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Polícia Federal realiza mandado de busca na casa de Eduardo Cunha

Publicado por TV Minas em 15/12/2015

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Em um desdobramento da operação Lava Jato, a Polícia Federal cumpre desde as 6h desta terça-feira mandados de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília, e na casa dele no Rio de Janeiro. Batizada de operação Catilinárias, a ação é a segunda da PF desde que o peemedebista foi denunciado, em agosto, pelo crime de lavagem de dinheiro e corrupção por suspeita de receber cinco milhões de dólares para intermediar a construção de navios-sonda para a Petrobras.

 

Os investigadores já haviam buscado documentos na Câmara para investigar a ação de Cunha em favor de empreiteiros presos neste esquema criminoso. A assessoria do investigado disse que ele estava na casa no momento que a polícia chegou, mas ainda não se pronunciará sobre o caso. A PF - que usou farda camuflada ao entrar na residência - apreendeu até o celular do deputado. O nome da operação é uma referência a uma série de quatro discursos célebres do cônsul romano Cícero contra o senador populista Catilina, acusado de tentar dissolver o Senado e tomar o poder em Roma em 63 antes de Cristo.

 

As casas do ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera - que chegou a ser chamado de "pau-mandado de Cunha" pelo doleiro e delator Alberto Youssef -, do ministro do Turismo, Henrique Alves (PMDB-RN), do senador Edison Lobão (PMDB-MA), do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), e do deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) também são alvos dos investigadores. Gomes é ligado ao presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), que também é alvo de inquérito na operação. O diretório estadual do partido em Alagoas foi alvo de buscas da PF.

 

Ao todo, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou as buscas em 53 locais divididos entre São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Pará, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte. São escritórios de advocacia, órgãos públicos e sedes de empresas suspeitas de envolvimento nos desvios de recursos da Petrobras. Os investigados respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outros.

 

Outros nomes ligados a Cunha são alvo da Catilinárias: a sua chefe de gabinete, Denise Santos, e o ex-vice-presidente da Caixa, Fabio Cleto – que havia sido exonerado do cargo pela presidenta Dilma na semana passada. Até o momento, nenhum suspeito foi preso. Lobão e Gomes já eram investigados pela Lava Jato, Pansera não era.  O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, também é alvo da Catilinárias.

 

A operação é um duro golpe para o PMDB, que está no centro da disputa pela sucessão da presidenta Dilma Rousseff em caso de impeachment. A busca aconteceu poucas horas antes do início da sessão do Conselho de Ética que avalia o afastamento de Cunha por ter mentido à Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras ao dizer que não tinha contas no exterior. A Lava Jato, porém, descobriu contas na Suíça do presidente da Câmara.

 

O Planalto divulgou nesta manhã uma nota sobre a Catilinárias: "O Governo Federal espera que todos os fatos investigados na nova fase da Operação Lava Jato envolvendo Ministros de Estado e outras autoridades sejam esclarecidos o mais breve possível, e que a verdade se estabeleça".

 

 

Só depois das 6h da manhã

 

Meses atrás, quando ainda gozava de grande popularidade entre os deputados e parcelas da população, Cunha havia dito que as portas de sua casa estavam abertas para a Polícia Federal, desde que não "chegassem antes das 6h", horário em que ele ainda estaria dormindo. Segundo informações da Agência Brasil, os agentes da PF chegaram ao local às 5h50, mas entraram na residência do presidente da Câmara pouco depois das 6h. Em sua conta no twitter, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), um dos maiores críticos de Cunha, escreveu que "na sua infinita arrogância e cinismo, Cunha pedira, há meses, que a PF, indo à sua casa, "não chegasse antes das 6h da manhã". Foi feito!

Em um desdobramento da operação Lava Jato, a Polícia Federal cumpre desde as 6h desta terça-feira mandados de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília, e na casa dele no Rio de Janeiro. Batizada de operação Catilinárias, a ação é a segunda da PF desde que o peemedebista foi denunciado, em agosto, pelo crime de lavagem de dinheiro e corrupção por suspeita de receber cinco milhões de dólares para intermediar a construção de navios-sonda para a Petrobras.


 


Os investigadores já haviam buscado documentos na Câmara para investigar a ação de Cunha em favor de empreiteiros presos neste esquema criminoso. A assessoria do investigado disse que ele estava na casa no momento que a polícia chegou, mas ainda não se pronunciará sobre o caso. A PF - que usou farda camuflada ao entrar na residência - apreendeu até o celular do deputado. O nome da operação é uma referência a uma série de quatro discursos célebres do cônsul romano Cícero contra o senador populista Catilina, acusado de tentar dissolver o Senado e tomar o poder em Roma em 63 antes de Cristo.


 


As casas do ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera - que chegou a ser chamado de "pau-mandado de Cunha" pelo doleiro e delator Alberto Youssef -, do ministro do Turismo, Henrique Alves (PMDB-RN), do senador Edison Lobão (PMDB-MA), do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), e do deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) também são alvos dos investigadores. Gomes é ligado ao presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), que também é alvo de inquérito na operação. O diretório estadual do partido em Alagoas foi alvo de buscas da PF.


