15 Janeiro 2026

O polêmico iOS 26 e a verdade sobre a bateria do seu iPhone

Se você atualizou seu aparelho recentemente e não ficou satisfeito com o visual “Liquid Glass” ou com a nova e estranha posição das marcas de seleção, saiba que não está sozinho. O iOS 26 chegou cercado de controvérsias, marcando uma mudança drástica não apenas na estética — o que teria motivado a saída repentina do designer responsável da Apple —, mas também na nomenclatura, já que a empresa abandonou a sequência numérica tradicional para adotar um sistema baseado no ano, saltando do confuso iOS 18 diretamente para o 26.

Entretanto, para além das críticas visuais, uma reclamação técnica tem tirado o sono dos usuários: o consumo de energia. Diversos relatos apontam que a nova versão do sistema drena a carga muito mais rápido do que a anterior. É justamente nesse cenário de incerteza sobre a autonomia do aparelho que se torna crucial entender e dominar as ferramentas nativas de preservação de energia, especificamente o “Carregamento Otimizado”.

Inteligência artificial a favor da autonomia

Apesar da percepção de que o novo sistema consome mais, o iPhone mantém recursos robustos para gerenciar o desgaste físico do componente. O “Carregamento Otimizado”, padrão desde o iOS 13, utiliza aprendizado de máquina para entender a rotina do dono do celular. A lógica é simples, mas eficaz: o sistema carrega a bateria até 80% e pausa o processo. O restante da carga é completado apenas instantes antes do horário habitual em que você costuma tirar o celular da tomada.

O objetivo é evitar que o aparelho passe horas conectado à energia com 100% de carga, o que acelera a degradação química. A Apple reforça que a vida útil de uma bateria não depende apenas de quanto tempo faz que ela foi fabricada, mas de sua “idade química”. Conforme as baterias de íon de lítio envelhecem quimicamente, elas retêm menos carga, o que resulta em menor desempenho de pico e duração reduzida no dia a dia.

Para que essa mágica aconteça, no entanto, o iPhone precisa saber onde você está. O recurso foi desenhado para funcionar em locais onde o usuário passa muito tempo, como em casa ou no trabalho. Se os serviços de localização não estiverem devidamente habilitados, o sistema não conseguirá distinguir se você está na sua rotina normal ou em uma viagem, impedindo o funcionamento ideal da ferramenta.

Gerenciando o recurso manualmente

Caso você precise de uma carga completa imediata e veja a notificação de que o carregamento está em pausa, basta tocar e segurar o aviso na tela e selecionar “Carregar Agora”. Por outro lado, se quiser verificar se a função está ativa ou prefere desativá-la, o caminho é intuitivo:

Abra os “Ajustes”, vá em “Bateria” e selecione “Saúde da Bateria”. Ali, além de verificar a capacidade máxima do componente, você encontra a chave seletora do “Carregamento Otimizado”. Vale lembrar que nessa mesma seção de bateria é possível monitorar quais aplicativos são os vilões do consumo e ativar o “Modo Pouca Energia” se necessário.

A ilusão do boicote e o bug do Safari

Voltando à polêmica do iOS 26, quem olha os números de adoção pode ter a falsa impressão de que está ocorrendo um boicote em massa. Dados da Statcounter indicam que menos de 5% dos usuários estão na versão mais recente, o 26.2, enquanto a grande maioria, cerca de 51%, pareceria estar presa ao antigo iOS 18.7. Isso sugeriria que o público rejeitou o novo design e está evitando a atualização.

Contudo, a realidade é mais técnica do que comportamental. Foi descoberto um bug no Safari — o navegador da Apple, que já ultrapassou um bilhão de usuários e domina o mercado mobile nos EUA — que faz com que os iPhones relatem incorretamente a versão do sistema operacional. O navegador informa aos sites que o dispositivo está rodando o iOS 18.7, mesmo quando já foi atualizado para o iOS 26.

Portanto, vivemos uma situação onde duas verdades coexistem. De fato, existe um descontentamento vocal na internet sobre o visual “Liquid Glass” e a performance da bateria, mas a adesão ao novo sistema provavelmente é muito maior do que os relatórios indicam. Teremos que esperar a Apple corrigir essa falha de reporte, presumivelmente em um futuro iOS 26.3, para saber a real dimensão da base de usuários instalada. Até lá, a melhor estratégia é ignorar o design duvidoso e focar em manter a saúde da bateria em dia.

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