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Sul de Minas

Azeites sul mineiros conquistam chefes e guias internacionais

Publicado por TV Minas em 28/12/2015

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Com teor de 0,2% de acidez, produtos trazem nova perspectiva ao mercado. Investimento ainda é novo na região e tendência é dobrar a produção.

 

Com teor de acidez em 0,2%, os azeites extravirgens produzidos no Sul de Minas, especialmente em Caldas e Andradas, têm conquistado consumidores em todo o Brasil e chegado a chefes de cozinha, que os incorporam a pratos gourmets. O teor demonstra que a colheita e o processamento das azeitonas ocorreu no tempo certo, bem como o envase, evitando assim a fermentação.

 

Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), neste ano, a produção na região chegou a 25 mil litros e parte dela deve-se aos novos azeites, que têm dado certo na região. Ainda de acordo com a Epamig, a oliveira pede terrenos de altitude e baixas temperaturas.

 

Em 2014, o Brasil tornou-se o 10º maior consumidor de azeite no mundo e em pouco tempo também tornou-se um grande produtor, primando pela qualidade, frescor e variedade do azeite extravirgem. A vantagem é que ele chega mais rápido às mesas dos consumidores e chefes.

 

Com sabores suaves, que destacam a essência das oliveiras e prazos de validade curtos, os azeites produzidos na região têm chegado aos pratos dos sulmineiros e agradado. O investimento nesse tipo de produção é relativamente novo na região e vem de pessoas que atuam em outros ramos de negócios e resolveram investir no cultivo das oliveiras.

 

 

Produtores do Sul de Minas investem na produção de azeite 'de casa'.

 

 

Da indústria para a produção do azeite

 

Veterano da indústria da cerâmica, o empresário Lívio Togni resolveu investir na produção de oliveiras e azeite há seis anos, depois de várias tentativas frustradas de cultivar frutas e até mesmo de criar avestruzes na fazenda localizada em Caldas.

 

Em parceria com o amigo Rodiney Bertozzi de Carvalho, eles resolveram investir no cultivo de oliveiras das espécies arbequina, arbosana, ambas espanholas e koroneiki, da Grécia, e agora curtem os resultados do primeiro envase do azeite.

 

Em uma área de sete hectares, eles têm plantados 5 mil pés de azeitonas, com pretensões de expansão. “Nós fizemos o plantio há 5 anos e a primeira colheita. Se neste ano tivermos uma boa colheita, algo em torno de 20 toneladas, temos mais espaço na fazenda para expandir a produção”, destacou Togni.

 

Daí surgiu o azeite Don Giovanni, que leva este nome em homenagem ao avô italiano de Lívio Togni. “Quando eu e meus irmãos buscamos nossa cidadania italiana, descobrimos que o nome do nosso avô era Giovanni Antônio, e não apenas Antônio, como pensávamos. E foi então que descobrimos que Giovanni é também sinônimo de jovem, o que casou perfeitamente com o nome do azeite, que preza pela característica do frescor e de ser novo”, comentou Togni.

 

Por ainda serem novos no ramo, os amigos não investiram no maquinário necessário para criar uma unidade de processamento da azeitona e transformá-la em azeite. Como esta foi a primeira vez que o processo foi executado, eles pediram ajuda a um amigo e também produtor de azeite do interior de São Paulo.

 

Ao todo, cerca de 30 pessoas trabalharam diretamente na colheita, esmagamento e envaze do azeite. Para a colheita, que é feita com derrissadeiras, são contratados trabalhadores temporários e que são mantidos posteriormente nas colheitas de café nas fazendas da região.

 

“Nós fizemos a colheita da nossa azeitona e a transportamos em caminhões. Todo o esmagamento foi feito em outra fazenda e levamos para outro lugar para engarrafar”.

 

Ainda de acordo com Carvalho,  a porcentagem de aproveitamento é de 12% para cada 100 kg de olivas, ou seja, a cada 100 kg, o rendimento é de 12 litros. Após o esmagamento das azeitonas, o azeite foi colocado em litros escuros e engarrafado, também em uma garrafa escura, para manter a acidez. Em seguida, ele foi distribuído nos pontos de venda da cidade.