 


Ao todo, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou as buscas em 53 locais divididos entre São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Pará, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte. São escritórios de advocacia, órgãos públicos e sedes de empresas suspeitas de envolvimento nos desvios de recursos da Petrobras. Os investigados respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outros.


 


Outros nomes ligados a Cunha são alvo da Catilinárias: a sua chefe de gabinete, Denise Santos, e o ex-vice-presidente da Caixa, Fabio Cleto – que havia sido exonerado do cargo pela presidenta Dilma na semana passada. Até o momento, nenhum suspeito foi preso. Lobão e Gomes já eram investigados pela Lava Jato, Pansera não era.  O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, também é alvo da Catilinárias.


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A operação é um duro golpe para o PMDB, que está no centro da disputa pela sucessão da presidenta Dilma Rousseff em caso de impeachment. A busca aconteceu poucas horas antes do início da sessão do Conselho de Ética que avalia o afastamento de Cunha por ter mentido à Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras ao dizer que não tinha contas no exterior. A Lava Jato, porém, descobriu contas na Suíça do presidente da Câmara.


 


O Planalto divulgou nesta manhã uma nota sobre a Catilinárias: "O Governo Federal espera que todos os fatos investigados na nova fase da Operação Lava Jato envolvendo Ministros de Estado e outras autoridades sejam esclarecidos o mais breve possível, e que a verdade se estabeleça".


 


 


Só depois das 6h da manhã


 


Meses atrás, quando ainda gozava de grande popularidade entre os deputados e parcelas da população, Cunha havia dito que as portas de sua casa estavam abertas para a Polícia Federal, desde que não "chegassem antes das 6h", horário em que ele ainda estaria dormindo. Segundo informações da Agência Brasil, os agentes da PF chegaram ao local às 5h50, mas entraram na residência do presidente da Câmara pouco depois das 6h. Em sua conta no twitter, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), um dos maiores críticos de Cunha, escreveu que "na sua infinita arrogância e cinismo, Cunha pedira, há meses, que a PF, indo à sua casa, "não chegasse antes das 6h da manhã". Foi feito!


Em um desdobramento da operação Lava Jato, a Polícia Federal cumpre desde as 6h desta terça-feira mandados de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília, e na casa dele no Rio de Janeiro. Batizada de operação Catilinárias, a ação é a segunda da PF desde que o peemedebista foi denunciado, em agosto, pelo crime de lavagem de dinheiro e corrupção por suspeita de receber cinco milhões de dólares para intermediar a construção de navios-sonda para a Petrobras.



Os investigadores já haviam buscado documentos na Câmara para investigar a ação de Cunha em favor de empreiteiros presos neste esquema criminoso. A assessoria do investigado disse que ele estava na casa no momento que a polícia chegou, mas ainda não se pronunciará sobre o caso. A PF - que usou farda camuflada ao entrar na residência - apreendeu até o celular do deputado. O nome da operação é uma referência a uma série de quatro discursos célebres do cônsul romano Cícero contra o senador populista Catilina, acusado de tentar dissolver o Senado e tomar o poder em Roma em 63 antes de Cristo.



As casas do ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera - que chegou a ser chamado de "pau-mandado de Cunha" pelo doleiro e delator Alberto Youssef -, do ministro do Turismo, Henrique Alves (PMDB-RN), do senador Edison Lobão (PMDB-MA), do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), e do deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) também são alvos dos investigadores. Gomes é ligado ao presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), que também é alvo de inquérito na operação. O diretório estadual do partido em Alagoas foi alvo de buscas da PF.



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Outros nomes ligados a Cunha são alvo da Catilinárias: a sua chefe de gabinete, Denise Santos, e o ex-vice-presidente da Caixa, Fabio Cleto – que havia sido exonerado do cargo pela presidenta Dilma na semana passada. Até o momento, nenhum suspeito foi preso. Lobão e Gomes já eram investigados pela Lava Jato, Pansera não era.  O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, também é alvo da Catilinárias.



A operação é um duro golpe para o PMDB, que está no centro da disputa pela sucessão da presidenta Dilma Rousseff em caso de impeachment. A busca aconteceu poucas horas antes do início da sessão do Conselho de Ética que avalia o afastamento de Cunha por ter mentido à Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras ao dizer que não tinha contas no exterior. A Lava Jato, porém, descobriu contas na Suíça do presidente da Câmara.



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Só depois das 6h da manhã



Meses atrás, quando ainda gozava de grande popularidade entre os deputados e parcelas da população, Cunha havia dito que as portas de sua casa estavam abertas para a Polícia Federal, desde que não "chegassem antes das 6h", horário em que ele ainda estaria dormindo. Segundo informações da Agência Brasil, os agentes da PF chegaram ao local às 5h50, mas entraram na residência do presidente da Câmara pouco depois das 6h. Em sua conta no twitter, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), um dos maiores críticos de Cunha, escreveu que "na sua infinita arrogância e cinismo, Cunha pedira, há meses, que a PF, indo à sua casa, "não chegasse antes das 6h da manhã". Foi feito!



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