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Barbosa é visto como o oposto do ex-ministro Joaquim Levy

Publicado por TV Minas em 22/12/2015

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O primeiro grande desafio do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, será ganhar credibilidade junto ao mercado, após sua imagem ficar ligada a posições menos ortodoxas nas suas duas últimas passagens pelo governo, no 1º e no 2º mandato de Dilma Rousseff.

 

“A história pesa”, diz o economista Jose Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Gestão de Recursos e professor da PUC- RJ. Não adianta apenas o novo ministro falar que vai manter o ajuste fiscal.

 

“Ele é um dos pais da nova matriz econômica”, diz Camargo, sobre a política tocada pelo ex-ministro Guido Mantega e que teria sido responsável pela combinação de alta inflação e crescimento estagnado do 1º mandato de Dilma Rousseff.

 

Para o mercado, pesa ainda contra Barbosa o fato de ele ter sido visto do lado oposto de Levy nas discussões sobre política econômica. Sempre que questões como o orçamento ou a meta fiscal eram discutidas, Levy defendia mais cortes de gastos e superávit maior comparativamente ao então colega do Planejamento. ”O Barbosa esteve sempre defendendo menos equilíbrio fiscal, sempre do lado menos duro”, diz o economista.

 

A S&P cortou o rating brasileiro para junk em setembro após o governo cortar a meta fiscal de 2016, passando a admitir possibilidade de déficit. Barbosa foi apontado como defensor da medida, em oposição a Levy, que insistia no superávit.

 

O risco Brasil medido pelo CDS de 5 anos chegou a passar de 500 pontos nesta manhã. Enquanto o dólar volta a testar o nível de R$ 4,00, os juros futuros mais longos disparam. A troca de ministros, segundo Camargo, aumenta os riscos em geral para a economia. Num primeiro momento, significa risco Brasil em alta, o que se traduz em pressão sobre câmbio e a inflação, levando à alta dos dos juros futuros.

 

Este cenário, em tese, deveria aumentar as apostas em alta da Selic. Não elevar os juros seria um grande risco, agravando ainda mais a perda de credibilidade da política econômica. “Se o BC não subir o juro, o mercado vai interpretar como interferência do novo ministro”, diz Camargo.

 

Para reverter a baixa credibilidade, o novo ministro vai ter de agir. Medidas impopulares, como uma reforma da Previdência que imponha idade mínima para aposentadoria e a redução dos reajustes para o salário mínimo e servidores, teriam de ser enviadas ao Congresso. Mas não basta apenas enviar os projetos ao Congresso, diz o economista.

 

“O governo terá de mostrar que vai lutar pela aprovação das reformas.”

O primeiro grande desafio do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, será ganhar credibilidade junto ao mercado, após sua imagem ficar ligada a posições menos ortodoxas nas suas duas últimas passagens pelo governo, no 1º e no 2º mandato de Dilma Rousseff.


 


“A história pesa”, diz o economista Jose Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Gestão de Recursos e professor da PUC- RJ. Não adianta apenas o novo ministro falar que vai manter o ajuste fiscal.


 


“Ele é um dos pais da nova matriz econômica”, diz Camargo, sobre a política tocada pelo ex-ministro Guido Mantega e que teria sido responsável pela combinação de alta inflação e crescimento estagnado do 1º mandato de Dilma Rousseff.


 


Para o mercado, pesa ainda contra Barbosa o fato de ele ter sido visto do lado oposto de Levy nas discussões sobre política econômica. Sempre que questões como o orçamento ou a meta fiscal eram discutidas, Levy defendia mais cortes de gastos e superávit maior comparativamente ao então colega do Planejamento. ”O Barbosa esteve sempre defendendo menos equilíbrio fiscal, sempre do lado menos duro”, diz o economista.


 


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A S&P cortou o rating brasileiro para junk em setembro após o governo cortar a meta fiscal de 2016, passando a admitir possibilidade de déficit. Barbosa foi apontado como defensor da medida, em oposição a Levy, que insistia no superávit.


 


O risco Brasil medido pelo CDS de 5 anos chegou a passar de 500 pontos nesta manhã. Enquanto o dólar volta a testar o nível de R$ 4,00, os juros futuros mais longos disparam. A troca de ministros, segundo Camargo, aumenta os riscos em geral para a economia. Num primeiro momento, significa risco Brasil em alta, o que se traduz em pressão sobre câmbio e a inflação, levando à alta dos dos juros futuros.


 


Este cenário, em tese, deveria aumentar as apostas em alta da Selic. Não elevar os juros seria um grande risco, agravando ainda mais a perda de credibilidade da política econômica. “Se o BC não subir o juro, o mercado vai interpretar como interferência do novo ministro”, diz Camargo.


 


Para reverter a baixa credibilidade, o novo ministro vai ter de agir. Medidas impopulares, como uma reforma da Previdência que imponha idade mínima para aposentadoria e a redução dos reajustes para o salário mínimo e servidores, teriam de ser enviadas ao Congresso. Mas não basta apenas enviar os projetos ao Congresso, diz o economista.


 


“O governo terá de mostrar que vai lutar pela aprovação das reformas.”


O primeiro grande desafio do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, será ganhar credibilidade junto ao mercado, após sua imagem ficar ligada a posições menos ortodoxas nas suas duas últimas passagens pelo governo, no 1º e no 2º mandato de Dilma Rousseff.



“A história pesa”, diz o economista Jose Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Gestão de Recursos e professor da PUC- RJ. Não adianta apenas o novo ministro falar que vai manter o ajuste fiscal.



“Ele é um dos pais da nova matriz econômica”, diz Camargo, sobre a política tocada pelo ex-ministro Guido Mantega e que teria sido responsável pela combinação de alta inflação e crescimento estagnado do 1º mandato de Dilma Rousseff.



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Para o mercado, pesa ainda contra Barbosa o fato de ele ter sido visto do lado oposto de Levy nas discussões sobre política econômica. Sempre que questões como o orçamento ou a meta fiscal eram discutidas, Levy defendia mais cortes de gastos e superávit maior comparativamente ao então colega do Planejamento. ”O Barbosa esteve sempre defendendo menos equilíbrio fiscal, sempre do lado menos duro”, diz o economista.



A S&P cortou o rating brasileiro para junk em setembro após o governo cortar a meta fiscal de 2016, passando a admitir possibilidade de déficit. Barbosa foi apontado como defensor da medida, em oposição a Levy, que insistia no superávit.



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O risco Brasil medido pelo CDS de 5 anos chegou a passar de 500 pontos nesta manhã. Enquanto o dólar volta a testar o nível de R$ 4,00, os juros futuros mais longos disparam. A troca de ministros, segundo Camargo, aumenta os riscos em geral para a economia. Num primeiro momento, significa risco Brasil em alta, o que se traduz em pressão sobre câmbio e a inflação, levando à alta dos dos juros futuros.



Este cenário, em tese, deveria aumentar as apostas em alta da Selic. Não elevar os juros seria um grande risco, agravando ainda mais a perda de credibilidade da política econômica. “Se o BC não subir o juro, o mercado vai interpretar como interferência do novo ministro”, diz Camargo.



Para reverter a baixa credibilidade, o novo ministro vai ter de agir. Medidas impopulares, como uma reforma da Previdência que imponha idade mínima para aposentadoria e a redução dos reajustes para o salário mínimo e servidores, teriam de ser enviadas ao Congresso. Mas não basta apenas enviar os projetos ao Congresso, diz o economista.



“O governo terá de mostrar que vai lutar pela aprovação das reformas.”



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