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Nelson Barbosa será o novo ministro da Fazenda no lugar de Joaquim Levy

Publicado por TV Minas em 18/12/2015

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A informação foi antecipada por fontes na imprensa e anunciada pelo Palácio do Planalto por meio de nota.

 

Barbosa era ministro do Planejamento, onde será substituído por Valdir Simões, atual ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU).

 

Em sua primeira coletiva de imprensa à frente da economia no fim desta tarde, Barbosa assinalou que "o compromisso com o ajuste fiscal continua o mesmo" e se comprometeu com a meta de superávit de 0,5% do PIB no ano que vem.

 

"Em 2016 vamos gastar em níveis de 2010. Esse fato, mais do que qualquer declaração, fala do compromisso do governo com o equilíbrio fiscal".

 

Ele também apontou a necessidade de reformas estruturais ligadas aos gastos obrigatórios, sobretudo os relativos à Previdência Social.

 

 

Temor

 

O nome de Barbosa já havia circulado como possibilidade para a Fazenda pós-Mantega. Ele tem afinidade com Dilma, ampla experiência de governo, boa circulação no meio político e costumava frequentar o Instituto Lula.

 

Mas o mercado financeiro teme que esta "solução interna" signifique relaxamento da ortodoxia. Em disputas internas com Levy, Barbosa ficou no lado de metas mais flexíveis e cortes menos severos nos gastos públicos. 

 

Nesta sexta-feira, a bolsa reagiu aos rumores da entrada de Barbosa e fechou em queda de 2,98% com 43.910 pontos, menor nível desde abril de 2009 e abaixo dos 44 mil pontos que nos últimos tempos tem sido a “margem de segurança” do mercado.

 

 

Repercussão

 

Alex Agostini, economista-chefe da Austin Ratings, considera a escolha de Barbosa uma atitude "caseira e equivocada" do governo:

 

"Enquanto todos pediam austeridade, o governo opta por alguém com perfil heterodoxo. Mas acho que isso faz parte da estratégia do governo que, agora que perdeu o segundo selo de grau de investimento, deve colocar em prática seu plano de tentar reverter o quadro econômico com menos austeridade fiscal. Acho que os mercados vão reagir muito negativamente na segunda-feira, como ocorreu hoje quando havia o boato".

 

Para Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade de Columbia em Nova York, as questões mais prementes continuam sendo em relação ao grau de autonomia do ministro e ao rumo geral do governo:

 

"Levy era o nome certo na hora certa, mas seu trabalho foi minado dentro e fora do governo. Ele jamais deixou de ser um "estranho no ninho" – e, por isso, o alcance de sua passagem pelo governo foi bastante limitado. O cálculo de ganhos e perdas com a sua saída não é em função da entrada de Nelson Barbosa, mas sobretudo do grau de apoio e autonomia com que o ministro contará para realizar seu trabalho e da qualidade de seu "plano de voo".

 

Bernardo Guimarães, professor titular da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, diz não acreditar "que o Nelson vá buscar reeditar as políticas econômicas de 2011-2013, pelo menos não nesse momento. Ele deve buscar um ajuste fiscal para equilibrar as contas e, talvez, tenha uma chance maior de consegui-lo".

 

Troyjo também não acredita em uma guinada: "Os possíveis "planos de voo" em termos de política econômica para um período pós-Levy não comportam muitas variações – a não ser realmente que o governo tenha uma recaída intervencionista e decida por uma versão 2.0 da danosa "nova matriz econômica", que causou tantos estragos país durante o primeiro mandato de Dilma."

 

 

Perfil

 

Nelson Barbosa é carioca e tem 46 anos. De acordo com um perfil no jornal Valor, ele é casado com Jussara, mestra em educação pela City University de Nova York, e tem um filho de 10 anos.

 

Barbosa é Mestre e Bacharel em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), PhD em Economia pela New School for Social Research de Nova York e professor titular da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 

Ele foi Secretário de Acompanhamento Econômico (2007-08), Secretário de Política Econômica (2008-10) e Secretário Executivo do Ministério da Fazenda (2011 a 2013).

 

Foi também Presidente do Conselho do Banco do Brasil (2009-13) e Membro do Conselho de Administração da Vale (2011-13) e teve passagens pelo Banco Central do Brasil (1994-97), BNDES (2005-06) e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (2003).

 

"Economista tem que saber muita matemática. Mas não basta. Tem, também, que saber de política. A ciência, aliás, se chama economia política", disse Barbosa para o Valor.

 

No mesmo perfil, ele se definiu como keynesiano com ressalvas: "não pertenço à Igreja da Ressurreição Keynesiana, adepta do joga dinheiro, joga dinheiro, que tudo vai dar certo. Keynes não achava isso, mas o pessoal às vezes se empolga."