 

“Essa velocidade para envazar e distribuir o azeite só beneficia o consumidor, já que quanto mais novo ele for, melhor. Por isso a produção nacional está sendo vista com bons olhos e os azeites têm feito sucesso entre os chefes. Por estarem livres da burocracia e do tempo da importação, eles chegam antes às mesas e com uma qualidade melhor”, destacou.

 

A expansão do azeite dele para outros locais deve-se, em parte, ao chefe de cozinha José Carlos Danza Érrico. Em outubro deste ano, ele lançou o livro “Culinária Contemporânea” em Poços de Caldas (MG) e durante a recepção do evento, serviu o azeite feito em Caldas, destacando-o como um elemento da gastronomia regional.

 

“Temos que valorizar o que está próximo e cozinhar com isso também. Optei por servir um azeite regional, que em nada deixa a desejar para os importados, pelo contrário, é muito bom e é algo feito bastante próximo, que muita gente não conhece ainda”, disse.

 

Por outro lado, Carvalho esclarece também que eles não visam a diminuição de custo do azeite, mas o aumento da produtividade, investindo na tecnologia da agronomia. “Nós queremos expandir nos próximos anos, então pensamos em aumentar a quantidade de azeitonas por pé, garantindo assim uma produção melhor, uma colheita maior. Para isso, o primeiro passo é investirmos na irrigação”, comentou.

 

 

Propriedade em Caldas tem 5 mil pés de azeitonas para produção de azeite.

 

 

De Andradas para o guia de azeites mundial

 

Há dois anos, Carla Retuci largou o mercado financeiro e ao lado do marido, Mario Borriello, investiu na produção de azeite em Andradas. O produto já conquistou os consumidores e está à venda, além de lojas em Andradas, em lojas na capital paulista.

 

A história do azeite começou em 2008, quando foram plantadas 450 mudas de oliveiras das variedades arbequina, originária da Espanha e grapollo, originária do mediterrâneo. As mudas foram fornecidas pela Epamig de Maria da Fé (MG), que atualmente é a maior produtora da região.

 

Segundo Carla, em 2014, apesar da situação adversa, com forte calor e seca, foram colhidos 2,6 toneladas de olivas, gerando uma produção de 230 litros. Já em março deste ano foi inaugurada a unidade de processamento, com colheita aproximadamente de 8 toneladas, gerando 860 litros do azeite extravirgem.

 

A acidez conquistada com o azeite foi de 0,2%, ou seja, atende aos demais parâmetros de um azeite extravirgem.

 

Ainda segundo Carla, o azeite foi eleito um dos melhores do mundo por meio de um concurso feito na Itália, o Flos Olei Internacional Competition (Competição Internacional Flos Olei), um guia de azeites extravirgens do mundo que avaliou produtos de todo o mundo, com nota superior a 8 dada por jurados que analisaram as amostras.

 

“É muito bom ver nosso azeite entre as mil marcas analisadas pelo guia europeu especializado. Foi a primeira vez que participamos do concurso e o resultado nos surpreendeu”, finaliza Carla.

 

 

Carla Retuci na propriedade em Andradas; produção começou em 2008.

Com teor de 0,2% de acidez, produtos trazem nova perspectiva ao mercado. Investimento ainda é novo na região e tendência é dobrar a produção.


 


Com teor de acidez em 0,2%, os azeites extravirgens produzidos no Sul de Minas, especialmente em Caldas e Andradas, têm conquistado consumidores em todo o Brasil e chegado a chefes de cozinha, que os incorporam a pratos gourmets. O teor demonstra que a colheita e o processamento das azeitonas ocorreu no tempo certo, bem como o envase, evitando assim a fermentação.


 


Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), neste ano, a produção na região chegou a 25 mil litros e parte dela deve-se aos novos azeites, que têm dado certo na região. Ainda de acordo com a Epamig, a oliveira pede terrenos de altitude e baixas temperaturas.


 


Em 2014, o Brasil tornou-se o 10º maior consumidor de azeite no mundo e em pouco tempo também tornou-se um grande produtor, primando pela qualidade, frescor e variedade do azeite extravirgem. A vantagem é que ele chega mais rápido às mesas dos consumidores e chefes.


 


Com sabores suaves, que destacam a essência das oliveiras e prazos de validade curtos, os azeites produzidos na região têm chegado aos pratos dos sulmineiros e agradado. O investimento nesse tipo de produção é relativamente novo na região e vem de pessoas que atuam em outros ramos de negócios e resolveram investir no cultivo das oliveiras.


