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Dólar sobe quase 3%, acima de R$4, após fracasso da bolsa chinesa

Publicado por TV Minas em 04/01/2016

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Na última sessão de 2015, o dólar subiu 0,44%, a R$ 3,8769 na venda. Ano passado registrou maior avanço da moeda em 13 anos.

 

O dólar opera acima de R$ 4 nesta segunda-feira (4), em alta de mais de 2%, no primeiro dia de negócios do ano de 2016. A moeda sobe forte porque o mercado busca ativos considerados mais seguros – como o dólar – conforme crescem as preocupações com a economia da China. Mais cedo, uma pesquisa mostrou que a indústria do país asiático teve o 10º mês seguido de queda em dezembro.

 

 O dólar opera em alta na maioria dos mercados. No Brasil, no entanto, a variação é mais acentuada por conta das tensões econômicas e políticas do país. Por aqui, os economistas dos bancos projetaram uma inflação mais alta e uma queda mais acentuada do PIB este ano, informou o Banco Central nesta manhã.

 

Às 13h50, a moeda norte-americana subia 2,4%, a R$ 4,0431 para venda. Veja a cotação do dólar hoje

 

"Se a China está ruim, os países que dependem da China vão no mesmo barco", resumiu o gerente de câmbio da Treviso, Reginaldo Galhardo.

 

A atividade industrial chinesa encolheu em dezembro, com o setor lutando contra a fraca demanda. O resultado pressionou o mercado acionário chinês, que acionou o "circuit breaker" (regra para evitar baixas maiores) pela primeira vez e suspendeu os trabalhos, fechando com queda de quase 7%.

 

No Brasil, o pessimismo com o cenário político ajudava a acentuar as altas, com o recesso no Congresso Nacional adiando a decisão de medidas importantes para a busca do equilíbrio fiscal do país.

 

Entre as medidas a serem analisadas, está a retomada da CPMF, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016. Ela é necessária, nos cálculos do governo, para fechar o ano com a meta de superávit primário (a economia feita para o pagar os juros da dívida) para o setor público consolidado equivalente a 0,5% do PIB.

 

 

Balanço da moeda

 

Na última sessão de 2015, no dia 30, o dólar avançou 1,83%, a R$ 3,948 na venda. No mês de dezembro, a moeda norte-americana subiu 1,58%.

 

No ano, o dólar subiu 48%. Foi o maior avanço anual em 13 anos, além do quinto ano consecutivo de valorização do dólar em relação ao real, segundo a Reuters. Em 2002, o dólar subiu pouco mais de 50% em relação ao real no ano por incertezas do mercado envolvendo a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2014, a alta anual havia sido de 12,78%. Já em 2013, a valorização anual foi de 15,3%.

 

O dólar começou 2015 abaixo dos R$ 3. Passou esse patamar na cotação de fechamento pela primeira vez em 5 de março, quando terminou a sessão cotado a R$ 3,0115.

 

Em setembro, fechou acima do patamar de R$ 4 no dia 22, cotado a R$ 4,0538. Foi a primeira vez que o dólar ultrapassou este valor na história. Na sessão seguinte, fechou no maior valor da história, a R$ 4,1461. Ao todo, a moeda fechou acima dos R$ 4 por seis vezes em 2015.

 

 

Interferência do BC no câmbio

 

O Banco Central realizou no final desta manhã o primeiro leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, com oferta de até 11,6 mil contratos. Na operação, a autoridade monetária rolou o equivalente a US$ 563,4 milhões, ou cerca de 5% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.

 

 

Expectativas para 2016

 

Economistas ouvidos pelo G1 esperam que em 2016 o câmbio continue volátil, mas não apontam possibilidade de o dólar voltar a patamares mais baixos.

 

"O câmbio vai continuar extremamente volátil para cima e para baixo. Se a gente chegar a um equilíbrio econômico, tende dar uma equilibrada num patamar um pouco abaixo do que estamos hoje. Porém, quanto mais tempo demorar para isso acontecer, menor vai ser a redução entre a taxa que estiver vigorando e a taxa que vai vigorar depois do equilíbrio – ou seja, o dólar vai cair menos", explica o professor Tharcisio Souza Santos, das Faculdades de Economia e de Administração da Faap.

 

Pedro Rossi, professor da Unicamp e diretor do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica, cita ainda como fator que tende a deixar o câmbio volátil em 2016 o cenário internacional, com o mercado de olho no ritmo do aperto monetário nos Estados Unidos após a primeira subida da taxa de juros em quase uma década.

 

"A situação internacional não se definiu, a política americana ainda não está claramente definida nos seus objetivos", diz. "A incerteza com relação a esse movimento de juros internacional provavelmente vai ditar uma volatilidade grande na taxa de câmbio."

 

O professor Judas Tadeu Grassi Mendes, da EBS Business School, afirma que "o dólar não subiu muito em 2015, e sim voltou ao equilíbrio". "O câmbio de 2015 apenas corrigiu a inflação de 1994 até agora, a inflação dos Estados Unidos menos a do Brasil."