A informação foi antecipada por fontes na imprensa e anunciada pelo Palácio do Planalto por meio de nota.


 


Barbosa era ministro do Planejamento, onde será substituído por Valdir Simões, atual ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU).


 


Em sua primeira coletiva de imprensa à frente da economia no fim desta tarde, Barbosa assinalou que "o compromisso com o ajuste fiscal continua o mesmo" e se comprometeu com a meta de superávit de 0,5% do PIB no ano que vem.


 


"Em 2016 vamos gastar em níveis de 2010. Esse fato, mais do que qualquer declaração, fala do compromisso do governo com o equilíbrio fiscal".


 


Ele também apontou a necessidade de reformas estruturais ligadas aos gastos obrigatórios, sobretudo os relativos à Previdência Social.


 


 


Temor


 


O nome de Barbosa já havia circulado como possibilidade para a Fazenda pós-Mantega. Ele tem afinidade com Dilma, ampla experiência de governo, boa circulação no meio político e costumava frequentar o Instituto Lula.


 


Mas o mercado financeiro teme que esta "solução interna" signifique relaxamento da ortodoxia. Em disputas internas com Levy, Barbosa ficou no lado de metas mais flexíveis e cortes menos severos nos gastos públicos. 


 


Nesta sexta-feira, a bolsa reagiu aos rumores da entrada de Barbosa e fechou em queda de 2,98% com 43.910 pontos, menor nível desde abril de 2009 e abaixo dos 44 mil pontos que nos últimos tempos tem sido a “margem de segurança” do mercado.


 


 


Repercussão


 


Alex Agostini, economista-chefe da Austin Ratings, considera a escolha de Barbosa uma atitude "caseira e equivocada" do governo:


 


PATROCINADORES

"Enquanto todos pediam austeridade, o governo opta por alguém com perfil heterodoxo. Mas acho que isso faz parte da estratégia do governo que, agora que perdeu o segundo selo de grau de investimento, deve colocar em prática seu plano de tentar reverter o quadro econômico com menos austeridade fiscal. Acho que os mercados vão reagir muito negativamente na segunda-feira, como ocorreu hoje quando havia o boato".


 


Para Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade de Columbia em Nova York, as questões mais prementes continuam sendo em relação ao grau de autonomia do ministro e ao rumo geral do governo:


 


"Levy era o nome certo na hora certa, mas seu trabalho foi minado dentro e fora do governo. Ele jamais deixou de ser um "estranho no ninho" – e, por isso, o alcance de sua passagem pelo governo foi bastante limitado. O cálculo de ganhos e perdas com a sua saída não é em função da entrada de Nelson Barbosa, mas sobretudo do grau de apoio e autonomia com que o ministro contará para realizar seu trabalho e da qualidade de seu "plano de voo".


 


Bernardo Guimarães, professor titular da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, diz não acreditar "que o Nelson vá buscar reeditar as políticas econômicas de 2011-2013, pelo menos não nesse momento. Ele deve buscar um ajuste fiscal para equilibrar as contas e, talvez, tenha uma chance maior de consegui-lo".


 


Troyjo também não acredita em uma guinada: "Os possíveis "planos de voo" em termos de política econômica para um período pós-Levy não comportam muitas variações – a não ser realmente que o governo tenha uma recaída intervencionista e decida por uma versão 2.0 da danosa "nova matriz econômica", que causou tantos estragos país durante o primeiro mandato de Dilma."


 


 


Perfil


 


Nelson Barbosa é carioca e tem 46 anos. De acordo com um perfil no jornal Valor, ele é casado com Jussara, mestra em educação pela City University de Nova York, e tem um filho de 10 anos.


 


Barbosa é Mestre e Bacharel em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), PhD em Economia pela New School for Social Research de Nova York e professor titular da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


 


Ele foi Secretário de Acompanhamento Econômico (2007-08), Secretário de Política Econômica (2008-10) e Secretário Executivo do Ministério da Fazenda (2011 a 2013).


 


Foi também Presidente do Conselho do Banco do Brasil (2009-13) e Membro do Conselho de Administração da Vale (2011-13) e teve passagens pelo Banco Central do Brasil (1994-97), BNDES (2005-06) e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (2003).


 


"Economista tem que saber muita matemática. Mas não basta. Tem, também, que saber de política. A ciência, aliás, se chama economia política", disse Barbosa para o Valor.


 


No mesmo perfil, ele se definiu como keynesiano com ressalvas: "não pertenço à Igreja da Ressurreição Keynesiana, adepta do joga dinheiro, joga dinheiro, que tudo vai dar certo. Keynes não achava isso, mas o pessoal às vezes se empolga."