 


 


Produtores do Sul de Minas investem na produção de azeite 'de casa'.


 


 


Da indústria para a produção do azeite


 


Veterano da indústria da cerâmica, o empresário Lívio Togni resolveu investir na produção de oliveiras e azeite há seis anos, depois de várias tentativas frustradas de cultivar frutas e até mesmo de criar avestruzes na fazenda localizada em Caldas.


 


Em parceria com o amigo Rodiney Bertozzi de Carvalho, eles resolveram investir no cultivo de oliveiras das espécies arbequina, arbosana, ambas espanholas e koroneiki, da Grécia, e agora curtem os resultados do primeiro envase do azeite.


 


Em uma área de sete hectares, eles têm plantados 5 mil pés de azeitonas, com pretensões de expansão. “Nós fizemos o plantio há 5 anos e a primeira colheita. Se neste ano tivermos uma boa colheita, algo em torno de 20 toneladas, temos mais espaço na fazenda para expandir a produção”, destacou Togni.


 


Daí surgiu o azeite Don Giovanni, que leva este nome em homenagem ao avô italiano de Lívio Togni. “Quando eu e meus irmãos buscamos nossa cidadania italiana, descobrimos que o nome do nosso avô era Giovanni Antônio, e não apenas Antônio, como pensávamos. E foi então que descobrimos que Giovanni é também sinônimo de jovem, o que casou perfeitamente com o nome do azeite, que preza pela característica do frescor e de ser novo”, comentou Togni.


 


Por ainda serem novos no ramo, os amigos não investiram no maquinário necessário para criar uma unidade de processamento da azeitona e transformá-la em azeite. Como esta foi a primeira vez que o processo foi executado, eles pediram ajuda a um amigo e também produtor de azeite do interior de São Paulo.


 


Ao todo, cerca de 30 pessoas trabalharam diretamente na colheita, esmagamento e envaze do azeite. Para a colheita, que é feita com derrissadeiras, são contratados trabalhadores temporários e que são mantidos posteriormente nas colheitas de café nas fazendas da região.


 


“Nós fizemos a colheita da nossa azeitona e a transportamos em caminhões. Todo o esmagamento foi feito em outra fazenda e levamos para outro lugar para engarrafar”.


 


PATROCINADORES

Ainda de acordo com Carvalho,  a porcentagem de aproveitamento é de 12% para cada 100 kg de olivas, ou seja, a cada 100 kg, o rendimento é de 12 litros. Após o esmagamento das azeitonas, o azeite foi colocado em litros escuros e engarrafado, também em uma garrafa escura, para manter a acidez. Em seguida, ele foi distribuído nos pontos de venda da cidade.


 


“Essa velocidade para envazar e distribuir o azeite só beneficia o consumidor, já que quanto mais novo ele for, melhor. Por isso a produção nacional está sendo vista com bons olhos e os azeites têm feito sucesso entre os chefes. Por estarem livres da burocracia e do tempo da importação, eles chegam antes às mesas e com uma qualidade melhor”, destacou.


 


A expansão do azeite dele para outros locais deve-se, em parte, ao chefe de cozinha José Carlos Danza Érrico. Em outubro deste ano, ele lançou o livro “Culinária Contemporânea” em Poços de Caldas (MG) e durante a recepção do evento, serviu o azeite feito em Caldas, destacando-o como um elemento da gastronomia regional.


 


“Temos que valorizar o que está próximo e cozinhar com isso também. Optei por servir um azeite regional, que em nada deixa a desejar para os importados, pelo contrário, é muito bom e é algo feito bastante próximo, que muita gente não conhece ainda”, disse.


 


Por outro lado, Carvalho esclarece também que eles não visam a diminuição de custo do azeite, mas o aumento da produtividade, investindo na tecnologia da agronomia. “Nós queremos expandir nos próximos anos, então pensamos em aumentar a quantidade de azeitonas por pé, garantindo assim uma produção melhor, uma colheita maior. Para isso, o primeiro passo é investirmos na irrigação”, comentou.


 


 


Propriedade em Caldas tem 5 mil pés de azeitonas para produção de azeite.