Na última sessão de 2015, o dólar subiu 0,44%, a R$ 3,8769 na venda. Ano passado registrou maior avanço da moeda em 13 anos.


 


O dólar opera acima de R$ 4 nesta segunda-feira (4), em alta de mais de 2%, no primeiro dia de negócios do ano de 2016. A moeda sobe forte porque o mercado busca ativos considerados mais seguros – como o dólar – conforme crescem as preocupações com a economia da China. Mais cedo, uma pesquisa mostrou que a indústria do país asiático teve o 10º mês seguido de queda em dezembro.


 


 O dólar opera em alta na maioria dos mercados. No Brasil, no entanto, a variação é mais acentuada por conta das tensões econômicas e políticas do país. Por aqui, os economistas dos bancos projetaram uma inflação mais alta e uma queda mais acentuada do PIB este ano, informou o Banco Central nesta manhã.


 


Às 13h50, a moeda norte-americana subia 2,4%, a R$ 4,0431 para venda. Veja a cotação do dólar hoje


 


"Se a China está ruim, os países que dependem da China vão no mesmo barco", resumiu o gerente de câmbio da Treviso, Reginaldo Galhardo.


 


A atividade industrial chinesa encolheu em dezembro, com o setor lutando contra a fraca demanda. O resultado pressionou o mercado acionário chinês, que acionou o "circuit breaker" (regra para evitar baixas maiores) pela primeira vez e suspendeu os trabalhos, fechando com queda de quase 7%.


 


No Brasil, o pessimismo com o cenário político ajudava a acentuar as altas, com o recesso no Congresso Nacional adiando a decisão de medidas importantes para a busca do equilíbrio fiscal do país.


 


Entre as medidas a serem analisadas, está a retomada da CPMF, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016. Ela é necessária, nos cálculos do governo, para fechar o ano com a meta de superávit primário (a economia feita para o pagar os juros da dívida) para o setor público consolidado equivalente a 0,5% do PIB.


 


 


Balanço da moeda


 


Na última sessão de 2015, no dia 30, o dólar avançou 1,83%, a R$ 3,948 na venda. No mês de dezembro, a moeda norte-americana subiu 1,58%.


 


No ano, o dólar subiu 48%. Foi o maior avanço anual em 13 anos, além do quinto ano consecutivo de valorização do dólar em relação ao real, segundo a Reuters. Em 2002, o dólar subiu pouco mais de 50% em relação ao real no ano por incertezas do mercado envolvendo a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2014, a alta anual havia sido de 12,78%. Já em 2013, a valorização anual foi de 15,3%.


PATROCINADORES

 


O dólar começou 2015 abaixo dos R$ 3. Passou esse patamar na cotação de fechamento pela primeira vez em 5 de março, quando terminou a sessão cotado a R$ 3,0115.


 


Em setembro, fechou acima do patamar de R$ 4 no dia 22, cotado a R$ 4,0538. Foi a primeira vez que o dólar ultrapassou este valor na história. Na sessão seguinte, fechou no maior valor da história, a R$ 4,1461. Ao todo, a moeda fechou acima dos R$ 4 por seis vezes em 2015.


 


 


Interferência do BC no câmbio


 


O Banco Central realizou no final desta manhã o primeiro leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, com oferta de até 11,6 mil contratos. Na operação, a autoridade monetária rolou o equivalente a US$ 563,4 milhões, ou cerca de 5% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.


 


 


Expectativas para 2016


 


Economistas ouvidos pelo G1 esperam que em 2016 o câmbio continue volátil, mas não apontam possibilidade de o dólar voltar a patamares mais baixos.


 


"O câmbio vai continuar extremamente volátil para cima e para baixo. Se a gente chegar a um equilíbrio econômico, tende dar uma equilibrada num patamar um pouco abaixo do que estamos hoje. Porém, quanto mais tempo demorar para isso acontecer, menor vai ser a redução entre a taxa que estiver vigorando e a taxa que vai vigorar depois do equilíbrio – ou seja, o dólar vai cair menos", explica o professor Tharcisio Souza Santos, das Faculdades de Economia e de Administração da Faap.


 


Pedro Rossi, professor da Unicamp e diretor do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica, cita ainda como fator que tende a deixar o câmbio volátil em 2016 o cenário internacional, com o mercado de olho no ritmo do aperto monetário nos Estados Unidos após a primeira subida da taxa de juros em quase uma década.


 


"A situação internacional não se definiu, a política americana ainda não está claramente definida nos seus objetivos", diz. "A incerteza com relação a esse movimento de juros internacional provavelmente vai ditar uma volatilidade grande na taxa de câmbio."


 


O professor Judas Tadeu Grassi Mendes, da EBS Business School, afirma que "o dólar não subiu muito em 2015, e sim voltou ao equilíbrio". "O câmbio de 2015 apenas corrigiu a inflação de 1994 até agora, a inflação dos Estados Unidos menos a do Brasil."


