesmos direitos em muitos domínios", assegura, com um verso do Alcorão como apoio, afirmando ter recebido muito apoio durante sua campanha.
Outras mulheres não tiveram uma experiência positiva.


 


Lujain Hathlul, uma ativista presa 2 meses após tentar, em dezembro de 2014, de entrar no país dirigindo seu veículo a partir dos Emirados Árabe Unidos, teve sua candidatura rejeitada.
Nassima al-Sadah, ativista dos direitos Humanos da cidade de Qatif (leste), indicou à AFP que também contestou na justiça a negação de sua candidatura.


 


Uma professora que vive no nordeste do país e que não quis ser identificada explica como sua candidata preferida foi excluída por acusações de religiosos.


 


"Teve que se retirar porque os religiosos disseram que uma mulher não pode participar das eleições. Não creio que as mulheres ganharão muito poder caso vençam", lamenta.


 


A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch saudou as eleições como um passo para uma maior participação das mulheres na vida política, sublinhando que "a Arábia Saudita continua a discriminar as mulheres através de uma miríade de leis, políticas e práticas".


 


A situação dos direitos humanos no reino saudita, liderado pela família real dos Al-Saud, é acompanhada de perto por muitos países ocidentais e ONGs.


 


Um tímido processo de abertura começou sob o reinado do rei Abdallah (2005-2015), o predecessor de Salman, que em 2011 concedeu às mulheres sauditas o direito de voto e de elegibilidade.


 


Hossaini, otimista, espera que pelo menos 10% das candidatas conquistem um assento. Em seguida, acrescentou: "até mesmo uma vitória seria um progresso."


Salma Al Oteibi Hizab Bent competiu com sete homens e duas mulheres. País era o último país no mundo a negar às mulheres o direito de voto.



Uma mulher saudita foi eleita neste domingo (13) na região de Meca (oeste), um tímido passo em direção à igualdade de gênero neste reino ultraconservador da Arábia Saudita, de acordo com a comissão eleitoral local do país. Estas são as primeiras eleições abertas a mulheres eleitoras e candidatas.



Salma Al Oteibi Hizab Bent ganhou um assento no Conselho Municipal Madrakah, cidade na região de Meca, o primeiro lugar sagrado do Islã , disse o presidente da Comissão Eleitoral, Osama Al Bar, ao relatar os primeiros resultados do pleito municipal.



A Arábia Saudita, governada por uma versão rígida do Islã, é um dos países mais restritivos do mundo para as mulheres que não têm direito de dirigir e precisam da aprovação de um homem para o trabalho ou viagens.



No sábado (12), os eleitores escolheram entre 6.000 homens e 900 mulheres autorizados a aparecer pela primeira vez. Todos eles aspirar a um lugar nos 284 assembleias municipais compostas apenas por representantes eleitos, mas com potência limitada.



No seu distrito, Salma Al Oteibi Bent Hizab competiu com sete homens e duas mulheres, de acordo com Osama Al Bar.



"A participação das mulheres nos conselhos municipais" testemunha entre outras coisas "a preocupação e o interesse do Estado em envolver ainda mais esses conselhos no desenvolvimento do país", acrescentou o presidente da Comissão Eleitoral local.



PATROCINADORES

Os colégios eleitorais abriram às 8h (3h de Brasília) e um jornalista da AFP constatou o início da votação no centro de Riad, com um movimento muito fraco.



Mais de 900 mulheres, junto a cerca de 6 mil homens, buscavam ocupar uma cadeira nas assembleias locais, enquanto lidam com poderes limitados em termos de circulação, jardins públicos e coleta de lixo.



A Arábia Saudita era o último país no mundo a negar às mulheres o direito de voto.
Algumas mulheres afirmaram que o registro de eleitoras foi complicado em razão dos obstáculos burocráticos, da falta de informação e porque as mulheres são proibidas de dirigir, o que dificulta a locomoção.



Em um contexto onde menos de um eleitor em cada dez é mulher, poucas mulheres sauditas esperam ser eleitas.



No país, as mulheres devem se vestir de preto da cabeça aos pés quando estão em público e necessitam da permissão de um membro masculino de sua família para viajar, trabalhar e se casar.
Para algumas, o simples fato de ter feito campanha já é uma vitória em si.



"Para dizer a verdade, eu não me candidatei para ganhar", afirma Badreldin al-Sawari, uma pediatra do centro de Riad, que entrou na disputa por patriotismo e para provar que o Islã dá direito às mulheres.



PATROCINADORES

"Os homens e as mulheres têm os mesmos direitos em muitos domínios", assegura, com um verso do Alcorão como apoio, afirmando ter recebido muito apoio durante sua campanha.
Outras mulheres não tiveram uma experiência positiva.



Lujain Hathlul, uma ativista presa 2 meses após tentar, em dezembro de 2014, de entrar no país dirigindo seu veículo a partir dos Emirados Árabe Unidos, teve sua candidatura rejeitada.
Nassima al-Sadah, ativista dos direitos Humanos da cidade de Qatif (leste), indicou à AFP que também contestou na justiça a negação de sua candidatura.



Uma professora que vive no nordeste do país e que não quis ser identificada explica como sua candidata preferida foi excluída por acusações de religiosos.



"Teve que se retirar porque os religiosos disseram que uma mulher não pode participar das eleições. Não creio que as mulheres ganharão muito poder caso vençam", lamenta.



A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch saudou as eleições como um passo para uma maior participação das mulheres na vida política, sublinhando que "a Arábia Saudita continua a discriminar as mulheres através de uma miríade de leis, políticas e práticas".



A situação dos direitos humanos no reino saudita, liderado pela família real dos Al-Saud, é acompanhada de perto por muitos países ocidentais e ONGs.



Um tímido processo de abertura começou sob o reinado do rei Abdallah (2005-2015), o predecessor de Salman, que em 2011 concedeu às mulheres sauditas o direito de voto e de elegibilidade.



Hossaini, otimista, espera que pelo menos 10% das candidatas conquistem um assento. Em seguida, acrescentou: "até mesmo uma vitória seria um progresso."



Veja Também