 


 


De Andradas para o guia de azeites mundial


 


Há dois anos, Carla Retuci largou o mercado financeiro e ao lado do marido, Mario Borriello, investiu na produção de azeite em Andradas. O produto já conquistou os consumidores e está à venda, além de lojas em Andradas, em lojas na capital paulista.


 


A história do azeite começou em 2008, quando foram plantadas 450 mudas de oliveiras das variedades arbequina, originária da Espanha e grapollo, originária do mediterrâneo. As mudas foram fornecidas pela Epamig de Maria da Fé (MG), que atualmente é a maior produtora da região.


 


Segundo Carla, em 2014, apesar da situação adversa, com forte calor e seca, foram colhidos 2,6 toneladas de olivas, gerando uma produção de 230 litros. Já em março deste ano foi inaugurada a unidade de processamento, com colheita aproximadamente de 8 toneladas, gerando 860 litros do azeite extravirgem.


 


A acidez conquistada com o azeite foi de 0,2%, ou seja, atende aos demais parâmetros de um azeite extravirgem.


 


Ainda segundo Carla, o azeite foi eleito um dos melhores do mundo por meio de um concurso feito na Itália, o Flos Olei Internacional Competition (Competição Internacional Flos Olei), um guia de azeites extravirgens do mundo que avaliou produtos de todo o mundo, com nota superior a 8 dada por jurados que analisaram as amostras.


 


“É muito bom ver nosso azeite entre as mil marcas analisadas pelo guia europeu especializado. Foi a primeira vez que participamos do concurso e o resultado nos surpreendeu”, finaliza Carla.


 


 


Carla Retuci na propriedade em Andradas; produção começou em 2008.


Com teor de 0,2% de acidez, produtos trazem nova perspectiva ao mercado. Investimento ainda é novo na região e tendência é dobrar a produção.



Com teor de acidez em 0,2%, os azeites extravirgens produzidos no Sul de Minas, especialmente em Caldas e Andradas, têm conquistado consumidores em todo o Brasil e chegado a chefes de cozinha, que os incorporam a pratos gourmets. O teor demonstra que a colheita e o processamento das azeitonas ocorreu no tempo certo, bem como o envase, evitando assim a fermentação.



Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), neste ano, a produção na região chegou a 25 mil litros e parte dela deve-se aos novos azeites, que têm dado certo na região. Ainda de acordo com a Epamig, a oliveira pede terrenos de altitude e baixas temperaturas.



Em 2014, o Brasil tornou-se o 10º maior consumidor de azeite no mundo e em pouco tempo também tornou-se um grande produtor, primando pela qualidade, frescor e variedade do azeite extravirgem. A vantagem é que ele chega mais rápido às mesas dos consumidores e chefes.



Com sabores suaves, que destacam a essência das oliveiras e prazos de validade curtos, os azeites produzidos na região têm chegado aos pratos dos sulmineiros e agradado. O investimento nesse tipo de produção é relativamente novo na região e vem de pessoas que atuam em outros ramos de negócios e resolveram investir no cultivo das oliveiras.



Produtores do Sul de Minas investem na produção de azeite 'de casa'.



Da indústria para a produção do azeite



Veterano da indústria da cerâmica, o empresário Lívio Togni resolveu investir na produção de oliveiras e azeite há seis anos, depois de várias tentativas frustradas de cultivar frutas e até mesmo de criar avestruzes na fazenda localizada em Caldas.



Em parceria com o amigo Rodiney Bertozzi de Carvalho, eles resolveram investir no cultivo de oliveiras das espécies arbequina, arbosana, ambas espanholas e koroneiki, da Grécia, e agora curtem os resultados do primeiro envase do azeite.



PATROCINADORES

Em uma área de sete hectares, eles têm plantados 5 mil pés de azeitonas, com pretensões de expansão. “Nós fizemos o plantio há 5 anos e a primeira colheita. Se neste ano tivermos uma boa colheita, algo em torno de 20 toneladas, temos mais espaço na fazenda para expandir a produção”, destacou Togni.



Daí surgiu o azeite Don Giovanni, que leva este nome em homenagem ao avô italiano de Lívio Togni. “Quando eu e meus irmãos buscamos nossa cidadania italiana, descobrimos que o nome do nosso avô era Giovanni Antônio, e não apenas Antônio, como pensávamos. E foi então que descobrimos que Giovanni é também sinônimo de jovem, o que casou perfeitamente com o nome do azeite, que preza pela característica do frescor e de ser novo”, comentou Togni.