Na última sessão de 2015, o dólar subiu 0,44%, a R$ 3,8769 na venda. Ano passado registrou maior avanço da moeda em 13 anos.



O dólar opera acima de R$ 4 nesta segunda-feira (4), em alta de mais de 2%, no primeiro dia de negócios do ano de 2016. A moeda sobe forte porque o mercado busca ativos considerados mais seguros – como o dólar – conforme crescem as preocupações com a economia da China. Mais cedo, uma pesquisa mostrou que a indústria do país asiático teve o 10º mês seguido de queda em dezembro.



 O dólar opera em alta na maioria dos mercados. No Brasil, no entanto, a variação é mais acentuada por conta das tensões econômicas e políticas do país. Por aqui, os economistas dos bancos projetaram uma inflação mais alta e uma queda mais acentuada do PIB este ano, informou o Banco Central nesta manhã.



Às 13h50, a moeda norte-americana subia 2,4%, a R$ 4,0431 para venda. Veja a cotação do dólar hoje



"Se a China está ruim, os países que dependem da China vão no mesmo barco", resumiu o gerente de câmbio da Treviso, Reginaldo Galhardo.



A atividade industrial chinesa encolheu em dezembro, com o setor lutando contra a fraca demanda. O resultado pressionou o mercado acionário chinês, que acionou o "circuit breaker" (regra para evitar baixas maiores) pela primeira vez e suspendeu os trabalhos, fechando com queda de quase 7%.



No Brasil, o pessimismo com o cenário político ajudava a acentuar as altas, com o recesso no Congresso Nacional adiando a decisão de medidas importantes para a busca do equilíbrio fiscal do país.



PATROCINADORES

Entre as medidas a serem analisadas, está a retomada da CPMF, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016. Ela é necessária, nos cálculos do governo, para fechar o ano com a meta de superávit primário (a economia feita para o pagar os juros da dívida) para o setor público consolidado equivalente a 0,5% do PIB.



Balanço da moeda



Na última sessão de 2015, no dia 30, o dólar avançou 1,83%, a R$ 3,948 na venda. No mês de dezembro, a moeda norte-americana subiu 1,58%.



No ano, o dólar subiu 48%. Foi o maior avanço anual em 13 anos, além do quinto ano consecutivo de valorização do dólar em relação ao real, segundo a Reuters. Em 2002, o dólar subiu pouco mais de 50% em relação ao real no ano por incertezas do mercado envolvendo a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2014, a alta anual havia sido de 12,78%. Já em 2013, a valorização anual foi de 15,3%.



O dólar começou 2015 abaixo dos R$ 3. Passou esse patamar na cotação de fechamento pela primeira vez em 5 de março, quando terminou a sessão cotado a R$ 3,0115.



Em setembro, fechou acima do patamar de R$ 4 no dia 22, cotado a R$ 4,0538. Foi a primeira vez que o dólar ultrapassou este valor na história. Na sessão seguinte, fechou no maior valor da história, a R$ 4,1461. Ao todo, a moeda fechou acima dos R$ 4 por seis vezes em 2015.



PATROCINADORES

Interferência do BC no câmbio



O Banco Central realizou no final desta manhã o primeiro leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, com oferta de até 11,6 mil contratos. Na operação, a autoridade monetária rolou o equivalente a US$ 563,4 milhões, ou cerca de 5% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.



Expectativas para 2016



Economistas ouvidos pelo G1 esperam que em 2016 o câmbio continue volátil, mas não apontam possibilidade de o dólar voltar a patamares mais baixos.



"O câmbio vai continuar extremamente volátil para cima e para baixo. Se a gente chegar a um equilíbrio econômico, tende dar uma equilibrada num patamar um pouco abaixo do que estamos hoje. Porém, quanto mais tempo demorar para isso acontecer, menor vai ser a redução entre a taxa que estiver vigorando e a taxa que vai vigorar depois do equilíbrio – ou seja, o dólar vai cair menos", explica o professor Tharcisio Souza Santos, das Faculdades de Economia e de Administração da Faap.



Pedro Rossi, professor da Unicamp e diretor do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica, cita ainda como fator que tende a deixar o câmbio volátil em 2016 o cenário internacional, com o mercado de olho no ritmo do aperto monetário nos Estados Unidos após a primeira subida da taxa de juros em quase uma década.



"A situação internacional não se definiu, a política americana ainda não está claramente definida nos seus objetivos", diz. "A incerteza com relação a esse movimento de juros internacional provavelmente vai ditar uma volatilidade grande na taxa de câmbio."



O professor Judas Tadeu Grassi Mendes, da EBS Business School, afirma que "o dólar não subiu muito em 2015, e sim voltou ao equilíbrio". "O câmbio de 2015 apenas corrigiu a inflação de 1994 até agora, a inflação dos Estados Unidos menos a do Brasil."



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