Cimed investirá mais de R$ 300 milhões em nova fábrica em Pouso Alegre até 2023

Publicado por Tv Minas em 25/02/2021 às 10h20

Em Setembro será concluída a fase 2 da nova fábrica.

Expectativa da farmacêutica é ampliar de 40 para 60 milhões a produção de comprimidos e gerar até 500 postos diretos de trabalho ao longo do ano. Aporte de mais de R$ 300 milhões será feito até 2023.

A pandemia não afetou o cronograma da farmacêutica Cimed para os investimentos em sua nova fábrica em Pouso Alegre. Em setembro, o grupo deve concluir a fase 2 do aporte de R$ 200 milhões na planta que fica às margens da Fernão Dias.

A nova base produtiva é peça central para os planos do grupo de ampliar sua produção e seguir galgando postos entre as maiores farmacêuticas do país.

E o apetite da empresa não deve cessar por aí. Concluída as duas primeiras fases do projeto, com expectativa de gerar até 500 empregos diretos ao longo de 2021, tem início outras duas fases de investimentos, com previsão de aportes de mais R$ 300 milhões até 2023.

O investimento nas duas novas fases serão voltados para linhas de produção de semissólidos e líquidos. Ao final de mais esse ciclo de investimentos, a empresa espera dobrar seu faturamento e alcance até 2025.

Para se ter uma ideia, no ano passado, a empresa faturou R$ 2 bilhões e já está entre as três maiores farmacêuticas do país em unidades vendidas e é a 12ª em faturamento.

Com nova fábrica, planta atual da Cimed vai se dedicar a atender hospitais e poder público. 

 

Fase 1 e fase 2 da nova planta

Em novembro de 2020, a empresa já havia concluído a fase 1 do projeto: um centro de distribuição com capacidade para alocar até 12 mil pallets. Nessa primeira fase, foram investidos cerca de R$ 55 milhões.

No mesmo local em que foi construído o CD, uma área de 280 mil metros na Fernão Dias – onde funcionava a fábrica da Locomotiva, seguem os trabalhos para colocar em produção uma fábrica de sólidos e orais. A estrutura deve ter 44 mil metros de área construída para abrigar as linhas de produção, um laboratório de controle de qualidade e estrutura de suporte.

Em entrevista à Istoé Dinheiro, o presidente da Cimed, João Adibe, confirmou a previsão de conclusão da fábrica em setembro e afirmou que, mesmo com os impactos da pandemia, o grupo mantém o ritmo de investimentos. A ideia é lançar 35 novos produtos ao longo de 2021.

“O aumento da capacidade produtiva será a partir de setembro, com a entrega de linhas de produção. É a maior fábrica de sólidos da indústria farmacêutica no Brasil. As fases 1 e 2, que estarão concluídas nesse ano, consumiram R$ 200 milhões. As fases 3 e 4 serão de semissólidos e líquidos, em um projeto de mais dois anos e que receberão R$ 300 milhões”, contou ao repórter Sérgio Vieira.

Adibe também revelou que, com o início da produção de sua nova fábrica, que é o dobro da antiga, a planta atual da farmacêutica deverá se dedicar a fornecer produtos para hospitais e poder público. O grupo já poderia ter ampliado sua participação no setor, mas não possuía capacidade produtiva para tanto.

“Esse processo deve começar já no ano que vem. Com isso, as receitas que virão dessa faixa passarão dos atuais 5% para 25%”, projetou.

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Fonte: Rede Moinho

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