Por ainda serem novos no ramo, os amigos não investiram no maquinário necessário para criar uma unidade de processamento da azeitona e transformá-la em azeite. Como esta foi a primeira vez que o processo foi executado, eles pediram ajuda a um amigo e também produtor de azeite do interior de São Paulo.



Ao todo, cerca de 30 pessoas trabalharam diretamente na colheita, esmagamento e envaze do azeite. Para a colheita, que é feita com derrissadeiras, são contratados trabalhadores temporários e que são mantidos posteriormente nas colheitas de café nas fazendas da região.



“Nós fizemos a colheita da nossa azeitona e a transportamos em caminhões. Todo o esmagamento foi feito em outra fazenda e levamos para outro lugar para engarrafar”.



Ainda de acordo com Carvalho,  a porcentagem de aproveitamento é de 12% para cada 100 kg de olivas, ou seja, a cada 100 kg, o rendimento é de 12 litros. Após o esmagamento das azeitonas, o azeite foi colocado em litros escuros e engarrafado, também em uma garrafa escura, para manter a acidez. Em seguida, ele foi distribuído nos pontos de venda da cidade.



“Essa velocidade para envazar e distribuir o azeite só beneficia o consumidor, já que quanto mais novo ele for, melhor. Por isso a produção nacional está sendo vista com bons olhos e os azeites têm feito sucesso entre os chefes. Por estarem livres da burocracia e do tempo da importação, eles chegam antes às mesas e com uma qualidade melhor”, destacou.



A expansão do azeite dele para outros locais deve-se, em parte, ao chefe de cozinha José Carlos Danza Érrico. Em outubro deste ano, ele lançou o livro “Culinária Contemporânea” em Poços de Caldas (MG) e durante a recepção do evento, serviu o azeite feito em Caldas, destacando-o como um elemento da gastronomia regional.



“Temos que valorizar o que está próximo e cozinhar com isso também. Optei por servir um azeite regional, que em nada deixa a desejar para os importados, pelo contrário, é muito bom e é algo feito bastante próximo, que muita gente não conhece ainda”, disse.



Por outro lado, Carvalho esclarece também que eles não visam a diminuição de custo do azeite, mas o aumento da produtividade, investindo na tecnologia da agronomia. “Nós queremos expandir nos próximos anos, então pensamos em aumentar a quantidade de azeitonas por pé, garantindo assim uma produção melhor, uma colheita maior. Para isso, o primeiro passo é investirmos na irrigação”, comentou.



PATROCINADORES

Propriedade em Caldas tem 5 mil pés de azeitonas para produção de azeite.



De Andradas para o guia de azeites mundial



Há dois anos, Carla Retuci largou o mercado financeiro e ao lado do marido, Mario Borriello, investiu na produção de azeite em Andradas. O produto já conquistou os consumidores e está à venda, além de lojas em Andradas, em lojas na capital paulista.



A história do azeite começou em 2008, quando foram plantadas 450 mudas de oliveiras das variedades arbequina, originária da Espanha e grapollo, originária do mediterrâneo. As mudas foram fornecidas pela Epamig de Maria da Fé (MG), que atualmente é a maior produtora da região.



Segundo Carla, em 2014, apesar da situação adversa, com forte calor e seca, foram colhidos 2,6 toneladas de olivas, gerando uma produção de 230 litros. Já em março deste ano foi inaugurada a unidade de processamento, com colheita aproximadamente de 8 toneladas, gerando 860 litros do azeite extravirgem.



A acidez conquistada com o azeite foi de 0,2%, ou seja, atende aos demais parâmetros de um azeite extravirgem.



Ainda segundo Carla, o azeite foi eleito um dos melhores do mundo por meio de um concurso feito na Itália, o Flos Olei Internacional Competition (Competição Internacional Flos Olei), um guia de azeites extravirgens do mundo que avaliou produtos de todo o mundo, com nota superior a 8 dada por jurados que analisaram as amostras.



“É muito bom ver nosso azeite entre as mil marcas analisadas pelo guia europeu especializado. Foi a primeira vez que participamos do concurso e o resultado nos surpreendeu”, finaliza Carla.



Carla Retuci na propriedade em Andradas; produção começou em 2008.



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