A informação foi antecipada por fontes na imprensa e anunciada pelo Palácio do Planalto por meio de nota.



Barbosa era ministro do Planejamento, onde será substituído por Valdir Simões, atual ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU).



Em sua primeira coletiva de imprensa à frente da economia no fim desta tarde, Barbosa assinalou que "o compromisso com o ajuste fiscal continua o mesmo" e se comprometeu com a meta de superávit de 0,5% do PIB no ano que vem.



"Em 2016 vamos gastar em níveis de 2010. Esse fato, mais do que qualquer declaração, fala do compromisso do governo com o equilíbrio fiscal".



Ele também apontou a necessidade de reformas estruturais ligadas aos gastos obrigatórios, sobretudo os relativos à Previdência Social.



Temor



O nome de Barbosa já havia circulado como possibilidade para a Fazenda pós-Mantega. Ele tem afinidade com Dilma, ampla experiência de governo, boa circulação no meio político e costumava frequentar o Instituto Lula.



Mas o mercado financeiro teme que esta "solução interna" signifique relaxamento da ortodoxia. Em disputas internas com Levy, Barbosa ficou no lado de metas mais flexíveis e cortes menos severos nos gastos públicos. 



PATROCINADORES

Nesta sexta-feira, a bolsa reagiu aos rumores da entrada de Barbosa e fechou em queda de 2,98% com 43.910 pontos, menor nível desde abril de 2009 e abaixo dos 44 mil pontos que nos últimos tempos tem sido a “margem de segurança” do mercado.



Repercussão



Alex Agostini, economista-chefe da Austin Ratings, considera a escolha de Barbosa uma atitude "caseira e equivocada" do governo:



"Enquanto todos pediam austeridade, o governo opta por alguém com perfil heterodoxo. Mas acho que isso faz parte da estratégia do governo que, agora que perdeu o segundo selo de grau de investimento, deve colocar em prática seu plano de tentar reverter o quadro econômico com menos austeridade fiscal. Acho que os mercados vão reagir muito negativamente na segunda-feira, como ocorreu hoje quando havia o boato".



Para Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade de Columbia em Nova York, as questões mais prementes continuam sendo em relação ao grau de autonomia do ministro e ao rumo geral do governo:



"Levy era o nome certo na hora certa, mas seu trabalho foi minado dentro e fora do governo. Ele jamais deixou de ser um "estranho no ninho" – e, por isso, o alcance de sua passagem pelo governo foi bastante limitado. O cálculo de ganhos e perdas com a sua saída não é em função da entrada de Nelson Barbosa, mas sobretudo do grau de apoio e autonomia com que o ministro contará para realizar seu trabalho e da qualidade de seu "plano de voo".



Bernardo Guimarães, professor titular da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, diz não acreditar "que o Nelson vá buscar reeditar as políticas econômicas de 2011-2013, pelo menos não nesse momento. Ele deve buscar um ajuste fiscal para equilibrar as contas e, talvez, tenha uma chance maior de consegui-lo".



PATROCINADORES

Troyjo também não acredita em uma guinada: "Os possíveis "planos de voo" em termos de política econômica para um período pós-Levy não comportam muitas variações – a não ser realmente que o governo tenha uma recaída intervencionista e decida por uma versão 2.0 da danosa "nova matriz econômica", que causou tantos estragos país durante o primeiro mandato de Dilma."



Perfil



Nelson Barbosa é carioca e tem 46 anos. De acordo com um perfil no jornal Valor, ele é casado com Jussara, mestra em educação pela City University de Nova York, e tem um filho de 10 anos.



Barbosa é Mestre e Bacharel em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), PhD em Economia pela New School for Social Research de Nova York e professor titular da Fundação Getúlio Vargas (FGV).



Ele foi Secretário de Acompanhamento Econômico (2007-08), Secretário de Política Econômica (2008-10) e Secretário Executivo do Ministério da Fazenda (2011 a 2013).



Foi também Presidente do Conselho do Banco do Brasil (2009-13) e Membro do Conselho de Administração da Vale (2011-13) e teve passagens pelo Banco Central do Brasil (1994-97), BNDES (2005-06) e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (2003).



"Economista tem que saber muita matemática. Mas não basta. Tem, também, que saber de política. A ciência, aliás, se chama economia política", disse Barbosa para o Valor.



No mesmo perfil, ele se definiu como keynesiano com ressalvas: "não pertenço à Igreja da Ressurreição Keynesiana, adepta do joga dinheiro, joga dinheiro, que tudo vai dar certo. Keynes não achava isso, mas o pessoal às vezes se empolga."



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